São Paulo 462 Anos

Paulistanos que tatuaram o amor pela cidade

A história de oito apaixonados pela capital que escolheram uma maneira nada tradicional para homenageá-la

Por: Tatiane Rosset

São Paulo 462 anos: Paulistanos que Tatuaram a Cidade
O arquiteto Rodrigo Prata: cada monumento conta uma história (Foto: Dulla)

Para celebrar os 462 anos da cidade, VEJA SÃO PAULO conversou com oito paulistanos que escolheram uma maneira nada tradicional de homenagear a cidade onde nasceram. Faça um passeio pelo Masp, Copan, Viaduto Santa Ifgênia, Edifício Altino Arantes e outros cartões-postais no corpo de pessoas que eternizaram em tatuagens suas memórias e paixões vividas na cidade. Clique aqui para conferir o nosso especial.

São Paulo 462 anos: Paulistanos que Tatuaram a Cidade
O contador Saint Clair mora em Bauru, mas leva a cidade em uma tatuagem nas costas (Foto: Dulla)
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  • Cozinha variada

    Ritz - Shopping Iguatemi

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 2769 6752

    VejaSP
    4 avaliações

    Imutável no Ritz, somente a porta giratória vermelha. O cardápio tem passado por frequentes alterações, e inclui agora uma seção que permite montar o prato. Cabe ao cliente escolher um grelhado, um molho e acompanhamento. Entre as combinações está o bombom de alcatra ao molho de pimenta com fritas (R$ 56,00). Sucesso nos anos 90, o sanduíche de milanesa bovina retornou ao cardápio. Leva mostarda, picles e maionese de produção própria (R$ 38,00). Dá direito a um acompanhamento que pode ser uma porção de crocantes bolinhos de arroz.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Italianos

    Osteria del Pettirosso

    Alameda Lorena, 2155, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3062 5338 ou (11) 3062 4531

    VejaSP
    7 avaliações

    O que era um negócio familiar — o marido, Marco Renzetti, no fogão e a mulher, Erika, no atendimento — aprimorou‑se de tal forma com três vitórias consecutivas em VEJA COMER & BEBER que o Pettirosso não pode ser considerado mais uma trattoria. Hoje, o ristorantino tem requintes como um menu degustação e receitas autorais. Um dos exemplos é a rabada típica de Roma, a cidade natal de Renzetti, transformada num bolinho cozido no vinho tinto e servido com polenta (R$ 79,00). Suas criações incluem o impecável risoto no caldo de vitelo, açafrão e tutano (R$ 75,00). Ainda de produção própria, há deliciosos sorvetes de manga e atemoia (R$ 22,00 cada um).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Italianos

    Casa Europa

    Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 726, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 3063 5577

    VejaSP
    1 avaliação

    É um sucesso de público. No cardápio, predominam receitas italianas clássicas como a berinjela à parmigiana (R$ 38,00), que ficaria ainda melhor se o molho fosse um tantinho menos ácido. Servida fria, a vieira grande e firme vem com o próprio coral (R$ 17,00 cada uma). Das opções principais, o pappardelle fresco pode levar ragu de cordeiro (R$ 75,00) e a costeleta suína à milanesa chega à com o osso (R$ 74,00). O tiramisu (R$ 28,00), que já foi um dos melhores da cidade, é feito agora com excesso de queijo mascarpone.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    Salim

    Rua Mourato Coelho, 188, Pinheiros

    VejaSP
    Sem avaliação

    O Salim voltou. Desde junho de 2014, o cruzamento das ruas Artur de Azevedo e Mourato Coelho andava meio chocho com o fechamento do boteco. Na época, o proprietário Nelson Rabay resolveu dar um tempo do negócio ao ter de ficar de molho por machucar o joelho. Em novembro passado, porém, ele reabriu o arejado salão, ocupou a calçada com algumas mesas e, pouco a pouco, vem montando a nova equipe. Enquanto isso, o público já pode aparecer e bebericar — inclusive às segundas, dia morno na boemia — uma cerveja em garrafa bem gelada (Serramalte, R$ 12,00) ou uma caipirosca de lima-da-pérsia (R$ 18,00). O menu continua dedicado aos quitutes libaneses, agora apenas à la carte. Fazem bonito a úmida minicafta (R$ 30,00, com seis unidades) e o quibe frito na hora (R$ 7,00 a unidade).

    Preços checados em 20 de janeiro de 2016.

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  • Chope e cerveja

    Bar do Juarez - Moema

    Avenida Jurema, 324, Indianópolis

    Tel: (11) 5052 4449

    VejaSP
    4 avaliações

    É uma das redes de bares mais populares da cidade. Por semana, passam cerca de 45 000 pessoas pelos quatro salões com jeito de botequim das antigas. Composto de gente acima dos 30 anos, o público beberica copos e mais copos de chope (Brahma, R$ 7,70), repostos a todo momento pelos espertos garçons. A porção de carne-seca salpicada de farinha mais mandioca frita é boa pedida para petiscar (R$ 49,90), ainda que parte do pessoal peça outra sugestão, a picanha grelhada nas próprias mesas (R$ 99,00) — a fumaça é percebida de longe.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Docerias

    Sucra Cake Shop - Shopping Cidade São Paulo

    Avenida Paulista, 1230, Bela Vista

    Tel: (11) 3595 2594

    VejaSP
    Sem avaliação

    Os dois carrinhos de bolo que Daniella Jafet Ajaj Ribeiro estacionou em shoppings da cidade prestam um tributo à gulodice. Funciona assim: primeiro, o cliente elege a massa, que pode ser, entre outras, de pão de ló ou de chocolate. O segundo passo é decidir o recheio que vai preenchê-la, de forma a escorrer na primeira garfada. Há sete disponíveis, como Nutella, brigadeiro e creme de maracujá. Por fim, acrescentam-se cobertura e complementos. Na falta de uma tabuleta com sugestões de combinações para ajudar os mais indecisos, eis duas escolhas acertadas: pão de ló, goiabada e cobertura de coco ralado, ou então bolo de nozes preenchido de doce de leite. Dá ainda para apelar para a redundância de chocolate, tanto na massa como no recheio e nos confeitos que vão por cima. Na matriz, a fatia triangular custa R$ 12,00, ou R$ 15,00, se for eleita a massa de nozes. No Shopping Iguatemi, qualquer que seja a escolha, pagam-se R$ 15,00. Os dois pontos montam ainda a versão míni por R$ 8,00.

    Preços checados em 20 de janeiro de 2016.

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  • Monstros também passam por apuros — pelo menos no enredo engraçadinho de O Trem Fantasma, da Cia. Polichinelo. Nova atração no parque de diversões, o tal trem precisa de figuras fantasmagóricas para entreter os visitantes. Responsável pela contratação, o maquinista (vivido pelo também diretor Márcio Pontes, o único integrante do elenco de carne e osso) vai entrevistar os candidatos. Aparecem por lá uma bruxa, um vampiro e uma múmia desempregados. Mas seus planos de conseguir uma vaga são atrapalhados por um pequeno garoto bem engraçado que consegue afugentar a turma. Por trás da fofura e dos sustinhos (de leve), a peça investe num papo de gente grande: como o ser humano pode, às vezes, assumir o papel de malvado. A temática, felizmente, não se sobrepõe à graça dos bonecos controlados por fios. Nas mãos de Pontes, eles roubam a cena com seus precisos movimentos. Os bem bolados efeitos especiais dão um toque mais caprichado e completam os pouquíssimos diálogos e a constante trilha sonora. O final, um tanto afetado, não chega a estragar o programa, mas parece ter sido feito mais para os pais do que para as crianças. Recomendado a partir de 5 anos. Estreou em 6/6/2015. Até 8/5/2016.
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  • Institutos de educação/Escolas

    MundoMaker

    Rua Virgílio Várzea, 135, Itaim Bibi

    Sem avaliação

    Dá para aprender a fazer (quase) de tudo nos workshops MundoMaker. Monitorados por estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos EstadosUnidos, meninos e meninas de 7 a 14 anos vão criar seu primeiro protótipo de robô, instrumento musical ou jogo. Da ideia inicial até a finalização, todo processo é feito pelas crianças: elas põem a mão na massa durante uma semana. As noções de eletrônica e robótica são as mais atrativas, claro. Mas nem tudo é 100% digital: serrotes, madeiras, soldas e parafusos fazem parte dos itens disponíveis. Para os mais curiosos, serão divertidas as oficinas que desvendam os segredos de aplicativos famosos para celular.

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  • Em 2014, os fãs da balada vespertina Green Sunset, que acontecia no MIS e no MuBe, foram pegos de surpresa. O segundo museu proibiu a utilização da área, e a festa de música eletrônica experimental foi cancelada depois de quase cinco anos de existência. Os órfãos podem se identifcar com a novata SP Sunset, no Memorial da América Latina. Na primeira edição, o residente DJ Tahira mais Pita Uchôa e Carol Malinowski, do Calefação Tropicaos, comandam os pickups. O foco aqui será a música latina (incluindo a brasileira, claro). A entrada é grátis; basta antes confrmar a presença na página do evento no Facebook. Dia 25/01/2016.
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  • As inconfundíveis telas de linhas verticais e horizontais que formam quadrados e retângulos pintados nas cores primárias amarelo, azul e vermelho chegam à cidade para uma grande exposição do seu autor, Piet Mondrian (1872-1944). Com inauguração prometida para segunda (25), a mostra reúne trinta obras do holandês. Algumas delas são paisagens e naturezas-mortas quase desconhecidas, nas quais se vê sua inspiração no pontilhismo e no impressionismo. Das primeiras experiências até a arte que o tornou conhecido no mundo todo, passaram-se quase trinta anos. Também estão expostas outras quarenta peças de artistas que participavam do movimento encabeçado por Mondrian, intitulado De Stijl. Surgido em 1917, na Holanda, o grupo frequentado também por Theo van Doesburg e pelo húngaro Vilmos Huszár desenvolveu uma estética que refletia o desejo de paz — eles viviam o auge da I Guerra Mundial e da Revolução Russa. A pintura disciplinada ressaltava o equilíbrio e a harmonia, deixava de lado as formas maleáveis da natureza e chegava perto da racionalidade da arquitetura. Motivos suficientes para formar filas na porta do CCBB.
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  • Espaço Cultural Porto Seguro

    Alameda Barão de Piracicaba, 610, Campos Elíseos

    Tel: (11) 3337 5880

    Sem avaliação

    Embaixo do prédio comercial da empresa que dá nome ao espaço cultural, há exposições temporárias que recebem também visitas monitoradas de escolas. Todos os anos exibe uma mostra com os vencedores do prêmio anual de fotografia, em cartaz atualmente. Próximo ao local, estão outros importantes centros, como o Museu da Língua Portuguesa, a Pinacotecado Estado e a Sala São Paulo.

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  • Tragicomédia

    Fim de Jogo
    VejaSP
    Sem avaliação
    Prestes a completar seis décadas de carreira, o ator Renato Borghi, de 78 anos, convida o público para uma provocação incômoda e coerente com sua trajetória. Ele, que foi um dos fundadores do Teatro Oficina, montou peças engajadas nos anos 70 e descobriu os clássicos na maturidade, transformou a sala de visitas de seu apartamento, na Alameda Santos, em um teatro de bolso no mês de fevereiro. Dirigida por Isabel Teixeira, a tragicomédia Fim de Jogo, de Samuel Beckett (1906-1989), ganha nova temporada, desta vez no Sesc Vila Mariana. A trama, ambientada em uma trincheira pós-apocalíptica, traz o velho Hamm (interpretado por Borghi), cego, paralítico e dependente dos cuidados e da atenção de Clov (papel de Elcio Nogueira Seixas). Jovem e inquieto, este tem uma enfermidade que o impede de ficar sentado e pensa o tempo inteiro em ir embora de vez, abandonando o companheiro à própria sorte. No último ano, Borghi enfrentou problemas de coluna e, por um tempo, locomoveu-se em uma cadeira de rodas. Seixas, de 43, com quem mora no imóvel da Santos, é seu parceiro também nas empreitadas teatrais nos últimos 20 anos e apaga os incêndios do cotidiano. O cenário conserva alguns móveis antigos, estatuetas dos prêmios Molière e Shell, além de imagens do autor William Shakespeare e da cantora Dalva de Oliveira. Como contraponto aos dois protagonistas, os personagens Nell e Nagg, também habitantes do bunker, são representados por retratos de Maria de Castro e Adriano Borghi, pais do veterano ator e já mortos. Em um primeiro momento, o ponto de partida pode levar à melancolia. A dupla de atores, no entanto, ameniza o peso das situações e envolve o espectador, deixando à vontade, inclusive, para algumas risadas. Em um inegável depoimento pessoal, Borghi e Seixas são irônicos com as próprias tragédias de cada dia e convencem o público de que as complicações são convertidas em combustível criativo. Logo, enquanto houver resistência, o jogo não termina. Estreou em 14/1/2016. Dia 5/7/2016.
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  • Subgênero cômico disseminado nos anos 80, o besteirol teve como precursora a peça Quem Tem Medo de Itália Fausta?, criada por Miguel Magno e Ricardo de Almeida em 1979. Quase 37 anos depois, o ator e diretor Eduardo Martini sacode o mofo do original e reedita a fórmula sem aparente preocupação com o desgaste do tempo. Exercícios para Ponto e Atriz, A Importância dos Monossílabos e Interjeições Átonas na Literatura Dramática da Ilha de Java e Teste para um Ator são as três histórias curtas que divertem o espectador com uma sucessão de caricaturas e um discurso direto e politicamente incorreto. Se a primeira e a terceira parte não disfarçam o desgaste, o recheio da montagem, que envolve duas professoras solteironas de linguística em meio a uma palestra, garante frescas e sonoras gargalhadas. As personagens (interpretadas por Martini e Ailton Guedes) interagem com a plateia e as piadas, cheias de referências críticas, ganham mais forças quando associadas a fatos da atualidade. Luciana Riccio e Raquel Araujo completam o elenco. Estreou em 7/1/2016. Até 27/4/2016.
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  • Depois de receber Emicida, Fafá de Belém, Felipe e Manoel Cordeiro, o palco do Baretto encerra a programação do ano com duas noites de Alceu Valença. Sempre bem-humorado, ele canta os sucessos que não podem faltar no roteiro, como La Belle de Jour e Anunciação. Dias 13 e 14/12/2016.
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  • Chico Buarque comanda a 14ª edição do Show de Verão da Mangueira, no Tom Brasil, na quarta (27/01/2016). Antes reservado para convidados, o evento abre as portas pela primeira vez. Faz dueto com ele a homenageada da escola de samba, Maria Bethânia. Também sobem ao palco Alcione, Angela Ro Ro e Tantinho, entre outros. Os ingressos custam R$ 300,00 e R$ 400,00.
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  • Esteticamente, o cinema do belga Jaco van Dormael se assemelha ao do francês Jean-Pierre Jeunet (Amélie Poulain). O Novíssimo Testamento, que estava na corrida ao Oscar 2016 para melhor filme estrangeiro, confirma o talento de Van Dormael de narrar histórias excêntricas em visual por vezes deslumbrante. Vale o aviso: o diretor de O Oitavo Dia (1996), embora esteja no terreno da comédia, pega pesado com a imagem de Deus. O todo-poderoso (interpretado por Benoît Poelvoorde) mora na Bélgica, fuma, enche a cara, passa o tempo de roupão e brincando (no mau sentido) com o destino das pessoas em seu computador. A mulher dele (Yolande Moreau) pouco abre a boca, o filho JC (ou Jesus Cristo) virou uma estátua e a filha de 10 anos, Ea (Pili Groyne), sempre espezinhada pelo pai, não se conforma com sua última maldade: Deus mandou uma mensagem pelo celular para todos os habitantes da Terra informando... a data da morte deles (!). A menina, então, foge de casa, para arranjar seis apóstolos e, assim, reescrever a Bíblia. Um ponto de partida bastante original se encaminha para situações ainda mais polêmicas. Entre as pessoas reunidas por Ea estão um matador de aluguel, um tarado e uma esposa (Catherine Deneuve) que trai o marido na companhia de... um gorila (!). Com seu humor nonsense, o provocador Van Dormael, declarado ateu, faz rir com elegância e, tomara Deus, sem ofender a fé da plateia. Estreou em 21/1/2016.
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  • Ação / Romance

    Reza a Lenda
    VejaSP
    1 avaliação
    Filho do renomado publicitário Washington Olivetto, Homero Olivetto seguiu o caminho do pai dirigindo comerciais. Reza a Lenda é sua estreia no longa-metragem, e nota-se a influência estética da publicidade e do videoclipe. Há também referências ao cinema de ação da cinessérie futurista Mad Max. Em vez do deserto australiano, temos o sertão nordestino castigado pela seca. A gangue de motoqueiros está lá, e Ara (Cauã Reymond) a lidera, junto da namorada, Severina (Sophie Charlotte). O grupo acredita que a estátua de uma santa pode trazer a chuva e rouba a imagem. Mas há um vilão por trás desses anti-heróis justiceiros: o ameaçador fazendeiro Tenório (Humberto Martins). Luísa Arraes, tadinha, entra de gaiata nessa história para boi dormir como a patricinha que tumultua o romance dos protagonistas. Ainda pior é a constrangedora participação do ótimo ator Julio Andrade, na pele de um bruxo tatuado. O.k., o diretor quis inovar fazendo um banguebangue pop, embrulhado em visual estilizado e embalado em trilha sonora pesada. Da ousadia, contudo, nasceu um híbrido sem personalidade nem foco. Estreou em 21/1/2016.
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  • Comédia romântica

    Amor em Sampa
    VejaSP
    2 avaliações
    O casal Carlos Alberto Riccelli e Bruna Lombardi já havia feito de São Paulo palco com personagens tipicamente paulistanos no drama O Signo da Cidade (2007). Em Amor em Sampa, saem de cena tramas densas e entram histórias levadas, na maioria das vezes, na base do bom humor. Os tipos saídos do roteiro de Bruna continuam refletindo as pessoas daqui. Num filme feito em família, Bruna, o marido e Kim Riccelli (o filho deles) dividem-se em várias tarefas. Todos atuam e Kim ainda assina a direção com o pai, a quem coube o melhor e mais sensível papel. Carlos Alberto interpreta Cosmo, um taxista que ama percorrer a cidade de carro e aguenta (na medida do possível) a namorada interesseira (Miá Mello). É Cosmo quem vai guiar o espectador pelas ruas da metrópole e apresentar, entre outros, Mauro (Rodrigo Lombardi), um publicitário às voltas com uma campanha para tornar São Paulo um lugar agradável onde viver. Em enredo multigênero, assim definido pelos realizadores, há graça no relacionamento dos gays, interpretados por Tiago Abravanel e Marcello Airoldi, e no triângulo amoroso formado por duas amigas (Letícia Colin e Bianca Müller) e um diretor de teatro cafajeste (Kim). O romance está no ar na relação entre uma poderosa empresária (Bruna) e um funcionário ambicioso (Eduardo Moscovis) e, mais bem explorado, no comovente caso de Mauro com a estilista Tutti (Mariana Lima). Para dar conta de tantos personagens sem perder o fio narrativo, há duas saídas criativas: números musicais substituem alguns diálogos e, para imprimir um registro realista, paulistanos dão depoimentos sobre sua paixão por Sampa. E a cidade está lá, captada em cartões-postais emblemáticos, como o Auditório Ibirapuera, a Cinemateca, o Copan, o Jockey Club e a Avenida Paulista. Estreou em 25/2/2016.
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  • Com a indicação ao Oscar 2016, a bela animação paulistana volta às telas. Num universo atolado de animações em 3D, esse desenho revela-se um sopro de renovação e criatividade. Os méritos são do realizador paulistano Alê Abreu (de Garoto Cósmico), que extrai da técnica em 2D, aparentemente simples, traços deslumbrantes e uma explosão de cores. Numa mistura de pintura e colagem, a história segue a trajetória de um menino em busca do pai. Entre suas andanças, o garoto vai parar numa colheita de algodão, onde faz amizade com um tecelão de ponchos. Embora a trama tenha seu encanto, o visual arrebata mais. O diretor não situa a época nem a localização — há referências que vão dos morros cariocas a alguma língua de um país do Leste Europeu. Sem diálogos e movido por uma empolgante trilha sonora percussiva (com a participação de Naná Vasconcelos e Barbatuques), o caminho do pequeno protagonista é cheio de atalhos lúdicos e amargas surpresas. Reestreou em 21/1/2016. Ouvidos atentos: criado para o filme, o rap Aos Olhos de uma Criança leva a assinatura de Emicida e acompanha os créditos finais.
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  • Em 1931, o russo Sergei Eisenstein (papel de Elmer Bäck) chegou a Guanajuato, no México, depois de virar uma celebridade cinematográfica por causa de seus três filmes, A Greve, O Encouraçado Potemkin e Outubro. Patrocinado por comunistas americanos, encantados com seu talento, o diretor desembarcou para filmar Que Viva México!. A partir daí, o cineasta Peter Greenaway imaginou como teria sido sua estada na comédia Que Viva Eisenstein! — 10 Dias que Abalaram o México. Visto como um adulto mimado, egocêntrico e dado a extravagâncias, Eisenstein (1898-1948) se aproximou além da conta de seu guia local, Palomino Cañedo (Luis Alberti), um homem casado e pai de família que, percebendo a fragilidade afetiva do visitante, o seduziu. Vanguardista, Greenaway mistura registros reais numa trama de montagem ágil e sequências sexualmente pesadas. Trata-se de um trabalho autoral, transgressor, debochado e sem a intenção de ser legitimamente biográfico e, por tudo isso, causou sério desconforto na Rússia. Estreou em 21/1/2016.
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  • Drama

    Body
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    Sem avaliação
    Cerca de 90% da população polonesa é católica — um dos maiores índices no mundo. Não se estranha, portanto, que o espiritismo seja visto por lá, sem trocadilhos, como algo de outro mundo. Pois foi justamente nessa seara tão distante de seu povo que a cineasta Malgorzata Szumowska, vencedora do prêmio de direção no Festival de Berlim, foi mexer. Em sua trama, a terapeuta Anna (Maja Ostaszewska) trabalha com anoréxicos, incluindo a desiludida Olga (Justyna Suwala). A moça tem sérios desentendimentos com o pai (Janusz Gajos), sobretudo após a morte de sua mãe. Anna, então, revela algo surpreendente: ela tem o dom de ver espíritos. Embora tenha alguns momentos de humor, o drama se vale de um tema original em seu país e tratado com respeito. Estreou em 21/1/2016.
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  • A primeira vez na ciclovia

    Atualizado em: 21.Jan.2016

Fonte: VEJA SÃO PAULO