Sónar São Paulo

James Blake: o prodígio do dubstep

Produtor inglês vem para tocar no festival, planeja conhecer a cidade e pede dicas de passeio para os fãs

Por: Catarina Cicarelli - Atualizado em

James Blake
Aos 23 anos: James Blake é um dos nomes mais celebrados da música eletrônica atual (Foto: Divulgação)

Aos 23 anos, James Blake é um dos prodígios da musica eletrônica atual. Antes mesmo de lançar seu primeiro CD, homônimo, no ano passado, o produtor inglês já causava frisson no meio musical por causa dos EPs “The Bells Sketch”, “CMYK” e “Klavierwerke”, que lançou em 2010. “Não me importava se falavam bem porque eu estava feliz com o que tinha feito”, conta Blake, que é uma das atrações do festival Sónar São Paulo, que ocorre nesta sexta (11) e sábado (12), no Anhembi.

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Ele cuidou sozinho de toda a produção de seu disco de estreia, que mostra o dubstep em uma versão mais moderna, misturada com ritmos como o soul e o R&B. Seu primeiro contato com o gênero de música eletrônica, marcado por graves fortes, foi com seus conterrâneos Mala e Skream, alguns dos precursores do estilo. Skream, aliás, também é atração do Sónar. Blake pretende vê-lo durante o evento. “Já nos conhecemos, mas vou tentar ir ao show dele. Sou um grande fã.”

Blake fará duas apresentações durante o festival. Na sexta (11), às 21h30, ele abre a programação do palco principal com um DJ set. Ele promete mostrar músicas que não chegaram a ser lançadas e algumas surpresas do novo disco, que deve sair no começo do ano que vem. Já no sábado (12), à 0h30, ele apresenta no SónarHall, um auditório dentro do Anhembi, seu show de fato. Ao piano, ele deve mostrar faixas como "The Wilhelm Scream" e sua versão para “Limit For Your Love”, de Feist.

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Do Brasil, o músico não conhece muita coisa. Por causa de sua formação erudita — ele cursou música popular na Universidade de Londres —, tem familiaridade com o trabalho do compositor Heitor Villa-Lobos. “Não sei muito sobre música brasileira, mas quero conhecer novos artista.” Blake diz tentará ver atrações nacionais no Sónar e deve passar quatro dias pela cidade. Sem nenhuma referência de onde ir, ele pede uma ajuda dos fãs: “Quem tiver sugestões de lugares legais pode me mandar pelo Facebook”.

Fonte: VEJA SÃO PAULO