Comemoração

Atrações para os 90 anos da Semana de Arte Moderna

Alguns estabelecimentos organizaram programações especiais

Por: Anna Carolina Oliveira - Atualizado em

Teatro Municipal
Túnel do tempo: Teatro Municipal presta homenagem aos artistas Villa-Lobos e Mário de Andrade (Foto: Antonio Milena)

Para reviver o espírito revolucionário e inovador da Semana de Arte Moderna, museus e teatros da cidade elaboraram uma programação diferente. Do dia 15 ao 25 deste mês, a Orquestra Sinfônica Municipal executa a ópera "Magdalena", de Heitor Villa-Lobos, no Teatro Municipal. Há 90 anos, o mesmo palco recebeu o próprio compositor, que apresentou "Valsa Mística", "O Rodante", "A Fiandeira" e outras obras.

Já os textos, frases e pensamentos do escritor paulistano Oswald de Andrade podem ser explorados na mostra abrigada no Museu da Língua Portuguesa. A exposição, que deve ser encerrada no dia 26, foi prorrogada em razão do aniversário da Semana de 22.

+ Mostra homenageia o controverso modernista Oswald de Andrade

Abaixo, confira mais atrações e a programação completa do Teatro Municipal:

  • A Semana de Arte Moderna de 1922 contou com a presença do poeta Guilherme de Almeida como um de seus mentores e ativos participantes. Com uma programação especial de palestras, recitais e visitação temática, a Casa Guilherme de Almeida celebra a data. É grátis. Confira abaixo a programação completa: - Encontro Peripatético Sábado (11/02) — das 10h00 às 15h00 A equipe do Núcleo de Ação Educativa da Casa Guilherme de Almeida realizará um passeio a um acervo de arte moderna em São Paulo. No percurso serão abordados aspectos relevantes desse momento da trajetória das vanguardas no Brasil. - Palestra "Guilherme de Almeida e os Anúncios da Klaxon" Terça-feira (14/02) — das 19h00 às 21h00 A participação de Guilherme de Almeida na revista modernista Klaxon (1922) será tema desta palestra, que deverá destacar seus ousados anúncios publicitários e as vanguardas artísticas europeias que possivelmente o influenciaram. - Recital "Música e Poesia Modernista" Quarta-feira (15/02) — das 19h00 às 21h00 Textos apresentados durante os eventos da Semana de Arte Moderna serão resgatados neste recital, no qual também se ouvirão peças musicais ligadas ao modernismo. - Visitação temática "Guilherme e 1922" De 14 a 18/02 — às 14h30 e 16h00 Entre as obras expostas na Semana de Arte Moderna se encontra a "Sóror Dolorosa", de Victor Brecheret, inspirada no "Livro de Horas de Sóror Dolorosa", volume de poemas de Guilherme de Almeida publicado em 1920. Essa escultura e outros objetos do acervo da Casa Guilherme de Almeida relevantes para o movimento modernista serão destacados em uma visita temática pelos interiores da residência do poeta.
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  • Buscando trazer para os dias de hoje o espírito desta importante época artística, o SESC Vila Mariana organizou atividades na área da música e literatura, oficinas de cultura digital e artes pláticas, turismo social, e intervenções artísticas. No dia 14, por exemplo, o Quarteto Carobamdé homenageia o compositor Heitor Villa-Lobos. As inscrições devem ser feitas na unidade da Vila Madalena. Confira abaixo a programação completa: MÚSICA Quarteto Carobamdé Homenagem a Heitor Villa-Lobos. Dia 14, às 20h30 Auditório R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (usuário inscrito no SESC e dependentes, acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) Os Skywalkers Grandes sucessos da Tropicália. Dia 15, às 20h30 Auditório R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (usuário inscrito no SESC e dependentes, acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) Doideca O quinteto, formado por integrantes da Trupe Chá de Boldo, interpretam canções de Itamar Assumpção e Luiz Tatit. Dia 16, às 20h30 Auditório R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (usuário inscrito no SESC e dependentes, acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) MULTIMÍDIA e INTERNET Fragmentos Visuais: Olhares sobre a Semana de 1922 Através da pesquisa de acervos sobre as obras produzidas na Semana de Arte Moderna de 1922, os participantes serão incentivados a produzir composições visuais utilizando a técnica de colagem digital. Dias 15 e 17, às 18h Grátis Reescrevendo a Semana de 1922 Os participantes serão convidados a desenvolver uma criação textual por meio da releitura da produção artística da Semana de Arte Moderna de 1922. Dia 25, às 15h Grátis ARTES PLÁSTICAS E VISUAIS Intervenção Literária: Ecos da Antropofagia Frases ou trechos que aludem à Antropofagia, extraídos de obras de autores ligados ao Modernismo e artistas contemporâneos. De 11/2 a 25/3, das 7h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h30 Espaços da Unidade Grátis Literatura Disponibilização de Livros Obras de autores modernistas e de artistas contemporâneos que se inspiraram no movimento da Semana de 22. De 7/2 a 25/3, das 7h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h30 Atrium Grátis Mário de Andrade entre Nós Intervenção artística com o ator Pascoal da Conceição, caracterizado como Mário de Andrade. Dia 14, às 19h50 Atrium Grátis Modernismo: a Literatura e sua Relação com Outras Linguagens Mini-curso que abrange o panorama da criação literária do movimento modernista conjugada à Música e às Artes Visuais. Orientação de Ricardo Nogueira de Castro Monteiro, Doutor em Linguística pela USP. Dias 28/2, 6, 13 e 20/3, às 19h30 Sala 3, 6º andar - Torre A R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (usuário inscrito no SESC e dependentes, acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) INFANTIL A História da História Uma seleção de histórias inspiradas nos textos lidos na Semana de Arte Moderna de 1922 e adaptadas para o público infantil. Dias 5, 12 e 26, às 15h30 Praça de Eventos Grátis FÉRIAS E TURISMO SOCIAL Na Rota do Modernismo Em homenagem aos 90 anos da Semana de Arte Moderna, o roteiro explora locais e obras significativas ao movimento: Casa Modernista, Museus Lasar Segall e esculturas públicas de Victor Brecheret. Dia 25, às 9h30 Portaria (saída) R$ 48,00 (inteira); R$ 24,00 (usuário inscrito no SESC e dependentes, acima de 60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino)
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  • Resenha por Jonas Lopes: Mistura de musical e opereta cômica nunca montada em São Paulo, Magdalena, de Heitor Villa-Lobos, está agendada para quinta (23/02) e sábado (25/02). Classificada por seu autor como uma aventura musical, a obra estreou na cidade de Los Angeles em 1948 — e em inglês. Somente em 2002 ela aportou no Brasil, como parte do Festival Amazonas de Ópera, em Manaus, agora traduzida. O enredo aborda o amor desencontrado entre Magdalena (a soprano Rosana Lamosa) e Pedro (o tenor Rubens Medina). Luis Gustavo Petri comanda a Orquestra Sinfônica Municipal e a americana Kate Whoriskey assina a direção cênica. Na sexta (24/02) e no domingo (26/02) a OSM toca a Suíte Vila Rica, de Camargo Guarnieri, enquanto o Balé da Cidade apresenta uma coreografia inédita de Lara Pinheiro. Após o intervalo, o conjunto, regido por Carlos Moreno, retorna com Pedro Malazarte, ópera de um ato composta também por Guarnieri a partir de libreto do escritor Mário de Andrade. O personagem-título será interpretado pelo barítono Sebastião Teixeira. Participação da meio-soprano Ednéia de Oliveira e direção cênica de Cleber Papa.
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  • Resenha por Jonas Lopes: Depois de homenagear nomes como Machado de Assis, Clarice Lispector e Fernando Pessoa, o Museu da Língua Portuguesa traz agora uma mostra dedicada ao autor de Memórias Sentimentais de João Miramar. Com curadoria de José Miguel Wisnik e cenografia de Pedro Mendes da Rocha, Oswald de Andrade: o Culpado de Tudo passeia por vários aspectos da biografia do controverso escritor paulistano, do jovem antropófago ao aristocrata falido, passando pelo militante comunista e pelo conquistador de mulheres. Painéis explicativos didáticos, vídeos e frases inscritas nas paredes e nos banheiros instruem os visitantes. Wisnik acerta ao escolher citações bem-humoradas para informar o espectador a respeito da relação de amor e ódio entre Oswald (1890-1954) e Mário de Andrade (1893-1945). Há ainda uma instalação da artista plástica Laura Vinci com notas de cruzeiro manchadas e suspensas no teto, menção à crise financeira de 1929, quando o modernista perdeu grande parte de sua fortuna. A lamentar apenas a ausência de instalações audiovisuais interativas. Em compensação, é a primeira vez, desde a exposição sobre Guimarães Rosa, em 2006, que a instituição deixa suas janelas abertas — uma decisão correta. Até 26/02/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO