Segurança no trânsito

Semáforos de SP poderão funcionar no amarelo piscante na madrugada

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Por: Redação Veja São Paulo - Atualizado em

Avenida Paulista
Vereador afirma que assaltos de madrugada ocorrerm em semáforos (Foto: Mario Rodrigues)

A Câmara de São Paulo aprovou projeto do Coronel Telhada (PSDB) que prevê que os semáforos da cidade funcionem no chamado amarelo piscante das 23h às 05h. O texto precisa ser sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT). Em 2002 foi aprovada uma lei que já previa essa situação em vias determinadas pelo pode Executivo.

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O projeto aprovado na Câmara na terça-feira (15) é um pouco diferente da proposta inicialmente apresentada por Telhada. No projeto original, o vereador propunha que todos os semáforos da cidade funcionassem em amarelo piscante. Após conversas com técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e com outros vereadores, ele alterou o proposta e deixou à cargo da CET a decisão sobre quais cruzamentos adotarão o sistema.  

Segundo o vereador, as modificações foram feitas para atender pedidos da própria Prefeitura. "Não tenho a razão plena. Depois de conversar com especialistas e outros vereadores, decidi mudar essa parte.  Na Avenida Paulista, por exemplo, não dá pra deixar o semáforo no amarelo piscante. Queremos a segurança de todos os cidadãos paulistanos", disse. O vereador acredita que a lei será sancionada pelo prefeito Fernando Haddad (PT) sem nenhuma objeção.

O presidente da Associação Brasileira de profissionais de Trânsito (ABPTran), Julyver de Araújo, afirma que a única vantagem da aprovação dessa lei e a demonstração para a sociedade da preocupção do legislador.  "Com essa iniciativa, o órgão de trânsito se sente pressionado a colocar mais semáforos com o amarelo piscante". Araújo lembra, no entanto, que caso o Prefeito decida vetar a lei ele tem uma boa justificativa para fazê-lo. "O município nem poderia fazer lei de trânsito pois essa é uma competência apenas da União. Qualquer lei que qualquer vereador faça sobre o trânsito fere esse princípio constitucional."

Fonte: VEJA SÃO PAULO