Moda

São Paulo Fashion Week aposta em atrações abertas

Evento dá chance ao público que não recebe convite para seus desfiles

Por: Giovana Romani - Atualizado em

Mais importante evento de moda do país, a São Paulo Fashion Week costuma atrair uma leva de curiosos para as portas do Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera. Entrar no prédio, porém, não é para qualquer um. Apenas os convidados das grifes e dos patrocinadores podem circular lá dentro - uma única vez, em 2005, houve venda de ingressos. E entrar nas salas dos desfiles, então, é um privilégio restrito a um grupo de 300 a 800 eleitos por apresentação. Nesta 27ª edição, que se realiza entre segunda (15) e o dia 22, a história começa a mudar. Com 63 criações de nove jovens estilistas associados à tradicional Federação Francesa de Alta-Costura, a exposição Passion Paris, instalada na entrada da Bienal, será aberta a quem é ligado ou não ao mundinho fashion. "Funcionará inclusive durante o fim de semana, quando o fluxo de gente no parque é muito grande", afirma Paulo Borges, criador do evento. Em média, 150?000 pessoas visitam o Ibirapuera aos sábados e domingos - número que tende a crescer quando há uma programação diferente. "Assim, conseguimos democratizar nosso público", acredita Borges.

Entre as outras novidades está o lançamento da edição em português do livro Histórias da Moda, marcado para a tarde de segunda (15), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Didier Grumbach, autor da obra e presidente da Federação Francesa de Alta-Costura, ainda ministrará uma aula magna (essa, sim, exclusiva para 200 fashionistas escolhidos a dedo). À noite, haverá a pré-estreia do documentário Top Models - Um Conto de Fadas Brasileiro, no Shopping Iguatemi. Idealizado por Paulo Borges, o filme tem depoimentos de supermodelos e narração da atriz Alice Braga. Deve chegar aos cinemas paulistanos em 10 de julho.

Real motivo da semana de moda, os desfiles da coleção de verão das quarenta marcas participantes começam na quarta (17). Nesse mesmo dia será aberta a exposição Paixão, com 33 peças do acervo de Bethy Lagardère, viúva do milionário francês Jean-Luc Lagardère (1928-2003). Mineira radicada na França, ela é uma das maiores consumidoras de alta-costura do mundo. Criações emblemáticas de Christian Dior, Pierre Cardin, Yves Saint Laurent, Chanel e Jean Paul Gaultier, entre outros, poderão ser observadas no 3º andar da Bienal. A princípio apenas por convidados. Mas não por muito tempo. No dia 23, a riquíssima coleção de madame Lagardère seguirá para o Shopping Iguatemi, onde terá exibição aberta e gratuita até 3 de julho.

Fonte: VEJA SÃO PAULO