Moda

Com Neymar de 'garoto-propaganda', marca de roupas fatura alto

O negócio do ex-jogador Kleber Fortes, que nasceu com investimento de 800 reais, movimenta hoje cerca de 1,4 milhão de reais por mês

Por: Ana Luiza Cardoso

SAINT MAFIA CLUB
Os irmãos Kleber (sentado) e Henrique: faturamento de 1,4 milhão de reais por mês (Foto: Leo Martins)

Como muitos jogadores de futebol, o atacante Kleber Fortes, de 27 anos, tentou a sorte na Europa, mas só passou por times pequenos, como o extinto Clube Atlético de Valdevez, da segunda divisão portuguesa. Até que resolveu pendurar as chuteiras. De volta ao Brasil, trabalhou como porteiro de boliche e representante comercial de uma empresa de combustível em São Paulo.

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Sua vida começou a mudar quando ele decidiu confeccionar camisetas estampadas com desenhos feitos pelo irmão, Henrique, 25. O negócio teve início há dois anos. “Era só para pagar as contas do mês”, afirma Kleber. A grife, batizada de The Saint Mafia Club, nasceu com um investimento de 800 reais. Virou um sucesso e hoje movimenta cerca de 1,4 milhão de reais por mês.

Thiaguinho, Neymar e Gabriel Medina
Neymar com o cantor Thiaguinho e o surfista Gabriel Medina (à dir.): “garoto-propaganda” (Foto: Reprodução/Instagram)

Uma das grandes sacadas dos irmãos foi presentear celebridades com camisetas, moletons e bonés da marca, cujo símbolo é o logo X. Seu “garoto-propaganda” é Neymar, que se encantou com as peças e as usa com frequência (o craque ganha tudo de graça, é claro). Cada aparição do ídolo usando um dos itens multiplica as vendas. Outros famosos, como o jogador Ronaldinho Gaúcho e o cantor Léo Santana, já fizeram selfies com os produtos, que custam de 150 a 500 reais.

Os artigos são comercializados em 198 pontos de venda no país, e a dupla — que atualmente tem um terceiro sócio, o meia-direita Gabriel Rodrigues, jogador do clube Fort Lauderdale Strikers, na Flórida — administra tudo de um escritório no ABC paulista. No próximo ano, eles querem abrir as três primeiras lojas próprias em Munique, Barcelona e Londres, na Europa. “Recebemos uma proposta de investidores brasileiros que moram no exterior e resolvemos arriscar”, conta Kleber.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO