Nesta segunda (25), os judeus dão início às celebrações de Pessach. A festividade, que é popularmente conhecida como a “Páscoa judaica”, relembra a libertação do povo de Israel do Egito.
Um dos alimentos típicos mais conhecidos fora da colônia, o matzá tem sua origem nesta passagem histórica. Como contam os livros religiosos, esse pão ázimo não teve tempo de crescer durante a fuga e acabou ficando fininho. Até hoje ele é preparado sem fermento, apenas com água e farinha.
De carona na data, a sempre criativa Chocolat du Jour fez uma brincadeira com o quitute e desenvolveu uma versão banhada em chocolate amargo (R$ 98,80; 250 gramas). Na Kukla Cookies, nos Jardins, eles aparecem na massa dos bombons e na estampa da lata que guarda essas delícias comemorativas (R$ 48,00; 200 gramas).
Outro endereço que aposta em receitas para o Pessach é a Casa Santa Luzia, no mesmo bairro. Neste empório fino, o matzá aparece no filé de frango empanado (R$ 72,00 o quilo), na lasanha de espinafre com cogumelos (R$ 65,00), na quiche de queijo (R$ 57,00), na cheesecake regada com calda de damasco (R$ 95,00 o quilo) e até no brownie (R$ 6,20, o mini, e R$ 17,80, a porção com 340 gramas).
Veja abaixo um roteiro para judeus (e não-judeus também) aproveitarem o melhor da culinária tradicional durante o ano inteiro.
São onze endereços bacanas divididos entre restaurantes, guloseimas e sanduíches. Além de receitas tradicionais, como varenique e sopa de pão ázimo, há pratos inspirados em delicatessens de Nova York e até hambúrguer e cupcake kosher.
RESTAURANTES
■ 210 Diner: em cartaz desde a inauguração do restaurante, em 2010, o caldo de frango com uma bola de pão ázimo (sem fermento; R$ 21,00) ganhou em fevereiro a companhia de mais uma especialidade judaica no cardápio. Muito comum nas delicatessens nova-iorquinas, o bagel recheado de salmão defumado, cream cheese, mostarda de Dijon e alface-americana é acompanhado de salada de ovos e picles (R$ 31,00).
■AK Vila: antes de transferir-se para a Vila Madalena e expandir as fronteiras de seu cardápio, Andrea Kaufmann comandou o AK Delicatessen, em Higienópolis, onde preparava um atraente menu judaico. Apesar de menores, referências a essa culinária marcam presença no restaurante variado. É o caso do varenique de batata-doce ao creme de hadoque, amêndoas e dill (R$ 62,00) e do sanduíche de salmão defumado com cream cheese e dill no bagel (R$ 39,00).
■ Sushi Papaia: preste atenção à numeração: há duas unidades deste restaurante japonês ao redor da Praça Villaboim, em Higienópolis. Um deles serve pescados e pratos quentes como qualquer outro do gênero. No imóvel do número 31, porém, o cardápio segue os princípios da dieta kosher. Do balcão de frios, saem apenas bolinhos com salmão, atum e robalo — peixes apropriados por apresentarem escamas e nadadeiras. Todo tipo de frutos do mar e os derivados de leite ficam de fora. O combinado para dois com 52 unidades custa R$ 209,00. Da seleção quente, o bife empanado acompanhado por legumes, gohan e misoshiro sai por R$ 52,40. A casa respeita os feriados judaicos e também o shabat, permanecendo fechada do jantar de sexta até a noite de sábado.
GULOSEIMAS
■ Brigaderia: é difícil imaginar que um brigadeiro possa ir contra as regras da dieta judaica. Mas para ser considerado apropriada, toda a matéria-prima precisa passar pela avaliação de um rabinato, do leite condensado ao chocolate. Nas cinco lojas desta rede, é possível encontrar dezenove opções do docinho kosher. São exemplos doce de leite, amêndoas, maracujá, Nutella e pistache. Cada um custa R$ 4,00, mesmo preço das linhas tradicional e diet.
■CAU: uma ampla linha de bombons kosher repousa nas vitrines das duas lojas. As versões feitas com caucau 75% da Tanzânia e 80% de Kumabo custam R$ 5,00 a unidade. Para presentear, faz telhas de amêndoas envoltas em chocolate ao leite ou amargo (R$ 72,00; 300 gramas). As coloridas gomas açucaradas de framboesa, tangerina ou cupuaçu saem por R$ 3,50 cada uma.
■ Pricake: preparados sem ovo nem leite, os cupcakes de Priscila Storino Aguiar têm apenas 3,5 centímetros de diâmetro e cabem na palma de uma mão. Deste setembro de 2011, a variedade de sabores passou de 41 para 111 opções. Algumas sugestões apetitosas: maçã com creme de baunilha, farofa doce e crocante de amêndoa; cenoura mais goiaba; e chocolate com nozes e musse trufada. Servidos sem forminha, cada um custa R$ 3,20.
■ O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo: no ano passado, um rabino visitou a fábrica do grupo CPQ Brasil, dona também da rede Casa do Pão de Queijo, em Itupeva, para examinar a receita e o modo de produção do doce. As três versões do bolo que intercala camadas de merengue e musse de chocolate densa levam o selo kosher. A fatia do tradicional e do meio amargo custa R$ 11,40. O preço sobe para R$ 13,90 na opção zero açúcar.
SANDUÍCHES
■ Forneria San Paolo : na unidade instalada dentro do Shopping Higienópolis, algumas receitas foram adaptadas para atender ao público judeu da região. Nenhuma delas é kosher, já que a cozinha não é supervisionada por um rabino. Mas ingredientes como a mussarela e o parmesão foram substituídos por versões elaboradas de acordo com a dieta ortodoxa. Um dos pratos que levam esses alimentos é a pizza margherita (R$ 48,50).
■ The Bagel Factory: o divertido bagel que estampa a fachada não deixa dúvidas: esse pão redondo com um furo no meio é a estrela do cardápio. Muito comum em Nova York, aparece em treze sabores (R$ 3,00), como gergelim, parmesão e cebola. No café da manhã, a versão enriquecida por uva passa é base para a rabanada (R$ 6,50). A qualquer hora, monta sanduíches no bagel, entre eles, o de rosbife (R$ 15,00) com cream cheese temperado, mostarda, cebola-roxa, tomate e pepino em conserva.
■ Z Deli Sanduíches: prestes a completar seu primeiro aniversário, a versão lanchonete do tradicional restaurante judaico apresenta um cardápio cada vez mais focado nas delicatessens americanas. Fazem sucesso entre os sandubas duas receitas emblemáticas. O de pastrami leva cebola-roxa, picles e molho de mostarda (R$ 30,00). Já o lox and bagel tem como base salmão defumado e cream cheese. Cada um custa R$ 28,00. Outras opções são o sanduíche de língua bovina laminada (R$ 28,00) e o arenque servido no prato com picles e torradas de pão de centeio (R$ 28,00).
■ Pinati: na lanchonete do israelense Bentzi Berlovich, todas as pedidas são kosher. Para abrir o apetite, frita batatas cortadas lá mesmo acrescidas de alho e alecrim (R$ 15,00). Elaborado artesanalmente, o hambúrguer mistura carnes bovinas e de cordeiro (R$ 16,00; 120 gramas). Maionese temperada, alface-americana, cebola crua, tomate e pepino em conserva completam o sanduíche. Outra opção, o kebab de coxa e sobrecoxa de frango assado vem montado no pão folha caseiro (R$ 22,00).
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