Habitação

Famílias retiradas de favela na Marginal estão sem casa

Barracos voltaram a pegar fogo na noite deste domingo (17) e interditaram Ponte Orestes Quércia

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM - Atualizado em

Incêndio ponte Estaiadinha
Favela próxima à ponte estaiada da Marginal Tietê, no Bom Retiro, tem foco de incêndio (Foto: Reprodução/TV Globo)

Após uma reintegração de posse na manhã de sábado (16), cerca de 200 famílias que viviam em barracos perto da Ponte Orestes Quércia, na Marginal Tietê, estão sem casa e agora acampam em uma calçada na Avenida do Estado, a poucos metros da favela Estaiadinha, de onde foram retiradas. Na noite deste domingo (17), os barracos voltaram a pegar fogo. Não há informação sobre vítimas. 

A ponte está interditada para carros. Vai precisar passar por uma vistoria para saber se foi danificada durante os dois incêndios. 

A prefeitura diz que está cadastrando os moradores da Estaiadinha em programas de habitação social desde julho, quando a ocupação começou a tomar forma no antigo terreno do Clube de Regatas do Tietê. Também afirma que vai encaminhar as famílias para abrigos públicos. 

Incêndio

No sábado (16), a reintegração de posse terminou em incêndio. Um "grupo não identificado", segundo a Polícia Militar, ateou fogo em alguns dos barracos da ocupação Estaiadinha, próxima à Ponte Oresques Quércia, na Marginal Tietê, e depois fugiu. O incêndio começou por volta das 15h30 e foi controlado às 17h20. Ninguém ficou ferido.

A PM cumpriu um mandado judicial de reintegração de posse do terreno onde fica a favela, no bairro do Bom Retiro, às margens da ponte estaiada da Marginal Tietê. O local, que até o ano passado abrigava o Clube de Regatas do Tietê, tem 4 000 metros quadrados e abrigava cerca de 600 barracos. A prefeitura despejou o Clube e, agora, os moradores da favela. 

"Segundo a prefeitura de São Paulo informou ao juiz, a maioria das pessoas que estão no local já foi cadastrada em um programa de habitação popular e deve ser contemplada em breve", diz a Secretaria de Segurança Pública. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO