Restaurantes

Ramona oferece pratos moderninhos em clima de balada

Dos mesmos donos do Alberta #3, casa tem cozinha assinada pelo chef Bruno Fischetti

Por: Arnaldo Lorençato

Ramona
Ramona: steak tartare rico em condimentos na companhia de fritas (Foto: Mario Rodrigues)

O som alto está no DNA do descolado Ramona, aberto no início de julho pelos sócios do Alberta #3, bar-balada instalado há dois anos no imóvel vizinho ao restaurante, em plena Avenida São Luís. É sempre no jantar que o rock se torna trilha sonora para refeições servidas por garçons moderninhos e muito atenciosos.

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Os proprietários, entre eles o jornalista Ivan Finotti, convidaram o chef Bruno Fischetti (ex-P.J. Clarke’s) para cuidar do cardápio. Ele se encarregou da elaboração de pratos variados, incluindo desde opções vegetarianas até receitas de porco. Ao lado de cada sugestão no menu, símbolos destacam os ingredientes predominantes.

Para quem baniu a carne da dieta, uma entrada simples e saborosa aparece na forma de uma fatia alta de batata-doce roxa tostada na chapa ao azeite picante na companhia de alho assado (R$ 15,00). No outro extremo, o caprichado steak tartare (R$ 24,00) leva filé-mignon, cebola-pérola, alcaparra, pepino em conserva, mostarda de Dijon e gotas de tabasco, tudo coroado por ciboulette e por uma gema de ovo de codorna. As fritas da guarnição, no entanto, poderiam estar mais sequinhas.

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Não por acaso, o cheeseburguer (R$ 33,00) revelou-se ótimo. Apresentado no prato, compõe-se de um bife de 200 gramas de fraldinha no ponto solicitado coberto por queijo mineiro da Serra da Canastra, ovo caipira frito, maionese, alface-romana e tomate-caqui. Também é de primeira a cavalinha inteira grelhada e escoltada por salada de abobrinha italiana, rúcula selvagem, pimenta dedo-de-moça e coentro (R$ 40,00).

Entre os pedidos, porém, nem tudo deu certo. O ossobuco de porco chegou duro e não se integrou ao molho rôti cremoso (R$ 38,00). Embora uma ideia atraente de sobremesa, mostrou-se sem graça o risoto doce de limão-siciliano e baunilha coberto de merengue e colocado dentro da própria fruta (R$ 16,00). A reduzida carta de vinhos inclui o argentino Glorieta Pinot Noir 2008 (R$ 75,00).

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Fonte: VEJA SÃO PAULO