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Brasileiro afirma que foi ferido em combate na Ucrânia

Rafael Lusvarghi ficou conhecido após ter sido preso em uma manifestação na Avenida Paulista contra a Copa do Mundo

Por: Veja São Paulo

Rafael Lusvarghi
Rafael Lusvarghi em foto do dia 16 de abril: brasileiro se juntou aos separatistas russos em setembro do ano passado (Foto: Reprodução Facebook)

Conhecido por ter ficado preso durante 45 dias após uma das manifestações contra a Copa do Mundo em São Paulo, Rafael Lusvarghi afirma ter sido ferido em combate durante confronto no aeroporto de Donetsk. O ex-legionário estrangeiro e ex-policial militar se juntou aos separatistas russos em setembro do ano passado.

“Vaso ruim não quebra”, escreveu Lusvarghi em seu perfil no facebook nesta sexta (1º). Deitado em uma cama, ele deu um entrevista para uma emissora de TV. Amigos afirmam que o brasileiro foi ferido no braço, nas pernas e no tronco, mas está bem.

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Rafael Lusvarghi
Rafael Lusvarghi em recuperação: brasileiro foi entrevista por emissora de TV após ser ferido em combate em Donetsk (Foto: Reprodução Facebook)

“Já voltei pra matar muitos inimigos”, escreveu Lusvarghi, que em seu perfil no Facebook se intitula como tenente na Milícia Popular de Donbass.

Perfil

O brasileiro entrou aos 18 anos na Legião Estrangeira, onde fez cursos de paraquedismo, infiltração e comando. Segundo ele, atuou na Europa e na África.

Serviu na Polícia Militar de São Paulo, entre 2006 e 2008, e na do Pará, entre 2008 e 2010. Saiu como cadete. Mudou-se então para a Rússia, onde morou até o início deste ano. Tentou entrar no exército russo, mas não foi aceito por ser estrangeiro. Fez curso de administração em Kursk, perto da fronteira com a Ucrânia.

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Rafael Marques Lusvarghi
Rafael Lusvarghi preso na Avenida Paulista: ele ficou detido por 45 dias (Foto: Mario Angelo/Sigmapress/Folhapress)

Ao voltar da Rússia, afirma que visitou as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em Cartagena.

Junto com Fábio Hideki Harano, Lusvarghi foi detido no dia 23 de junho durante uma manifestação que aconteceu na Avenida Paulista. Perícia comprovou que os dois não portavam materiais explosivos. Após 45 dias, eles foram soltos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO