CIDADE

Prefeitura instala chip em bueiros para combater enchentes

Sensores, que avisam se há alguma obstrução para a passagem de água, foram colocados em mil pontos da cidade 

Por: Estadão Conteúdo - Atualizado em

Chuva São Paulo
Alagamento no cruzamento da Avenida Lins Vasconcelos com Rua Independência, na Zona Sul (Foto: Davi Ribeiro/Folhapress)

Alvo de críticas todo verão por causa das enchentes, a prefeitura de São Paulo instalou sensores em cerca de mil bueiros para ajudar na prevenção a alagamentos na capital paulista neste ano. Na prática, o chip instalado na lateral das bocas de lobo avisa se há alguma obstrução para a passagem de água da chuva no local. A informação é recebida por uma central de monitoramento, que envia equipe de limpeza ao equipamento.

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A medida é uma das ações previstas na "Operação Chuvas de Verão", anunciada na segunda (7) pela gestão Fernando Haddad (PT). Os sensores foram instalados nas regiões mais críticas da cidade, que tem mais de 420 000 bueiros. Segundo a prefeitura, foram identificados 287 pontos de alagamento, onde ficam cerca de 7 400 bocas de lobo, das quais 70% devem ser avaliados semanalmente.

Por causa do fenômeno El Niño de intensidade moderada a forte, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura trabalha com a perspectiva de chuvas acima da média histórica até abril de 2016, temperaturas elevadas e ventos fortes. Para a vice-prefeita Nádia Campeão, esse cenário deve provocar novos alagamentos e quedas de árvore, o problema mais grave do verão passado, quando mais de 1 700 árvores caíram na cidade.

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"Se tivermos chuva com vento forte, vai voltar a cair árvore na cidade. O ano passado foi surpreendente. Neste ano estamos mais preparados e fizemos um trabalho preventivo para diminuir o prejuízo à população", disse. Ela destacou que a prefeitura investe R$ 4,8 bilhões em 13 obras de drenagem, das quais apenas três estão em andamento e devem surtir efeito já neste verão: Córrego Ponte Baixa, Córrego Cordeiro (Zona Sul) e Córrego Sumaré/Água Preta (Zona Oeste).

Fonte: VEJA SÃO PAULO