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Confira as pré-estreias desta semana

Saiba onde ver, em primeira mão, o brasileiro Era uma vez, Verônica e o libanês E Agora, Aonde Vamos?

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Era uma Vez Eu, Verônica
'Era uma vez eu, Verônica': melhor filme no Festival de Brasília (Foto: Divulgação)

O drama Era uma Vez Eu, Verônica, do diretor Marcelo Gomes, e o libanês E Agora, Aonde Vamos?, de Nadine Labaki, podem ser vistos antes da estreia a partir desta sexta (9). Ambos foram premiados em festivais. O brasileiro venceu o troféu principal em Brasília. Já o longa de Labaki foi o favorito do público em Toronto, no ano passado. Veja salas e horários:

  • Em 84 cerimônias do Oscar, apenas uma mulher levou a estatueta de melhor direção: Kathryn Bigelow, em 2010, por Guerra ao Terror. Na história, apenas a italiana Lina Wertmüller (por Pasqualino Sete Belezas, em 1977), a neozelandesa Jane Campion (O Piano, em 1994) e a americana Sofia Coppola (Encontros e Desencontros, em 2004) tiveram o privilégio de concorrer ao mesmo prêmio. Extremamente promissora na estreia com Caramelo (2007), a bela e talentosa cineasta libanesa Nadine Labaki, de 38 anos, poderia ao menos ter sido lembrada em fevereiro deste ano por seu novo trabalho, a surpreendente comédia dramática E Agora, Aonde Vamos?. O segundo longa-metragem dela chegou a ser indicado pelo Líbano a uma vaga de melhor filme estrangeiro, mas não ficou entre os cinco finalistas. Nadine troca a capital Beirute, cenário do filme anterior, por um remoto vilarejo libanês (ou de qualquer país do Oriente Médio). Lá, muçulmanos e católicos dividem a mesma terra e convivem pacificamente. Enquanto as mulheres são mais cúmplices umas das outras, os homens têm o sangue quente. Da única (e precária) televisão do lugar, ofertada pela esposa do prefeito, vem uma notícia alarmante: conflitos religiosos ameaçam a paz na região. Nessa hora, elas armam uma confusão para abafar o fato e, ao longo da história, tentam de formas divertidas evitar que as novidades caiam nos ouvidos masculinos. A diretora interpreta a dona de um bar — viúva e cristã, ela joga um certo charme para cima de um pedreiro islâmico. Há ousadia e um clima de fábula contemporânea no enredo. A realizadora, atriz e roteirista acena para a pacificação de crenças opostas usando “armas” femininas. Em se tratando de uma aldeia nas montanhas, resta às mulheres fazer o jogo de sedução e oferecer pratos de dar água na boca. Além do roteiro azeitado, o trunfo da fita está em sua saborosa mistura de gêneros — um drama doloroso ou uma comédia nonsense, aborda sempre de maneira criativa um assunto duro e atual. Estreou em 15/11/2012.
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  • Recém-formada em medicina, a pernambucana Verônica (Hermila Guedes) vai fazer residência num hospital público do Recife. Como escolheu ser psiquiatra, atende casos dramáticos de pessoas que sofrem de depressão, esquizofrenia, insônia... Para aliviar a barra-pesada, se joga na cama de seu paquera (papel de João Miguel) ou faz sexo com estranhos. O cotidiano fica ainda mais abalado quando seu pai (W.J. Solha) adoece e eles precisam mudar de apartamento por causa de um vazamento no edifício onde moram. O dilema da protagonista de ter (ou não) escolhido a profissão certa e sua liberdade diante dos relacionamentos são abordados de forma séria e ousada, respectivamente. Atriz mal aproveitada na TV, Hermila, estrela de fitas como O Céu de Suely e Assalto ao Banco Central, tem atuação convincente. Contudo, é dispensável a redundante narração em off de sua personagem, além de ser rápida e simplista a resolução de seus problemas. Do Festival de Brasília, o longa-metragem do diretor de Cinema, Aspirinas e Urubus saiu com seis importantes prêmios, incluindo melhor filme (pelos júris oficial e popular) e melhor roteiro. Estreou em 15/11/2012.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO