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Teatro na internet: portal Cennarium reúne quarenta espetáculos

Projeto registra e apresenta na web espetáculos de teatro na íntegra por preços que variam entre 10 e 40 reais

Por: Dirceu Alves Jr. - Atualizado em

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'O Banquete', do diretor José Celso Martinez Corrêa: entre as quarenta opções de peças (Foto: Fotomontagem sobre fotos de Victor Almeida/Marcos Camargo/Royalty Free)

Vem do grego théatron — lugar aonde se vai para ver — a palavra teatro. Só que desde 27 de março uma nova tecnologia encurtou (e muito) a distância entre o espetáculo e o espectador. Com a entrada no ar do portal Cennarium (www.cennarium.com), uma série de produções, algumas ainda em cartaz, pode ser assistida na íntegra a qualquer hora. Basta o internauta se cadastrar e efetuar o pagamento relativo à peça escolhida. Os preços variam entre 10 e 40 reais, e uma senha válida por 24 horas permite que no período o vídeo seja visto quantas vezes o pagante quiser. Metade do valor é repassada para as produções.

Com um mês de operação, o portal tem quarenta espetáculos no acervo e deve passar de uma centena até junho. Captada durante uma apresentação normal, diante da plateia, a gravação é feita por até doze câmeras simultâneas e editada sob a supervisão do diretor. A primeira peça a integrar o projeto foi o drama ‘La Musica’, protagonizado por Xuxa Lopes e Helio Cicero sob a direção de Marcos Loureiro, que já teve cerca de 1 200 exibições. “É claro que fica um registro mais cinematográfico, mas a proposta da encenação está conservada”, diz Loureiro. Quem também aderiu à nova linguagem foi o diretor José Celso Martinez Corrêa. Dois dos espetáculos de seu grupo estão disponíveis: ‘O Banquete' e 'Estrela Brasyleira a Vagar — Cacilda!!’. Cada um tem seis horas de duração. “Não vamos mostrar o teatro na essência, nem queremos roubar o público, mas é uma forma de levar as montagens a pessoas que jamais teriam como assistir a elas”, afirma o diretor do portal, Roberto de Lima. Quem concorda com essa teoria é o diretor Zé Henrique de Paula, do drama ‘O Livro dos Monstros Guardados’, visto por 4 000 pessoas em 26 sessões entre setembro e novembro passado. No site, teve 700 exibições. “A documentação é um diferencial”, acredita Zé Henrique. “E por que não pensar que outro tipo de público vai acessar a peça e se sentir estimulado a ir ao teatro?”

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO