Trânsito

Pontes de São Paulo passam a ser numeradas

Elas terão nova identificação para facilitar a vida do motorista

Por: Maria Paola de Salvo - Atualizado em

Os paulistanos que circulam pelas marginais devem ter notado que desde a última terça-feira (5) algumas pontes, como a do Limão, a da Cidade Universitária e a da Rodovia dos Bandeirantes, exibem um novo visual. Elas ganharam placas numeradas. Até janeiro, as outras 27 que cortam os rios Pinheiros e Tietê também terão números. Como toda a sinalização só pode ser trocada de madrugada, a instalação é lenta. "Notamos que as pessoas se perdiam muito", diz o prefeito Gilberto Kassab. Para ajudar os motoristas, principalmente os de outras cidades, a se orientar ao longo dos 46 quilômetros das marginais, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) encomendou 100 placas ao custo de 400 000 reais.

Além da numeração, as placas destacam o nome popular da ponte. Quase sempre menos conhecido, o oficial vem logo abaixo, em letras menores, caso da Ponte Ulysses Guimarães, apelidada de Rodovia dos Bandeirantes. Os tais números não são seqüenciais. Eles mostram a distância em quilômetros do Complexo Viário do Cebolão, o marco zero adotado pelos engenheiros de tráfego. Isso vale para as duas marginais. A Ponte da Cidade Universitária, na Marginal Pinheiros, por exemplo, é a 5 porque fica a 5 quilômetros do Cebolão. E por aí vai. "Numeramos de forma lógica para que as pessoas saibam a distância entre uma ponte e outra", explica Roberto Scaringella, presidente da CET. A sinalização dá mais uma mãozinha ao condutor ao indicar o sentido em que ele está: na Marginal Tietê, oeste ou leste; na Pinheiros, norte ou sul. "A idéia é boa e as pessoas estão acostumadas com o sistema, pois é o mesmo adotado pelas rodovias", diz o engenheiro Hélio Antonio Moreira, especialista em sinalização viária.

Quando duas pontes estão a menos de 1 quilômetro uma da outra – como a Bernardo Goldfarb e a Eusébio Matoso, em Pinheiros –, levam o mesmo número, seguido de uma letra. Essas duas serão batizadas de 7A e 7B. "Letras podem gerar confusão, como nas saídas de algumas estradas", acredita o inglês Philip Gold, consultor de segurança viária do Banco Mundial. Numa cidade com déficit de 10 000 placas de sinalização de trânsito, a numeração de pontes, mesmo com o eventual problema das letras, é uma boa notícia. "Demos prioridade às marginais porque passa por ali cerca de 1 milhão de veículos todos os dias", afirma o prefeito Kassab.

Fonte: VEJA SÃO PAULO