Tecnologia

'Pokémon Go': histórias e curiosidades sobre o fenômeno do momento

Jogo que chegou à capital na quarta (3) bate recordes mundiais de downloads, faturamento e falta de noção, com usuários assaltados e batendo carros

Por: Mariana Rosário - Atualizado em

CAPA 2490
Os monstrinhos invadiram a cidade  (Foto: Lézio Junior)

Por volta das 18h30 da última quarta (3), espalhou‑se a notícia de que o jogo para smartphone e tablet Pokémon Go, febre mundial, estava enfim disponível no país. Minutos depois, a Avenida Paulista começou a ser tomada por jogadores que miravam seu celular para todo canto. Graças ao sistema de realidade aumentada, alinhado ao sinal de GPS, a diversão consiste em caçar pelas ruas personagens como o boneco amarelo Pikachu, do desenho animado que fez sucesso no fim dos anos 90.

+ Pokémon Go: doze lugares que concentram as criaturas a serem caçadas

“Conheci o game nos Estados Unidos e estava ansiosa para experimentá‑lo aqui”, dizia a estudante Carolina Ferreira, que brincava perto da Faculdade Cásper Líbero. O publicitário Hilário Júnior relatou ter ficado tão entretido com a captura do morceguinho Zubat que teve seu iPhone 6S recém-adquirido roubado na noite da estreia da brincadeira, na altura do cruzamento com a Alameda Campinas. “O ladrão passou de bicicleta e arrancou o aparelho da minha mão.” 

Na manhã seguinte, dezenas de estudantes concentravam-se em frente ao Colégio Etapa, na Vila Mariana. O Parque do Ibirapuera está entre os points dos fãs. Por volta das 10 horas de quinta (4), só em frente ao planetário havia 25 jovens, de 15 a 25 anos.

Pokémon Go Cásper Líbero
Alunos da Faculdade Cásper Líbero: diversão na Avenida Paulista (Foto: Renato Pizzutto)

Além do Pikachu, a mais popular das criaturas, a novidade tem outros 150 exemplares da franquia Pokémon, criada em 1996, no Japão, em um videogame portátil da Nintendo, que logo conquistou status com crianças e adolescentes no mundo todo. O enredo originou dezenas de jogos, além de dezoito filmes no cinema. No Brasil, a marca ficou bem popular a partir de 1999, quando o desenho animado estreou na Rede Record e atingia com frequência a liderança no ibope.

Pokémon Go, lançado em 6 de julho, inicialmente na Nova Zelândia, na Austrália e nos Estados Unidos, logo se transmutou em fenômeno sem paralelo na era dos smartphones. Em dezenove dias, chegou a 50 milhões de adeptos — o recorde anterior era de 77 dias, entre games de celular (hoje o número supera os 100 milhões).

Pokémon Go
Jogador usa o app em frente ao Masp: criaturas aparecem em cenas urbanas (Foto: Renato Pizzutto)

A ansiedade pela estreia viralizou por todos os continentes, mas a dos brasileiros se tornou notória depois que um grupo de hackers invadiu a conta de Twitter do CEO da desenvolvedora Niantic, nos Estados Unidos, e postou mensagens cobrando a vinda do jogo para o país, a 38ª nação a ter essa “graça” alcançada. No dia seguinte à chegada do jogo ao Brasil, o game já era o aplicativo em dispositivo iOS mais baixado do país — o segundo e o terceiro no ranking também são programas complementares ao jogo (um simulador e um “radar” para ajudar na caça).

Como o desafio mostra interação com cenários da vida real, o usuário é estimulado a percorrer as ruas a fim de localizar os personagens e capturá-los com as pokébolas. A quantidade dessas esferas, que fazem as vezes de gaiolas, é limitada, e para conseguir novas é preciso passar em um local cadastrado por geolocalização como pokéstop (em São Paulo, “instalados” em lugares variados, da sex shop Sensually de Moema a ruas da Cracolândia) ou comprá-las no app.

POKEBOLAS POKÉMON GO
Luiz Boscariol, fabricante de réplicas de pokébolas: as vendas quadruplicaram (Foto: Leo Martins)

Colocar a mão no bolso, aliás, é condição quase obrigatória para agarrar as criaturinhas difíceis. É possível adquirir pacotes entre 3,17 e 317 reais, no câmbio atual, a fim de comprar itens como incenso, que ajuda a “atrair” os bichos. Alguns dos seres têm um habitat específico — os de grama são comuns em parques, por exemplo. O objetivo é capturar todos os 151 pokémons (133 estão disponíveis na capital). Não há relato de que alguém tenha realizado o feito no mundo até agora.

Os responsáveis pelo produto devem lançar, em um futuro próximo, novas safras de monstros, de modo a manter a brincadeira quase no modo infinito. Além de percorrer localidades diferentes em busca de exemplares, é possível lutar com outros jogadores. O vencedor da batalha fica com os monstrinhos do adversário derrotado.

+ Oito dicas espertas para quem está começando a jogar Pokémon GO

No mundo todo, o jogo se tornou uma loucura, no sentido específico do termo. Um vídeo disponível no YouTube mostra dezenas de fãs chegando desesperados ao Central Park, em Nova York, abandonando os carros ainda ligados. O motivo da sangria desatada era o aparecimento repentino de um vaporeon, espécime “raro”. Aglomerações parecidas se repetiram em metrópoles como Hong Kong.

POKÉMON GO HONG KONG
Multidão se encontra para brincar em parque de Hong Kong: o Brasil foi o 38º país a receber a novidade (Foto: Lam Yik Fei/GETTY IMAGES)

Atenta aos acontecimentos relacionados com o game, a cantora caribenha Rihanna pediu a fãs que interrompessem o vício durante seus shows. O Museu do Holocausto de Washington teve de proibir a bagunça, considerando-a “extremamente inapropriada” em um memorial dedicado a vítimas do nazismo. Há duas semanas, John Kirby, porta-voz do governo americano, interrompeu um pronunciamento para a imprensa sobre o grupo terrorista Estado Islâmico para repreender um jornalista que brincava na sessão.

Alguns jogadores encontraram mais do que esperavam em sua caçada. No Estado americano de Wyoming, uma garota achou um cadáver em um lago enquanto buscava um exemplar aquático, em 8 de julho. Uma semana depois, algo parecido aconteceu com três meninas na Califórnia. Em um dos vários acidentes de carro cometidos por motoristas que caçavam pokémons (alguns dos bonecos virtuais são bons de corrida), um jovem australiano se chocou contra uma escola em Melbourne. “Qualquer pokébola, ovos ou poções que o motorista tinha sobrando apenas atraíram a polícia, deixando os pokémons selvagens para outro dia”, ironizou a porta-voz da segurança local.

+ Pokémon Go causa alvoroço na Avenida Paulista e outros locais

Em cidades como a canadense Quebec, as autoridades emitiram comunicados solicitando que os usuários evitem se enfiar em locais inseguros. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, pediu à Niantic que bloqueasse a inscrição de pessoas com histórico de crimes sexuais, como faz o Facebook. A preocupação é que estupradores e pedófilos usem o aplicativo a fim de buscar a aproximação de vítimas. No Brasil, astrapalhadas já começaram. Na Câmara dos Deputados, um homem foi flagrado caçando um Rattata durante discurso do juiz Sergio Moro. E os relatos de roubo de celular se espalham por todo canto.

O capital da Nintendo, que detém 32% das ações da Pokémon Company, cresceu em 12 bilhões de dólares. Na bolsa americana, as ações da companhia acumulam 50% de ganhos no período. O produto rende 10 milhões de dólares por dia, segundo estimativas de mercado. A multiplicação de valores é incalculável, com a abertura para que estabelecimentos comerciais paguem para ser cadastrados como pokéstops ou “ginásios” virtuais, onde os caçadores podem selecionar monstros para duelar entre si. O McDonald's assinou contrato para ter essa função em estimadas 3 000 lanchonetes do Japão.

Pokemon Go Ibirapuera
Ibirapuera: fãs à caça de personagens no parque (Foto: Clayton Vieira)

Por aqui também há gente pegando o vácuo da onda para faturar. O estudante Luiz Paulo Boscariol viu na febre a chance de bombar sua loja on-line Lubss, que vende desde 2014 réplicas artesanais de pokébolas a cerca de 300 reais, produzidas em um ateliê na Casa Verde, confeccionadas com alumínio e pintura automotiva. “Estamos vendendo quatro vezes mais”, contabiliza Calvin Motta, que trabalha com Boscariol.

O negócio é mesmo uma usina de dinheiro. Os fãs aumentam o plano de dados do aparelho ou compram carregadores portáteis para não ficar sem bateria no meio da rua. O técnico de som David Kovich investiu 2 500 reais em smartphone e notebook novos — quer filmar seu desempenho e postar vídeos no YouTube.

A ansiedade pela chegada do jogo ao Brasil fez gente perder o sono. “Eu dormia duas horas a menos por dia esperando o servidor funcionar”, lembra Gabriel Souza. Ele mora com os amigos Gabriel Böhm e Matheus Borges em uma república com outros seis jogadores profissionais do videogame League of Legends, no Jardim Europa. A empresa de serviços Get Ninjas, dos Jardins, abriu seleção para quatro vagas de estágio como “mestres pokémon”, entendedores do game que criem projetos similares de realidade aumentada (salário mensal entre 1 500 e 2 000 reais). Daí, acredita-se, poderão sair “genéricos do Pokémon” ou outros produtos do tipo. A brincadeira está só começando.

COMO FUNCIONA

Glossário para entender o fenômeno e começar a jogar

Pokémons. São monstrinhos com poderes especiais que respondem ao comando de seus treinadores depois de ser capturados.

Pokémon Go. O app pode ser baixado gratuitamente na AppStore ou no Google Play. Os personagens ficam espalhados por diversos locais. Basta mirar a câmera para algum dos pontos cadastrados e arremessar as pokébolas nas criaturas.

Pokébola. É a gaiola usada para capturar os bichinhos. Vermelhas e brancas, deixam os pokémons “guardados” até a próxima batalha. Em Pokémon Go, sua quantidade é limitada e, para recarregar o estoque, é preciso pagar ou recorrer aos pokéstops.

Pokéstop. É um ponto estratégico do jogo, onde podem ser encontradas iscas, incensos e pokébolas. Em São Paulo, foram “instalados” em vários endereços, do Mercado Municipal à Cracolândia.

Pikachu. É o monstrinho campeão em popularidade. Seu ataque mais letal é o “choque do trovão”, que pode eletrocutar o adversário.

Missão. O objetivo é capturar todos os bichos disponíveis. Ninguém conseguiu realizar o feito até agora.

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  • Italianos

    Salvatore Loi

    Rua Joaquim Antunes, 102, Pinheiros

    Tel: (11) 3062 1160

    VejaSP
    1 avaliação

    Depois de uma breve passagem pelo Loi Ristorantino, hoje só Ristorantino, o chef Salvatore Loi volta em uma casa com seu nome. Mais uma vez ele está à vontade para preparar receitas refinadas. Uma delas é o risolio de lula (R$ 79,00), sem manteiga e servido num prato colorido com a tinta do molusco. Outra pedida notável, a lâmina de carne de cabrito enrolada e recheada de linguiça artesanal vem com batata e queijo (R$ 91,00). Na sobremesa, há uma tentadora reinterpretação da cassata siciliana feita de frutas cristalizadas e cereja amarena (R$ 35,00). O serviço de vinhos está nas mãos da sommelière Stephanie de Jongh.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Carnes

    Corrientes 348 - Bela Cintra

    Rua Bela Cintra, 2305, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3088 0276

    VejaSP
    1 avaliação

    Desde a chegada do empresário gaúcho Jair Coser, ex-sócio da cadeia de rodízios Fogo de Chão, a rede passou por uma transformação formidável. Entre os cuidados adotados pelo restaurateur está a presença do chef Luiz Gustavo Chagas de Oliveira Moraes para se responsabilizar pelo menu. Ocozinheiro incluiu sugestões como a porção de miniempanadas de carne, queijo ou mistas (R$ 44,00). Para acompanhar as carnes grelhadas no ponto certo, como o bife ancho (R$ 139,00) ou as costeletas de cordeiro (R$ 138,00), há legumes que saltam tostados da churrasqueira (R$ 39,00). As panquecas de doce de leite com sorvete de creme (R$ 29,00) dão o detalhe açucarado à refeição.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Rotisserias

    Brodo

    Rua Comendador Miguel Calfat, 295, Vila Olímpia

    Tel: (11) 2892 2002 ou (11) 2892 2001

    VejaSP
    12 avaliações

    Pouco a pouco, a rotisseria Brodo foi virando um restaurante. As receitas para viagem ficaram restritas a um pequeno freezer, enquanto o horário de funcionamento aumentou –agora também é servido jantar de quinta a sábado. Do menu noturno, vale pedir o molhadinho risoto de linguiça defumada e edamame embrulhado em folhas de couve (R$ 43,00). Antes, a berinjela à parmigiana revela-se uma boa entrada (R$ 22,10). Hit do endereço,o trio de raviólis de brigadeiro frito vem acompanhado de sorvete de nata e calda de doce de leite (R$ 9,40).

    Preços checados em 26 de julho de 2016.

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  • Bares variados

    Kraut

    Rua Barão de Tatuí, 405, Santa Cecília

    Tel: (11) 4323 6390

    VejaSP
    Sem avaliação

    Este bar de temática alemã brotou em Santa Cecília e atrai a galera descolada. Tem boas pedidas como o currywurst (R$ 30,00), porção de salsichão grelhado lambuzada de ketchup da casa e guarnecida de boas batatas fritas. O steinhäger entra em drinques como o zitrone (R$ 15,00, com rótulo nacional), que leva Aperol, limão, laranja, licor de gengibre e club soda.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    Baretto

    Rua Vitório Fasano, 88, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3896 4000 ou (11) 3896 4060

    VejaSP
    3 avaliações

    Instalado no Hotel Fasano, o bar é classudo, daqueles para impressionar a companhia. O saltos preços são compensados pelas confortáveis poltronas de couro, pela iluminação calculada, pelo atendimento cortês e pela música ao vivo de boa qualidade. De segunda a sábado, há apresentações de jazz e MPB no centro do salão. O barman Valter Bolinha prepara clássicos com maestria, entre eles o dry martini (R$ 54,00), conservado em um recipiente com gelo.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Padarias

    Shimura Pães e Doces - Shopping Cidade São Paulo

    Avenida Paulista, 1230, Bela Vista

    Tel: (11) 3595 9090

    VejaSP
    1 avaliação

    A pequena loja no Shopping Pátio Paulista está fechada para reforma e deve reabrir na primeira quinzena de novembro com o dobro da capacidade. Enquanto isso, é possível fazer compras num quiosque do Piso Gomes Cardim. O padeiro do ano Rogério Shimura também continua vendendo seus pães na unidade do Shopping Cidade São Paulo, inaugurada em junho. Ali, as duas mesas coletivas são disputadas pelo público que aparece para provar o sanduíche de presunto cru, parmesão, rúcula e molho de ervas (R$ 23,00). Entre seus ótimos pães de fermentação natural, há uma baguete clássica (R$ 6,00) e sua versão de azeitonas (R$ 8,00), com casca crocante, além de um saboroso pão de figo (R$ 8,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • As crianças que tiverem a chance de conferir neste espetáculo seu primeiro show de rock podem comemorar. Além da boa música (o arranjo das canções do quarteto de Liverpool é levado a sério e sai próximo do original), o programa é para se divertir até cansar. De cara, o grupo liderado por Fábio Freire (voz, violão e uquelele) e completado por Gabriel Manetti (voz), Eduardo Puperi (guitarra, teclados e gaita), Humberto Vigler (bateria) e Johny Frateschi (baixo) já chama todo mundo a sair da cadeira para dançar, balançar a cabeleira e pular. O teatro mostra-se espaçoso — ainda bem — e Beatles para Crianças vira uma deliciosa anarquia, principalmente nos momentos em que a plateia é liberada para subir ao palco e ajudar a banda. Ao som de “classicaços” como Hey Jude, Let It Be, Help, Black Bird e All You Need Is Love, os adultos não conseguem se conter e entram na brincadeira cantando as onze faixas a plenos pulmões. Entre uma música e outra, os carismáticos instrumentistas contam histórias apoiadas por projeções no fundo de cena. É impossível não sair de lá com um sorriso no rosto. Recomendado a partir de 2 anos.
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  • Encenadora de imagens — não à toa, também cineasta —, Monique Gardenberg utiliza em Fluxorama, seu novo espetáculo, a mesma estrutura fragmentada do ótimo O Desaparecimento do Elefante, visto em 2013. Desta vez, as histórias escritas pelo dramaturgo Jô Bilac convidam o espectador a um mergulho na mente dos protagonistas dos quatro monólogos. Em comum, todos passam por situações-limite e lutam para alcançar algum tipo de superação. No primeiro e mais denso dos solos, Juliana Galdino interpreta uma mulher que sofre de uma doença degenerativa e, aos poucos, perde os sentidos. Com cada palavra valorizada, a atriz aproxima o texto do universo intimista explorado por Clarice Lispector em suas obras. Na sequência, Luiz Henrique Nogueira é um sujeito preso às ferragens de um carro logo depois de um acidente. Também sem maiores surpresas, porém bem mais intenso, é o solo de Marjorie Estiano. Ela representa uma maratonista durante uma prova da São Silvestre que se questiona sobre os motivos que a levam a enfrentar tal desgaste físico. A identificação é imediata, e Marjorie alivia o clima tenso do conjunto. Por fim, Caco Ciocler investe na ironia para viver um homem exausto diante do cotidiano. Ansioso para meditar, ele deseja vencer as adversidades com a força do pensamento, e, graças ao carisma do ator, tudo termina de forma mais leve e resulta bem-acabado. Estreou em 22/7/2016. Até 21/8/2016.
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  • Monólogo

    O Subsolo
    VejaSP
    Sem avaliação
    Poucos atores alcançam uma digital tão marcante em cena como Celso Frateschi. A maioria dos espetáculos protagonizados por ele mostra como o coletivo reflete nas ações individuais. Depois de Sonho de um Homem Ridículo e O Grande Inquisidor, o artista encerra a Trilogia do Subterrâneo, baseada em obras do russo Fiódor Dostoievski (1821-1881), com o monólogo O Subsolo. Sob a direção de Roberto Lage, Frateschi dá vida a um funcionário público aposentado que se trancou em um apartamento e mal sai de lá, tamanho seu inconformismo com a hostilidade percebida fora de seus limites. Encenado no intimista Ágora Teatro, não à toa conjugado à casa do ator, o espetáculo possibilita múltiplas leituras, principalmente em relação ao próprio artista, conhecido pela forte militância política. Estreou 29/7/2016. 
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  • Sambas com uma pitada de Jimi Hendrix, a bênção do padrinho João Gilberto, a vida no Rio seguindo o ideário de uma comunidade hippie, entre ensaios, peladas de futebol e o cheiro de mato queimado. Os Novos Baianos, que chegaram ao auge do sucesso no início da década de 70, marcaram época e são referência até hoje de música boa e original. Em maio, o grupo anunciou um retorno. Na turnê, apresentam-se com a formação clássica, incluindo Moraes Moreira, Baby do Brasil, Pepeu Gomes e Paulinho Boca de Cantor. No palco, eles mandam Brasil Pandeiro, Mistério do Planeta e A Menina Dança, entre outras. Dias 12 e 13/8/2016.
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  • Comédia dramática

    A Intrometida
    VejaSP
    3 avaliações
    Marnie (Susan Sarandon) tornou-se viúva há dois anos e mora em Nova York. Para ficar perto da filha, ela se muda para Los Angeles e, insistentemente, quer fazer o papel de mãezona. Mas Lori (Rose Byrne), além de ser uma atarefada roteirista, atravessa uma crise pessoal e não está disposta a escutar conselhos maternos. Há tempos sem um bom papel de protagonista, Susan Sarandon, que completará 70 anos em outubro, encontra em A Intrometida uma personagem para (se) divertir e inspirar as mulheres. De uma generosidade transbordante, a abonada Marnie faz amizades improváveis e, aos poucos, percebe que pode voltar a ter uma vida a dois ao conhecer o aposentado Zipper (J.K. Simmons, de Whiphash). Numa doce mistura de humor e drama, o filme da diretora e roteirista Lorene Scafaria encanta sem precisar de esforço. Estreou em 4/8/2016.
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  • Embora tenha depoimentos de outros internos, A Loucura entre Nós foca duas pacientes do hospital psiquiátrico Juliano Moreira, em Salvador. Ambas sofrem de transtorno bipolar e relatam seu cotidiano. O documentário as acompanha por um longo período e mostra as transformações (para o bem e para o mal) na vida delas. Triste de ver, mas necessário. Estreou em 4/8/2016.
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  • Avenida Dó-Ré-Mi

    Atualizado em: 5.Ago.2016

Fonte: VEJA SÃO PAULO