Medicina

Por que somos tão maltratados pelos planos de saúde

Com queda na qualidade, empresas registram aumento de queixas e clientes recorrem à Justiça para conseguir aprovação de exames e cirurgias

Por: Maurício Xavier

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Em uma piada antiga sobre a mercantilização da medicina, dois cirurgiões conversam: “Meu paciente está complicado — já tirei um rim, o apêndice e parte do intestino. E o seu, como vai?”, pergunta um deles. “Ah, do meu tirei a casa de praia, o barco, o carro....”, responde o outro. Nos tempos atuais, os doutores da anedota poderiam ser substituídos pelos planos de saúde como os vilões da história. Os índices de insatisfação dos usuários vêm batendo recordes, sobretudo em São Paulo, cidade que reúne 20% do total de conveniados brasileiros. De acordo com um levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o órgão regulador desse mercado, as reclamações sobre o trabalho das companhias aumentaram 60% na capital nos últimos dois anos: de 13 200 para 21 100. A área lidera o ranking de problemas relatados ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) há uma década. Em 2013, representou 27% do total. “É um índice lamentável”, diz a coordenadora executiva do Idec, Elici Checchin Bueno.

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Alguns gigantes do ramo estão entre os dez campeões de insatisfação na metrópole, em proporção ao número de beneficiários (veja quadro abaixo). A líder dessa lista é a Unimed Rio,com 900 queixas registradas na ANS no ano passado. Considerando o número de clientes, isso equivale a uma reclamação a cada trinta usuários. Detalhe importante: em geral, quando uma pessoa procura o órgão regulador é porque já esgotou outras esferas para tentar resolver o caso, como o Procon. A Unimed Rio atribui a sua posição desconfortável à compra da carteira da antiga Golden Cross, em 2013. “Os clientes que vieram de lá estavam acostumados com outros procedimentos. Até então, nosso índice de reclamações era baixo”, afirma o superintendentede operações, Luiz Perez. Em maio, devido ao número elevado de queixas de usuários, seis das empresas que estão no ranking do mau atendimento tiveram a venda de planos suspensa por tempo indeterminado: Classes Laboriosas, Medicol, Somel, Trasmontano, Unimed Paulistana e a própria Unimed Rio.

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Aumentos considerados abusivos e resistência na aprovação de procedimentos mais caros, como cirurgias, estão no topo das queixas dos paulistanos. Muitos começaram a recorrer à Justiça para fazer valer seus direitos. No dia 4 de dezembro, a decoradora Fabiane Bertolotto foi internada às pressas no Hospital Beneficência Portuguesa para extirpar um câncer no intestino. Já no pronto-socorro, ela recebeu a notícia de que a SulAmérica não autorizaria o procedimento, pois seu plano estava sob período de carência. Em emergências, porém, o atendimento é obrigatório, segundo as regras da ANS. Na manhã seguinte, seu marido, João Bertolotto, ingressou com uma ação para obrigar a operadora a bancar o tratamento. Naquele mesmo dia, um juiz da 11ª Vara Cível concedeu a liminar, e a cirurgia ocorreu horas depois. Fabiane concluiu a quimioterapia há um mês, também à custa do convênio. Como ainda cabe recurso,a SulAmérica não comentou a decisão. “Senti raiva por pagar por saúde privada mas não poder contar com o serviço”, diz Fabiane.

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Ainda que seja complicado recorrer à Justiça, a vitória do consumidor é quase certa. Um dos principais escritórios de advocacia da área, o Vilhena Silva moveu cerca de 6 000 ações em dezessete anos de atuação, com a impressionante taxa de 95% de êxito. “Por envolver a vida humana, há o apelo emotivo, os juízes ficam mais sensíveis”, admite a advogada Renata Vilhena, que viu o movimento do local crescer 200% desde 2009. A sentença a favor do paciente também vem rápido: é comum a obtenção de liminares em 48 horas, e o processo completo, com recursos e contestações, é encerrado em até dois anos, tempo inferior ao do trâmite usual de outras causas.

No aspecto financeiro, o cliente costuma terminar no empate, pois a indenização por dano moral cobrada das empresas é calculada de modo a cobrir os encargos jurídicos — 10 000 reais, em média, para uma causa que envolva cirurgia. Na batalha dos tribunais, médicos são contratados para atuar como peritos, refutando argumentos dos empresários e ajudando na goleada sobre os convênios. “Há um claro desequilíbrio nas decisões contra as operadoras”, reclama o diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), José Cechin. As frequentes derrotas são compensadas pela baixa procura dos beneficiários por essa saída. “Só 10% das pessoas que têm procedimento recusado recorrem à via legal”, afirma a advogada Rosana Chiavassa, dona de outro grande escritório do setor.

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Para agilizar a solução dos casos, muitos deles semelhantes, o Tribunal de Justiça de São Paulo editou diversas “súmulas”, pequenos textos que resumem qual deve ser o entendimento do juiz em determinada situação. Uma delas diz que “havendo indicação médica, é abusiva a negativa de custeio sob o argumento de que o tratamento não está previsto pela ANS”. Foi o que ocorreu com o engenheiro aposentado Adilson Antonio Pinto, que descobriu um câncer de próstata em 2012. Encaminhado para sessões de radioterapia de intensidade modulada, que provoca menos efeitos colaterais mas não é listada pela agência, ele recebeu a recusa da Unimed Paulistana. Mesmo pagando 1 300 reais mensais pelo plano, teria de desembolsar 30 000 reais pelo procedimento adequado. Após meses sem solução, entrou na Justiça e ganhou.

Situação semelhante viveu a estudante Yasmin Oliveira de Souza em 2010. Depois que os tratamentos usuais para combater um linfoma não surtiram efeito, o médico recomendou um medicamento quimioterápico fabricado no exterior e com uso liberado na Europa e nos Estados Unidos. A Bradesco Saúde informou que não iria pagar pelo produto, sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O advogado da paciente defendeu que doenças reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde devem ter cobertura, e o juiz concordou: Yasmin conseguiu o remédio e agora se recupera de um transplante de medula realizado em maio no Hospital São Camilo.

A negativa do plano não é o único aperto dos clientes, há também a demora na resposta. Segundo a ANS, a emissão de autorizações para cirurgias e exames complexos pode levar no máximo 21 dias. Os usuários reclamam que, muitas vezes, a espera é muito maior. Quando tinha 1 ano de idade, Yuri Fernandes, hoje com 5, precisou retirar um cálculo renal. Para liberar o procedimento, a Amil exigiu um laudo para atestar que o problema havia surgido depois de o menino contratar o convênio. “Os médicos diziam que era impossível confirmar isso”, relembra sua irmã, a produtora Joyce Fernandes. “A empresa levava semanas para responder e sempre alegava que faltava algum documento. Foi aflitivo, a cada dia aumentava o risco de a pedra ficar presa na uretra.”

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Depois de a espera completar quase um mês, a família contratou um advogado para resolver a questão. Na lista de reclamações, outro problema comum é o reajuste da mensalidade quando o cliente completa 59 anos. Trata-se de uma manobra para burlar o Estatuto do Idoso, que proíbe o aumento da tarifa após os 60 anos. O técnico de logística Francisco Ferreira de Souza, 59, e sua mulher, a aposentada Terezinha de Fátima Souza, 60, sofreram com isso recentemente: a fatura de cada um, da SulAmérica, dobrou, saltando de 700 para 1 378 reais. A Justiça considerou a quantia abusiva e a reduziu para 1 042 reais.

Não é preciso debruçar-se sobre estatísticas para identificar a queda na qualidade do serviço: quem frequenta os consultórios já nota isso há tempos. O atendimento de um clínico-geral do plano não costuma durar mais que quinze minutos, metade do tempo registrado há dez anos, segundo dados do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). A pressa tem uma explicação: enquanto os convênios pagam, em média, 52 reais por paciente atendido por um cardiologista, profissionais de ponta da mesma especialidade cobram 900 reais por consulta. Essa discrepância pode ser ainda mais absurda. Um parto com o obstetra Carlos Eduardo Czeresnia, da badalada clínica Celula Mater, sai por 20 000 reais. Já seus colegas que atendem nos planos embolsam 353 reais por procedimento idêntico, de acordo com levantamento da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo.

Fora das especialidades, a situação é igualmente drástica. Os clínicos-gerais das operadoras ganham entre 8 e 32 reais por consulta, o que os obriga a enfileirar atendimentos para equilibrar o orçamento. Além disso, em mais da metade dos casos há retorno do paciente para análise de exames — tarefa pela qual não recebem um centavo sequer. “Enquanto os médicos dos convênios tiveram reajuste salarial de 60% nos últimos dez anos, as mensalidades dos planos cresceram 140% no período, o dobro da inflação”, compara o presidente do Cremesp, João Ladislau Rosa.

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Nesse cenário, as perdas da categoria acumulam-se. "A defasagem desde 2004 já é de 200%", calcula o primeiro-secretário do Conselho Federal de Medicina, Desiré Carlos Callegari. Para driblarem as empresas da área, muitos doutores e pacientes têm recorrido a uma artimanha burocrática: a divisão do valor da consulta em dois recibos, o que aumenta o reembolso ao cliente e o repasse ao profissional. "isso não é ético, mas o mercadosempre dá o seu jeitinho", diz Callegari.

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O cliente precisa pagar muito caro para ter hoje um atendimento melhor,  via planos premium das operadoras. A Omint, por exemplo, só trabalha com esse perfil de público. Disponibiliza profissionais do Einstein e do Sírio e custeia exames para detectar doenças precocemente, o que reduz os gastos com consultas e cirurgias alguns anos depois. A mensalidade para uma pessoa de 30 anos gira em torno de 1 500 reais (um plano básico das companhias sai por 300 reais). Para as empresas da área, não há como baratear o serviço em um cenário em que muitas variáveis pressionam os custos de operação. Um deles é o fato de nossa população estar envelhecendo e, portanto, necessitar de cuidados redobrados. Desde 2000, a expectativa de vida do brasileiro subiu de 68 para 74 anos. “Uma pessoa com mais de 60 anos utiliza seu plano de saúde em escala seis vezes maior que as demais”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida.

Somada a isso, a tecnologia ampliou o uso de artigos sofisticados e caros. “Cerca de 30% das cirurgias de hoje envolvem a instalação de alguma prótese, e as mais elaboradas chegam a custar 500 000 reais”, afirma o diretor executivo da FenaSaúde, José Cechin. “E ainda existem distorções: um dispositivo desse tipo para o joelho sai da fábrica por 2 000 reais e, após uma cadeia de intermediários, é vendido por 18 000 reais, com uma inexplicável diferença de 800%”, completa. O aumento nas despesas fez com que os associados da entidade gastassem 36 bilhões de reais em 2013, uma alta de 17% em relação ao ano anterior ou o triplo da inflação no período. Segundo os donos do negócio, o setor entrará em colapso em poucos anos se esse ritmo for mantido. Esse movimento já pode ser verificado na prática: nos últimos dez anos, mais de 100 convênios fecharam as portas na capital, cerca de 15% do total.

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Criada em 2000 para intermediar a relação entre empresas, clientes e médicos, a ANS teve, até o momento, a função primordial de notificar operadoras que agem em desacordo com as normas. Segundo o órgão, 85% dos casos são resolvidos dessa forma. Os 15% restantes podem transformar-se em processos administrativos e render multas de 80 000 reais por consulta ou 100 000 reais por emergência não atendida. Em 2013, foram aplicadas 4 100 punições, no valor acumulado de 523 milhões de reais, mais que o triplo do ano anterior. Em maio, a presidente Dilma Rousseff vetou uma proposta aprovada pelo Senado para reduzir o valor dessas multas. Outro tipo de intervenção é a chamada “direção fiscal”, quando um funcionário da ANS é alocado para melhorar a gestão na companhia. “Revertemos a situação em boa parte dos casos”, afirma o diretor-presidente, André Longo Araújo de Melo.

O governo federal emite sinais de que vai acirrar esse controle, ampliando o poder de fogo da agência. No momento, técnicos trabalham na regulamentação de uma lei, sancionada há um mês, que aumenta a responsabilidade das operadoras. Na melhor das hipóteses, o negócio sai do papel até o fim do ano. Algumas medidas incluem a exigência de aviso no caso da troca de profissionais incluídos na cobertura dos planos e a definição de um porcentual fixo de reajuste para os honorários dos médicos. Com isso, a expectativa é atenuar as queixas dos consumidores e dos profissionais de saúde. Se a ideia realmente vingar, poderá ser um passo fundamental para começar a mudar o panorama de um setor com tantos problemas graves.

Colaboraram Angela Pinho, Jussara Soares e Silas Colombo

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  • Italianos

    Italy

    Rua Oscar Freire, 450, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3168 0833

    VejaSP
    15 avaliações

    Atraem a clientela ao movimentado salão dos Jardins os pratos fartos como o filé de angus coberto por gorgonzola com tagliolini ao creme de cogumelo (R$ 69,00). Durante a semana no almoço, o menu executivo (R$ 62,00) pode incluir eventualmente a boa salada de folhas, abóbora, beterraba e amêndoa, além de creme brûlé na sobremesa. Só na filial do Market Place há opções para compartilhar. Uma delas é o sofiotti de queijo emmental, presunto e manjericão gratinado com parmesão (R$ 77,00, para três), um tantinho enjoativo.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Italianos

    Emiliano - Restaurante

    Rua Oscar Freire, 384, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3068 4390

    VejaSP
    5 avaliações

    Como tem acontecido de tempos em tempos,o empresário Gustavo Filgueiras troca o chef para trazer um sopro de frescor ao restaurante. Quem está à frente da cozinha desde o início do ano é o italiano Andrea Montella. No cardápio lançado por ele, encontram-se o paccheri valorizado por lagostins picantes (R$ 75,00), a codorna recheada de foie gras com risoto de alecrim (R$ 92,00) e o ótimo cordeiro enrolado em massa de pão (R$ 98,00). A mais recente alteração foi nas sobremesas, que incluem agora a torta de limão com merengue e sorvete de limão com hortelã (R$ 38,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Espanhóis

    Clos de Tapas (mudou de nome para Clos)

    Rua Domingos Fernandes, 548, Vila Nova Conceição

    13 avaliações
  • Bares variados / World Class Drink Festival

    bar.

    Rua Joaquim Antunes, 248, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 3061 3810

    VejaSP
    15 avaliações

    Ponto de encontro de uma galera entre 20 e 30 e poucos anos, o endereço atende a diferentes interesses. Enquanto dá para papear e petiscar nas mesas do térreo, o primeiro piso é dedicado à badalação. A escura pistinha é animada por DJs e apresentações de pop rock entre quinta e sábado. Rapazes de camisa justa trocam olhares com moças de vestido curto. Turbinam esse clima animado a boa seleção de gins- tônicas preparada pela equipe do bartender Marquinhos Felix, vencedor da etapa nacional do concurso World Class 2016. Peça a deliciosa versão com fatias de caju, manjericão e bitter de grapefruit (R$ 31,00). Para comer, parta para as batatas-bolinhas fritas com a casca (R$ 23,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Hamburguerias

    Butcher's Market

    Rua Bandeira Paulista, 164, Itaim Bibi

    Tel: (11) 2367 1043

    VejaSP
    10 avaliações

    Os hambúrgueres da casa já não têm o mesmo brilho dos tempos de inauguração, cinco anos atrás. No double cheese (R$ 37,00), por exemplo, os dois discos de carne de 120 gramas podem vir com um leve sabor amargo da grelha e o pão, esfarelento. O k-fc burguer (R$ 37,00), porém, é uma gostosa (e cara) novidade que junta frango empanado, molho agridoce picante, alface, coleslaw e kimchi de pepino. Para a sobremesa, peça o saboroso milk-shake de baunilha arrematado por um marshmallow aquecido por maçarico (R$ 31,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • O Grupo Sobrevento é um dos organizadores do evento, que está na quarta edição e reúne companhias da Espanha, Dinamarca e Uruguai.  No domingo (16/8), os uruguaios da trupe Teatro para Bebés mostra AR, com uma abordagem poética da música, sons, palavras e objetos. No domingo (23/8) tem vez Cuco, levada ao palco pela trupe Caixa do Elefante. A montagem trata do jogo de esconder e revelar. Há exibições também no Centro Livre de Artes Cênicas, em São Bernardo do Campo. Programação completa em vejasaopaulo.com. De 9 a 30/8/2015.
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  • Em cartaz há menos de um mês, a nova exposição permanente do Catavento Cultural e Educacional, Do Macaco ao Homem, revela-se um bom programa para as crianças a partir de 7 anos. São apresentadas ali réplicas de ossos e artefatos dos chamados “homens das cavernas”. A representação começa com o Sahelanthropus tchadensis, o exemplar mais antigo da linhagem humana, com aproximadamente 7 milhões de anos, e termina com o mais  “jovem”, o Homo sapiens, com cerca de 200 000 anos. O público tem contato com assuntos como o progresso da locomoção e do cérebro. As informações foram organizadas em módulos temáticos, o que facilita o passeio. Um dos mais bacanas é o setor que exibe bustos com a reconstituição do rosto de hominídeos. A curadoria é de Walter Neves. Estreou em 9/7/2014.
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  • Os primeiros muros foram pintados no início dos anos 90, ainda na adolescência, mas naquele tempo o objetivo era fazer propaganda. Integrante de uma banda de rock, o argentino Tec enchia as ruas de Buenos Aires com a palavra “Ocote”, a fim de espalhar o nome de seu grupo da época. Experimentou várias tipografias e cores e pegou gosto pela coisa. Na exposição Swimming Pool, ele traz telas com influência da arte que continua a fazer pela cidade, além de uma instalação de peixes de resina. Nos trabalhos divertidos e de apelo pop, dá para notar algumas particularidades. Diferentemente do que aconteceu em São Paulo, a cena portenha de grafite não teve origem no hip-hop, por isso o spray é mais incomum. Tec, por exemplo, só usa tinta. Além disso, pintar por cima do desenho de um colega é permitido (aqui, considera-se isso uma grande ofensa). “O resultado final é que a obra acaba incorporando elementos das imagens antigas”, diz Tec. Para realizar as peças apresentadas na mostra, ele lançou mão da mesma técnica e criou quadros repletos de camadas sobrepostas, como na tela Rompan Todo. Completam a seleção fotografias de trabalhos feitos nos asfaltos de São Paulo, residência do artista há três anos. Interessado nas possibilidades das ladeiras de bairros como Perdizes, Tec desenha peixes, ratos e outras figuras que só podem ser observadas com a inclinação apropriada. De 26/7/2014. Até 6/9/2014.
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  • Livros didáticos antigos, que ensinam brincadeiras e técnicas para desenhar, foram o ponto de partida para que o artista goiano Marcelo Amorim desenvolvesse a série Ventriloquia, em cartaz no Paço das Artes. As telas e aquarelas reproduzem páginas dessas publicações com um olhar adulto, mais irônico e sarcástico. Bom exemplo é a acrílica Fantoches São Manejados por Baixo, na qual a frase aparece na pintura e faz contraponto aos meninos e meninas sorridentes. Ácida, a mostra sugere no próprio nome algo que muitos podem achar útil na vida adulta: a arte de ser dissimulado. De 7/7/2014. Até 7/9/2014.
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  • Num tanque de água, um homem está submerso em posição fetal por segundos que parecem eternos, até que ele suba para respirar. O clima sombrio da montagem torna-se menos pesado com as primeiras frases de Osmo, personagem-título vivido pelo ator e bailarino Donizeti Mazonas. As irônicas confissões do serial killer às vezes arrancam risada da plateia, mas também provocam mal-estar. É permitido ter empatia por um criminoso? O protagonista baseado no conto de Hilda Hilst deseja narrar sua história e questiona a capacidade de seus ouvintes de entender o que ele diz. Dentro do aquário o tempo todo, o homem permanece nu, mas sua aparente fragilidade se desfaz enquanto se vangloria do próprio corpo, dos seus feitos e da beleza com que realiza os “grandes atos”, como chama a morte. Trata-se de uma peça em que as palavras despertam reflexões. A diretora Suzan Damasceno sabe disso e se limita a usar recursos muito simples e confiar no competente trabalho de Mazonas. Estreou em 21/3/2014. Até 5/11/2014.
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  • Também diretor, Diogo Liberano adaptou ao lado de Dominique Arantes o livro homônimo do poeta Bartolomeu Campos de Queirós (1944-2012). No drama, dois atores repassam momentos da infância, como o desaparecimento da mãe e a distância paterna, numa linguagem poética e, por vezes, dispersiva. Enquanto dialogam, Davi de Carvalho e Daniel Carvalho Faria vão transformando o cenário criado por Bia Junqueira. Em um momento, o tapete vermelho do palco, que representa a triste lembrança do tomate cortado pela madrasta em todas as refeições, dá lugar a focos imensos de algodão, símbolos da libertação emocional dos personagens. Com Vandré Silveira. Estreou em 18/7/2014. Até 30/8/2014. + Assista a um trecho da peça 
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  • O festival preparou uma robusta e diversificada seleção de artistas em sua quarta edição. Nesta semana, o pianista americano radicado na França Laurent de Wilde toca ao lado de Donald Kontomanou (bateria) e Bruno Rousselet (contrabaixo) na quinta (27/8), às 21h. No mesmo dia, o trio israelense de improviso LayerZ ocupa a Choperia com o repertório de Memory Towers (2013). Com músicos da Áustria e da Inglaterra, o quarteto Barcode Quartet se apresenta na sexta (28/8), dia da programação em que também aparecem os brasileiros da Orquestra Atlântica, que unem MPB e jazz. O sábado (29/8) e o domingo (30/8) são os dias das parcerias. Nas ocasiões a cantora Tânia Maria divide o palco com o percussionista Armando Marçal, e a americana Marlena Shaw é amparada pelos instrumentistas do Bixiga 70. O Jazz na Kombi se exibe gratuitamente no Deck, às 17h, com o QN Quarteto no domingo (30/8/2015).
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  • Foram cinco anos desde Chiaroscuro, a última empreitada roqueira de Pitty, e três desde o esforço folk-acústico do projeto Agridoce até que a cantora resolvesse voltar às guitarras em um disco de estúdio. Mais madura, ela reuniu o parceiro de Agridoce Martin Mendonça (guitarra), Duda Machado (bateria) e o substituto do baixista Joe Gomes, Guilherme Almeida, em Setevidas. Mais amargo e distante dos anseios adolescentes que marcaram sua carreira até aqui, o trabalho será mostrado pela primeira vez na cidade. Os arranjos agressivos acompanham letras sobre morte e dor. O repertório inclui as novas Pouco, Deixa Ela Entrar, Pequena Morte e a faixa-título. Dia 4/7/2015.
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  • Difícil prever a bilheteria de Guardiões da Galáxia, cuja estreia ocorre na mesma data no mundo todo. Ao contrário de outros super-heróis, como Batman, Homem de Ferro e Homem-Aranha, os personagens desta ficção científica produzida pela Marvel não têm carisma nem o mesmo apelo junto ao público. Quem conhece os quadrinhos, pode até achar a trama divertida e a adaptação, fiel. Para a grande maioria dos espectadores, contudo, a conclusão será uma só: parece um episódio mal-ajambrado de Star Wars com piadinhas para iniciados no universo HQ e efeitos visuais para lá de genéricos. Ou seja, um programa arrastado e pouco atraente aos marinheiros de primeira viagem. A história começa de forma promissora. Em 1988, o garoto Peter Quill, após a morte de sua mãe, é abduzido por uma nave espacial. Duas décadas se passaram e Quill (agora interpretado pelo comediante Chris Pratt), chamado de Senhor das Estrelas, virou um ladrão espacial, que está de posse de uma esfera cobiçada pelo vilão Ronan (Lee Pace). Para o objeto não cair em mãos erradas, o anti-herói vai receber a ajuda de outras “espécies” — a alienígena verde Gamorra (Zoe Saldana), o brutamontes Drax (Dave Bautista), o guaxinim falante Rocket (voz de Bradley Cooper) e uma árvore dublada por Vin Diesel. Os  dois últimos foram criados digitalmente. A surpresa: o ex-gorducho Chris Pratt perdeu 27 quilos para o papel. O maior mico fica com Vin Diesel, que possui uma única e repetitiva fala: “Eu sou Groot”. Estreou em 31/7/2014.
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  • O cotidiano de Juvenal (Paulo André), maquinista de trem em Belo Horizonte, resume-se ao trabalho e à solidão que encontra ao chegar em casa. De uma timidez  avassaladora, ele mal consegue conversar na hora do almoço com Margô (Silvia Lourenço), um controladora da malha ferroviária por quem nutre uma paixão secreta. Quando menos espera, Juvenal recebe a notícia: Margô quer que ele seja seu padrinho de casamento. Ela conheceu o noivo pela internet e, em poucos dias, deixará de ser solteira. Nem mesmo abalado pela notícia, ele destrava a língua e continua firme em seu casulo. A união do mineiro Cao Guimarães (A Alma do Osso) com o pernambucano Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus) rendeu um filme no mínimo instigante. Rodado num formato de tela quadrada, o longa-metragem busca nos silêncios e nos enquadramentos simétricos um arguto registro da solidão — não só de Juvenal, mas também de Margô. Vale o aviso: embora visualmente atraente, a fita dá um andamento muito lento para uma carinhosa história de amor. Estreou em 31/7/2014.
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  • Em 1993, o diretor vietnamita Tran Anh Hung casou sensação no mundo com o O Cheiro do Papaia Verde. O filme teve até uma indicação ao Oscar e o requinte estético do cineasta foi muito comentado, assim como sua sensibilidade para contar uma singela história. Mais ambicioso e não menos afiado para emoldurar um dramático conto de amor, o cineasta escolheu um livro de Haruki Murakami para voltar à cena. A trama começa no Japão de 1967. Lá, a jovem Naoko (Rinko Kikuchi) fica muito abalada por causa do suicídio de seu namorado. Quem também se desestabiliza emocionalmente é Watanabe (Ken’ichi Matsuyama), o melhor amigo dele. O rapaz, então, se muda de Kobe para Tóquio e retoma os estudos na faculdade. Ao acaso, ele reencontra Naoko. Ambos ainda sofrem com a perda e têm a primeira noite de amor. Depois da súbita partida da moça, Watanabe recebe uma carta. Naoko revela estar internada num sanatório e passando por uma crise de depressão. A iluminação é quase um personagem nos trabalhos de Tran Anh Hung e aqui recebe um tratamento espetacular ao flagrar as estações do ano em seu esplendor. Apesar das locações estupendas e da beleza arrebatadora, o triste romance carece de emoção, algo, por exemplo, que A Culpa das Estrelas cumpre com melhor desempenho. Estreou em 31/7/2014.
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  • Não é exagero dizer que Hélio Oiticica (1937-1980) foi um homem à frente de seu tempo. Mais conhecido pelos parangolés, capas coloridas usadas sobre o corpo em movimento, o artista plástico ganhou uma biografia em formato de documentário experimental dirigido pelo sobrinho dele, César Oiticica Filho. Por meio de entrevistas concedidas por Hélio (algumas em inglês), o filme faz um amplo retrospecto de sua obra só usando imagens de arquivo — não há sequer um depoimento novo. Como o biografado não tinha papas na língua nem censura na mente, o registro encontra na anarquia e na vanguarda um porto seguro. Estreou em 31/7/2014.
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  • Um raro agosto

    Atualizado em: 1.Ago.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO