Animais

Mercado oferece cada vez mais opções de carrinhos para levar pets

Ideia é mimar as mascotes com passeios sobre rodas de equipamentos que têm estruturas transadas e preços salgados

Por: Carolina Giovanello - Atualizado em

Beatriz Beggiato passeando com seu pet - Animais 2263
A dona de casa Beatriz Beggiato: passeio com suas cadelas schnauzer, em Alphaville (Foto: Cida Souza)

A apresentadora Xuxa tem circulado por shoppings cariocas junto de seu yorkshire Dudu. Até aí nada de incomum. O cãozinho, entretanto, a acompanha todo pimpão acomodado em um carrinho parecido com aqueles que normalmente carregam bebês. Em um episódio do reality show "Mulheres Ricas", a arquiteta Brunete Fraccaroli aparece comprando encantada um desses veículos para transportar para lá e para cá sua cadela de raça maltês Sissi. Figuras como elas ajudaram a popularizar a última moda no sempre movimentado terreno de novidades para pets.

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A ideia é mimar as mascotes com passeios sobre rodas de equipamentos que têm estruturas transadas e preços salgados. Para não ficar de fora da tendência, a Pet Center Marginal, uma das principais cadeias desse mercado na cidade, acertou em janeiro uma parceria com um fornecedor estrangeiro do acessório. “Os dez equipamentos que compramos como teste se esgotaram na primeira semana”, conta o gestor de negócios Fernando Nunes. “Desde então, fizemos mais seis reposições do produto.” O modelo top de linha vendido na rede custa 1.540 reais.

Da Au Pet Store - Animais 2263
Da Au Pet Store, no Jardim Paulista (Tel.: 3044-7555), R$ 1.300,00: inclui capa contra chuva, almofada removível e porta-copos duplo (Foto: Cida Souza)
Carrinho da Cobasi - Animais 2263
Da Cobasi, unidade Villa-Lobos (Tel.: 3831-8999), R$ 319,99: suporta animais de até 20 quilos e tem freios nas rodas traseiras (Foto: Cida Souza)

Há seis meses, a empresária Aglaé Seffrin, que teve um quiosque com itens para pets no Shopping Iguatemi Alphaville, também percebeu que podia lucrar com o filão. Criou o site de vendas PetPasseio, que oferece cinco modelos importados. “Tem gente que acha que é frescura, mas na verdade se trata de algo bastante prático”, afirma. Segundo ela, o veículo ajuda a manter a higiene das patas e dá mais segurança para bichinhos pequenos, que podem facilmente ser atacados. Além disso, auxilia animais idosos ou debilitados a passear sem fazer esforço, ao mesmo tempo em que proporciona mais conforto a donos que não conseguem segurá-los. “Nossas clientes costumam andar pelas lojas e pelos restaurantes dos Jardins, onde não é permitida a entrada de cães e gatos no chão, somente no colo”, diz Renata Scarpa, sócia da Au Pet Store, localizada na Alameda Lorena.

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Carrinho do Pet Center Marginal - Animais 2263
Do Pet Center Marginal, unidade Marginal Tietê (Tel.: 2797-7400), R$ 498,00: serve como carrinho, mochila e caixa de transporte (Foto: Cida Souza)
Carrinho do site www.petpasseio.com.br - Animais 2263
Do site www.petpasseio.com.br (Tel.: 4689-1616), R$ 450,00: com estrutura de aço e bolsa para acessórios (Foto: Cida Souza)

Em seu condomínio em Alphaville, a dona de casa Beatriz Beggiato gosta de usar o carrinho para transportar dois de seus seis cães da raça schnauzer. Apesar de impacientes, as cadelas Freedom e Twister observam o movimento da rua sem fugir. “Já sofri problemas cardíacos e não posso carregar muito peso”, justifica Beatriz, que, mesmo adepta da facilidade, não dispensa as usuais caminhadas com a coleira. A advogada Andrea Atsumi, que considera suas filhas a maltês Babi, de 4 anos, e a spitz alemão Luna, de 6 meses, adquiriu um veículo rosa-choque há seis meses. “É um conforto para mim e para elas: posso experimentar uma roupa no shopping com tranquilidade, por exemplo”, diz. “Quando saio, tenho de parar de meio em meio metro para os curiosos que querem ver de perto. É um sucesso só”.

Boa parte dos veterinários, entretanto, desaconselha o uso quando as voltinhas sobre rodas substituem o exercício. “A prática aeróbica de meia hora por dia estabiliza a pressão arterial, aumenta a sobrevida do animal e controla calorias”, explica Mário Marcondes, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira. “Tratar o bichinho como se fosse um bebê pode ser um exagero de cuidado.”

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO