Teatro

Peça 'O Santo e a Porca' mostra um avarento nordestino

A comédia diverte o espectador com boa direção e elenco afinado

Por: Dirceu Alves Jr. - Atualizado em

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Élcio Romar e Gláucia Rodrigues: coronel pão-duro e empregada bem esperta (Foto: Cláudia Ribeiro)

A obra do dramaturgo Ariano Suassuna tem rendido interessantes surpresas ao público. ‘A Pedra do Reino’, adaptada por Antunes Filho em 2006, e ‘Farsa da Boa Preguiça’, montada por João das Neves no ano passado, são exemplos. Agora é a carioca Limite 151 Cia. Artística que explora o autor paraibano em O Santo e a Porca, cartaz do Teatro Anhembi Morumbi, na Mooca. Sem diretor fi xo, o grupo dedicado aos clássicos trouxe a São Paulo nos últimos quatro anos incursões pouco inspiradas ao universo de Molière (As Eruditas, As Preciosas Ridículas e O Doente Imaginário). Com sotaque nordestino, a Limite 151 atinge um bom momento graças à direção de João Fonseca.

De maneira simples, o encenador aborda a farsa, os desencontros amorosos e o entra e sai de personagens de olho no divertimento. Um coronel pão-duro (o ator Élcio Romar), devoto de Santo Antônio, tem como companheira uma porquinha de madeira, na qual guarda as economias. A visita de um conhecido (Marcio Ricciardi) desperta especulações e a empregada (a ótima Gláucia Rodrigues) aproveitase da situação para resolver as pendengas do patrão. Nedira Campos, Janaína Prado, Nilvan Santos e Marco Pigossi completam o elenco da trama próxima de ‘O Avarento’, de Molière, e provam que, além de um texto bacana, direção é fundamental para o rendimento no palco.

O Santo e a Porca (80min). 10 anos. Estreou em 5/3/2010. Teatro Anhembi Morumbi (746 lugares). Rua Doutor Almeida Lima, 1134, Mooca, tel.: 2081-5924. Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 30,00. Bilheteria: 14h/21h (ter. a qui.); a partir das 14h (sex. a dom.). IR. Até 25 de abril.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO