Comida

A capital do hambúrguer

Dos bons restaurantes que criaram suas versões do sanduíche às microlanchonetes especializadas em cheese salada, a cidade nunca teve tantas opções do gênero

Por: Helena Galante - Atualizado em

Vinil Burger - Ed.: 2356
Vinil Burger: hambúrguer com 135 gramas de carne, queijo, cebola, picles e bacon (R$ 19,00) (Foto: Mario Rodrigues)

Na última década, São Paulo viu o hambúrguer virar mania. Das chapas das padarias, ele saltou para os cardápios das casas mais sofisticadas, onde passou a ser comido com garfo e faca e custar até mais do que alguns pratos. Agora, os excessos gourmets saem de moda para dar lugar a sanduíches menos complicados, quase retrô, feitos para ser devorados com as mãos.

Na receita que está em alta no momento, porém, não espere encontrar aquele bife fininho e quase esturricado de antigamente. “O que importa agora é a qualidade da carne, que pode ser pedida ao ponto e também malpassada”, afirma Julio Raw, do Z Deli Sanduíches, nos Jardins. No endereço, há apenas catorze lugares — e filas constantes.

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Junto da tendência das microlanchonetes, que vem com força neste ano, os bares e restaurantes se reinventam para manter seu espaço. Até Alex Atala entrou na onda, com o simples e delicioso hambúrger do riviera, coberto de queijo gruyère, disponível no cardápio do Riviera Bar, na Avenida Paulista, desde a inauguração, em outubro.

O tamanho do apetite da cidade pela especialidade pode ser medido pelos números do SP Burger Fest, festival que chegou à sua terceira edição em novembro, com recorde de 55 000 unidades vendidas em dezessete dias.

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A seguir, confira uma seleção com as melhores opções do sanduíche disponíveis hoje na metrópole. Há desde uma pedida de 17 reais, grelhada, na hamburgueria Na Garagem, até a desbundante versão com foie gras do Twelve Bistro, de 55 reais. Felizmente, há espaço para todas elas. Quem se animar a montar sozinho seu lanche um teste das versões industrializadas oferecidas nos grandes supermercados da capital.

Vinil Burger - Ed.: 2356
Vinil Burger: salão tem apenas quinze lugares (Foto: Mario Rodrigues)

A MODA DAS MICROLANCHONETES

Para fugirem dos altos custos com aluguel e funcionários, as lanchonetes estão cada vez menores. As novas hamburguerias lembram agora casas minúscula se descoladas de Nova York, onde a qualidade dos lanches compensa o aperto do salão. O Vinil Burger, em Pinheiros, tem apenas quinze lugares. Cada cliente retira seu pedido no balcão (não há garçons). O hambúrguer principal leva 135 gramas de carne, queijo, cebola, picles e bacon (19 reais).

Esse mesmo esquema de funcionamento é seguido no Na Garagem, também em Pinheiros.“Temos apenas duas opções: o cheese salada tradicional e o vegetariano”, explica o proprietário Gilson de Almeida. Assim, mesmo com filas e um único chapeiro no comando da grelha, tudo sai rapidinho e no capricho.

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OS QUINZE MELHORES

Entre duas fatias de pão, podem aparecer ingredientes tão distintos quanto foie gras, cogumelo-de-paris, hortelã e queijo espanhol manchego. Na seleção a seguir, boas invencionices de chefs estão lado a lado com lanches mais tradicionais, cobertos por bacon e até ovo frito, um clássico de padoca. Em comum, a maioria privilegia cortes frescos de carne bovina. As louváveis exceções que conquistaram um lugar no pódio são o vegetariano quitandinha, da Lanchonete da Cidade, e o porcoburguer, do Esquina Mocotó, feito de uma mistura de pernil e copa lombo.

NA GARAGEM - Ed.: 2356
Na Garagem: cheese salada (R$ 17,00) (Foto: Mario Rodrigues)

1. NA GARAGEM: opção mais barata do ranking, tem a carne temperada com sal e pimenta instantes antes de ir para a grelha. Um delicioso molho de cenoura, mandioquinha e óleo defumado substitui a maionese, e rodelas fininhas de cebola-roxa dão o toque final ao cheese salada. 17 reais.

ST. LOUIS BURGER SHOP - Ed.: 2356
St. Louis Burger Shop: cheese bacon (R$ 19,50) (Foto: Fernando Moraes)

2. ST. LOUIS BURGER SHOP: os fãs de toucinho precisam de coração forte para a descrição do cheesebacon. além das fatias bem crocantes e sequinhas, é possível adicionar uma quantia generosa de maionese feita de mais bacon e maple syrup. 19,50 reais.

ESQUINA MOCOTÓ - Ed.: 2356
Esquina Mocotó: hambúrguer é feito com copa lombo e pernil (R$ 24,90) (Foto: Lucas Lima)

3. ESQUINA MOCOTÓ: corte suíno muito saboroso, o copa lombo é acrescido de pernil para dar origem ao bifão alto e suculento. Entre as fatias de pão de mandioca entram ainda maionese de cumari, bacon, folha de mostarda e ketchup feito lá mesmo. 24,90 reais.

Lanchonete da Cidade - Ed.: 2356
Lanchonete da Cidade: sanduíche vegetariano leva cogumelos e legumes (R$ 25,00) (Foto: Romulo Fialdini)

4. LANCHONETE DA CIDADE: não dá para sentir falta de carne com esta versão vegetariana feita de cogumelos e legumes. Os complementos são mussarela de búfala, tomate e rúcula ao molho pesto. No lugar do pão branco tradicional, é usado um preto um pouco mais firme. 25 reais.

CADILLAC BURGER - 2356
Cadilacc Burger: lanche chamado kick ass tem creme de queijo gorgonzola, bacon e anéis de cebola empanados (R$ 26,00) (Foto: Divulgação)

5. CADILLAC BURGER: o nome em inglês – kick ass– já denuncia: eis um lanche arrasador. Sobre 180 gramas de carne são dispostas fatias de picles mais creme de queijo gorgonzola, bacon e anéisde cebola empanados. O golpe de misericórdia é o pão chapeado com manteiga. 26 reais.

Z Deli Sanduíches - Ed.: 2356
Z Deli Sanduíches: lanche manhattan (R$ 28,00) (Foto: Mario Rodrigues)

6. Z DELI SANDUÍCHES: para nova-iorquino nenhum botar defeito, o manhattan tem o queijo perfeitamente derretido, uma rodela de tomate,cebola-roxa e picles doce preparado na casa. Simples e saboroso, do tamanho certo para comer com as mãos. 28 reais.

Meats - Ed.: 2356
Meats: lanche zucchini (R$ 29,00) (Foto: Lucas Lima)

7. MEATS: num cardápio em constante renovação,o lanche zucchini tem lugar cativo. O motivo? A ousada e acertada mistura de queijo de cabra fresco boursin, abobrinha na chapa, molho de hortelã e um dos melhores bacons da cidade sobre a carne ao ponto, servida bem vermelha no centro. 29 reais.

Riviera - Ed.: 2356
Riviera Bar: receita tem 150 gramas de carne, queijo gruyère, cebola-roxa, tomate e rúcula (R$ 29,00) (Foto: Rubens Kato)

8. RIVIERA BAR: referência da alta gastronomia, Alex Atala também faz lanches. Entram na receita do hambúrguer 150 gramas de carne, queijo gruyère bem marcante, cebola-roxa, tomate e rúcula. Para completar, o cliente escolhe entre maionese de alho e molho picante. 29 reais.

RAMONA - Ed.: 2356
Ramona: cheeseburger (R$ 35,00) (Foto: Lucas Lima)

9. RAMONA: o segredo do cheeseburger da casa não poderia ser mais trivial: um ótimo ovo caipira frito. Sobre os 200 gramas de fraldinha somam-se ainda queijo Serra da Canastra, alface-romana e tomate. O preço inclui batatas fritas em palitos fininhos de acompanhamento. 35 reais.

BUTCHER’S MARKET - Ed.: 2356
Butcher's Market: sanduíche mushroom (R$ 37,00) (Foto: Fernando Moraes)

10. BUTCHER’S MARKET: exagero, quando se trata de cogumelos-de-paris frescos e chapeados, é bem-vindo. O sanduíche mushroom só precisa deles e de queijo mussarela no pão bem torradinho na manteiga para ficar uma delícia. 37 reais.

ICI BRASSERIE - Ed.: 2356
Ici Brasserie: recebe fatias de queijo estepe derretido e cebola caramelada (R$ 37,00) (Foto: Lucas Lima)

11. ICI BRASSERIE: repare na foto  a suculência do hambúrguer. Sobre a carne de excelente qualidade, bastam algumas fatias de queijo estepe derretido e cebola caramelada. Servido numa travessa metálica, o lanche vem escoltado por batata frita e picles. 37 reais.

Baby Beef Rubaiyat - Ed.: 2356
Baby Beef Rubaiyat: sanduíche é montado no pão com semente de girassol (R$ 37,00) (Foto: Tadeu Brunelli)

12. BABY BEEF RUBAIYAT: o ótimo resultado do sanduba montado no pão com semente de girassol faz jus à tradição do premiado restaurante de carnes. A carne de gado brangus recebe acompanhia de queijo espanhol manchego, cebola dourada e rúcula ao molho béarnaise. 38 reais.

RITZ - Ed.: 2356
Ritz: lanche tem queijo emmental, rúcula e tomate-caqui ao molho apimentado (R$ 41,05) (Foto: Fernando Moraes)

13. RITZ: pioneiro, na década de 80, em oferecer um hambúrguer de mais qualidade, o restaurante faz um memorável jubileu, com queijo emmental, rúcula e tomate-caqui ao molho apimentado. Vale por uma refeição e inclui um acompanhamento, como os famosos bolinhos de arroz. 41,05 reais.

Ruella - Ed.: 2356
Ruella: lanche é feito com hambúrguer de fraldinha (R$ 42,00) (Foto: Fernando Moraes)

14. RUELLAo pão marcadinho da grelha já indica o capricho no preparo. A cada mordida no hambúrguer de fraldinha, dá para perceber os sabores do queijo gruyère, dos chips de presunto cru e da salada, composta de cebola-roxa, tomate e alface-americana com maionese. 42 reais.

TWELVE BISTRO - Ed.: 2356
Twelve Bistro: hambúrguer tem foie gras caramelado (R$ 55,00) (Foto: Fernando Moraes)

15. TWELVE BISTROesqueça qualquer uso inapropriado da palavra “gourmet”. Este hambúrguer aquié caro e vale cada centavo: leva bastante foie gras, belamente caramelado. Para completar o paladar marcante do fígado, basta uma porção de cebola puxada no vinagre balsâmico. 55 reais.

Tabela hambúrguer - Ed.: 2356
(Foto: Foto: Lucas Lima / Arte: Danilo Braga)

Mesmo que sair para comer um hambúrguer tenha virado um dos programas favoritos do paulistano, ainda há quem prefira prová-lo em casa. Para testar doze opções vendidas prontas nos supermercados, foi escalado um time de quatro especialistas: Maria Helena Guimarães, do restaurante Ritz; Julio Raw, do Z Deli Sanduíches; Luiz Cintra, do St. Louis; e Paulo Yoller, da hamburgueria Meats, eleita a melhor da cidade na última edição especial “Comer & Beber”.

Entraram na avaliação desde bifes finos de 56 gramas até os mais grossos, com 210 gramas. Os especialistas consideraram quesitos como apresentação, aroma, textura e sabor. O resultado não foi bom. Numa escala de 0 a 10, o mais bem colocado alcançou apenas a nota 5. Trata-se do Brangus Burger, feito com carne de gado da raça homônima pela marca Goldy Alimentos ao preço de 15,60 reais (420 gramas).

Sete produtos receberam nota 0 ou 1. “Mesmo considerando que vários deles têm preço mais em conta, a textura pastosa da carne e o excesso de sal não são toleráveis”, criticou Luiz Cintra. Para Julio Raw, é preciso tomar cuidado com os hambúrgueres mais grossos, vendidos em embalagens vistosas.“Não necessariamente os mais caros são melhores”, diz Raw. Prova disso é o empate na lanterna do Aurora Carne Bovino, vendido por 7,99 reais a caixa com 672 gramas, com o Sadia Max Burger, cuja embalagem de 480 gramas, por 17,30 reais, anuncia o “tamanho diferenciado” do produto.

Confira abaixo a opnião dos especialistas:

Paulo Yoller - Ed.: 2356
Paulo Yoller: chef e sócio da hamburgueria Meats (Foto: Lucas Lima)

“Hambúrguer acrescido de gordura de picanha é o maior mito. Alguém aqui já comprou uma picanha sem gordura? Está na cara que é um hambúrguer mutante.” Paulo Yoller, chef e sócio da hamburgueria Meats

Maria Helena Guimarães - Ed.: 2356
Maria helena Guimarães: restauratrice do Ritz (Foto: Lucas Lima)

“Encontrei pedaços de nervo no meio dos bifes, e o aroma de muitos não lembra nem de longe o de carne bovina. Só com muito refrigerante para encarar. ” Maria Helena Guimarães, restauratrice do Ritz

Julio Raw - Ed.: 2356
Julio Raw: chef e sócio do Z Deli Sanduíches (Foto: Lucas Lima)

“A carne prensada demais perde a textura, parece uma pasta. Seria melhor uma moagem mais grossa, para deixar o hambúrguer mais aerado.” Julio Raw, chef e sócio do Z Deli Sanduíches 

Luiz Cintra - Ed.: 2356
Luiz Cintra: proprietário do St. Louis (Foto: Lucas Lima)

“O excesso de sal aumenta a salivação e disfarça os sabores. É um truque muito utilizado pela indústria, junto com o glutamato monossódico.” Luiz Cintra, proprietário do St. Louis

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  • Italianos / Cantina / Trattoria

    uttina

    Rua João Moura, 976, Pinheiros

    Tel: (11) 3083 5991

    VejaSP
    2 avaliações

    Cuidada pelo casal de proprietários Filomena Chiarella e José Otávio Scharlach, a trattoria tem os melhores lugares no salão dos fundos, junto ao quintal com jabuticabeiras. O quarteto de antepastos — sardela, patê de ricota, berinjela desfiada e azeitona verde— é a indicação para começar (R$ 28,00). Feito na casa como todas as massas frescas, o nhoque (R$ 48,00) tem uma leveza extraodinária, que, vez ou outra, pode ser prejudicada pelo molho de tomate ácido. Se pedida foi uma carne, vá de cordeiro cozido com purê de feijão‑branco aromatizado por marcante quantidade de gengibre (R$ 63,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Carnes

    Templo da Carne Marcos Bassi

    Rua Treze De Maio, 668, Bela Vista

    Tel: (11) 3251 1488

    VejaSP
    30 avaliações

    Continua uma das referências em carnes a churrascaria criada por Marcos Bassi e há três anos comandada por suas herdeiras, a viúva Rosa Maria e as filhas Tatiana e Fabiana. Embora os cortes tenham qualidade notável, isso não impediu um tropeço numa das visitas, que leva à perda de uma estrela. Solicitada como entrada, a costelinha de porco (R$ 68,00) só apareceu junto com as carnes, o ótimo prime rib (R$ 128,00), servido quase sem sal, e um assado de tira que era pura gordura (R$ 118,00). Essa mesma porção voltou à mesa após os pratos principais ressecada depois de dormir na grelha, coisa inadmissível em uma casa de tão alta categoria. No quesito dos acompanhamentos, a mandioca cozida continua inigualável (R$ 25,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cozinha contemporânea

    Cantaloup

    Rua Manuel Guedes, 474, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3078 3445 ou (11) 3078 9884

    VejaSP
    5 avaliações

    A parceria do proprietário Daniel Sahagoff com o chef Valdir de Oliveira tem mantido o Cantaloup numa posição privilegiada entre os representantes contemporâneos. Nota-se esse entrosamento pela qualidade de pratos como a tortinha de queijo gorgonzola doce enfeitada com noz-pecã e folhas de mache ao vinagrete de mel (R$ 39,00) e o lombo de cordeiro em crosta de amêndoa com risoto de cogumelo (R$ 98,00). Numa apresentação diferente, o petit gâteau de framboesa vem cercado por uma casquinha crocante ao lado de sorvete de pistache (R$ 29,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chope e cerveja

    Bar Léo

    Rua Aurora, 100, Santa Efigênia

    Tel: (11) 3221 0247

    VejaSP
    Sem avaliação

    O que falar de um bar que segue na mesma toada desde 1940? Gente de toda a cidade continua a se apinhar no folclórico salão de decoração da Baviera em busca do chope Brahma (R$ 8,50) e dos petiscos benfeitos. O bolinho de carne (R$ 29,00, três unidades) faz jus à fama e vem bem temperado. Outra pedida que costuma agradar é o bolinho de bacalhau (R$ 8,50). Mas é bom ficar esperto: o primeiro sai de segunda a sexta e o segundo, só às quartase aos sábados. Pratos também têm dia certo para aparecer, como a rabada com agrião e polenta (R$ 39,00) das terças.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Botecos

    Bar da Dida

    Rua Melo Alves, 98, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3088 7177

    VejaSP
    2 avaliações

    Por mais que a dona, a ex-produtora de teatro Adriana Oddi, não fique todo tempo ali, as coisas funcionam. Nas mesas espalhadas pelo estacionamento do imóvel vizinho, o pessoal descolado, o que inclui alguns grupos gays, compartilha garrafas de cerveja (Original, R$ 12,00). Caipirinhas, entre elas a de lima-da-pérsia, também são escaladas (R$ 22,00). Montado na ciabatta, o tostex de peito de peru, queijo brie e geleia de pimenta sai a R$ 29,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cafés

    Lavazza Espression

    Alameda Santos, 1091, Cerqueira César

    5 avaliações
  • Parques de diversão

    Wet’n Wild

    Rodovia Dos Bandeirantes, Km 72, Fazenda Tamburi

    Tel: (11) 4496 8000

    7 avaliações

    Localizado a 60 quilômetros da capital, tem 7 milhões de litros de água e 25 atrações. O Vortex, inaugurado no dia 19 de outubro de 2014, fica a 24 metros do chão, o equivalente a um prédio de seis andares. Durante a queda de 12 metros, a boia que comporta até seis pes­soas por vez pode atingir a velocidade de 70 quilômetros por hora. No meio do to­bogã, um funil gigante, com 18 metros de diâmetro, aumenta a adrenalina. Outra atração é o Kamikaze, com dois tobogãs de 18 metros. No R4lly, a criançada pode encarar, com a cabeça para a frente e a barriga para baixo, os 100 metros de extensão do escorregador que imita um espaço de corrida. São quatro "pistas" e a velocidade da descida chega a 60 quilômetros por hora. Os menorzinhos vão gostar do Lazy River. Ali, eles flutuam por uma suave correnteza numa espécie de rio de 320 metros de extensão.

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  • Carmen Miranda vendeu para o mundo a imagem da brasileira sorridente, malemolente e com bananas na cabeça. De espírito contestador e sem medo de se filiar ao óbvio, o paulistano Antonio Henrique Amaral, hoje com 78 anos, levou para os Estados Unidos quadros em que a fruta aparece como protagonista. Elas surgem verdes (como em Brasiliana, de 1969), às vezes amarradas por cordas, espetadas por talheres e outras tantas amarelas e vistosas. Posam ao lado da bandeira do Brasil e de outros países, a exemplo do óleo Boa Vizinhança, de 1968. A mostra, com 160 itens, ocupa sete salas da Pinacoteca e faz um bom retrospecto da obra de Amaral, que viveu na Argentina e em Nova York. Em sua carreira, envolveu-se com a gravura e com os murais pop (representados pela série Anima & Mania) até chegar aos desenhos mais recentes, feitos com aquarela. Nesse passeio por diferentes técnicas, contou com ensinamentos do mestre em xilografia Lívio Abramo e estudou com o designer italiano Roberto Sambonet. O ponto em comum em toda a sua produção está na progressão em série das imagens explícitas. Sempre fortes, as cores despertam para a violência do contexto histórico no qual foram criadas e revelam um artista crítico e em constante mudança. De 7/12/2013 a 23/2/2014.
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  • Baseado no livro do rabino Nilton Bonder, o monólogo A Alma Imoral estreou em julho de 2006 no Rio de Janeiro em uma sala onde mal cabiam cinquenta pessoas. O interesse imediato e crescente surpreendeu a própria atriz e adaptadora Clarice Niskier. Pronta para conquistar novos fãs, Clarice volta para uma temporada no Teatro Eva Herz. O sucesso pode ser justificado pela identificação imediata do público com as palavras. Em um roteiro quase informal, a intérprete fala a respeito da sua primeira e arrebatadora impressão ao ler a obra de Bonder e divide questionamentos com a plateia. Inspirada em conceitos bíblicos e filosóficos, ela reflete sobre o certo e o errado, o moral e o imoral ou a necessidade de trair para romper limites e estabelece uma conversa franca e provocativa. Clarice aparece nua em boa parte da montagem e transforma um tecido preto em figurinos. Guiada pela sutil supervisão do diretor Amir Haddad, seduz cada espectador como se fosse o único. Estreou em 14/3/2008. Até 11/12/2016.
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  • Adaptação de Hector Babenco e Marco Antônio Braz para romance de Lolita Pille. Dirigida pelo cineasta Hector Babenco, seu marido, a atriz Bárbara Paz brilha no palco na pele de uma garota fútil e arrogante. A transposição do livro, uma espécie de diário, peca ao manter a linguagem em primeira pessoa. Numa aposta verborrágica, a personagem destila preocupações com roupas de grife e ainda sofre após noitadas sem limites. Mesmo depois da entrada em cena do playboy Andrea (vivido pelo ator Paulo Azevedo, que substitui Ricardo Tozzi), o excesso narrativo se mantém e compromete a encenação. Estreou em 07/10/2010.
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  • O rapper já se destacava no cenário do rap paulistano desde 2011 com mixtapes e EPs com suas rimas bem elaboradas. Esses pequenos trabalhos eram o que marcavam a sua trajetória benfeita. Ainda assim, faltava um disco completo para consolidar a carreira. O álbum A Coragem da Luz ficou pronto em abril e marca este novo passo. Ele extrapola as batidas do rap com influências do jazz, do zouk e até o violão da MPB. O rap na sua essência aparece em Ruaterapia, com a participação de Mano Brown e Max Castro. Vira algo grandioso em Quem É, que recebe arranjos da Orquestra Metropolitana e relaxa no suingue do soul em Groove do Vilão. Ele sobe com Renato Taimes (guitarra), Jhow Produz (bateria), Wesley Rodrigo (baixo) e Godô (backing vocal) e o DJ Mr. Brown. Dia 23/10/2016.
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  • Dizer que Lars von Trier é um diretor estiloso e marqueteiro parece chover no molhado. A primeira foto, os pôsteres e, finalmente, o polêmico trailer transformaram Ninfomaníaca em um filme-evento. Espertalhão, o cineasta dinamarquês dividiu o longa-metragem em duas partes, e há duas versões: uma com cortes e a outra integral (a ser lançada posteriormente). Conforme aponta o título, Ninfomaníaca — Volume 1 narra a primeira parte da história e possui um desfecho arrebatador para deixar na plateia um gosto de quero mais. A sequência, porém, deve estrear em março. Pelas primeiras duas horas, nota-se uma fluência narrativa, por vezes hipnótica, para contar a trajetória de Joe (Charlotte Gainsbourg). Essa mulher, encontrada ferida por Seligman (Stellan Skarsgard), decide abrir sua vida íntima para o estranho. Relembra sua infância e juventude e como o sexo entrou em seu cotidiano. Aos 15 anos (e interpretada por Stacy Martin), perdeu a virgindade com Jerôme (Shia LaBeouf), um mecânico que a deixou traumatizada. A partir daí, disputou com uma amiga quem teria o maior número de parceiros sexuais numa viagem de trem. Há algumas transas explícitas, mas aquém da pornografia. O choque, contudo, se faz presente — seja pela ousadia do tema, seja pela realização sem pudor. Estreou em 10/1/2014.
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  • Já nos primeiros minutos do drama, acompanha-se uma batalha entre a americana Susanna (Julianne Moore) e o inglês Beale (Steve Coogan), em Nova York. O casal está separado e disputa a guarda de Maisie (Onata Aprile), a filha compreensiva. Ficar com a menina, porém, revela-se uma questão de poder — e não de afeição. É então decidido: Maisie passa a morar com o pai e terá alguns dias ao lado da mãe. Enquanto Susanna se ocupa da carreira como cantora, seu ex-marido viaja pelo mundo. Tempos depois, ela se casa com Lincoln (Alexander Skarsgard), um jovem bartender, e ele assume seu romance com Margo (Joanna Vanderham), a babá da garotinha. Vem a seguir o real sentido do enredo. Susanna sai em turnê pelos Estados Unidos e Beale, enfronhado no trabalho, deixa Maisie aos cuidados da madrasta. Fica a pergunta: os pais são os que a geraram ou aqueles que cuidam e a amam? O delicado roteiro, desalinhavado como um novelo de lã, traz uma ideia bacana, inspirada no livro de Henry James (1843–1916) e conduzida sem pieguice pela dupla de diretores. Quem brilha é a pequena protagonista. De olhar expressivo e contida no gestual, Onata possui um talento bruto e foge do estereótipo dos atores mirins pré-fabricados. Estreou em 10/1/2014.
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  • Quem teve a ideia de juntar Robert De Niro e Sylvester Stallone num ringue merece um troféu. A premissa já é uma piada e vem dos filmes estrelados por eles: Stallone ficou famoso pelo premiado Rocky, um Lutador (1976) e Robert De Niro ganhou o Oscar por Touro Indomável (1980), no papel real do boxeador Jake La Motta. Nessa comédia dramática, ambos são sessentões cujos destinos foram opostos depois de abandonar a carreira, em meados da década de 80. Billy “The Kid” McDonnen (De Niro) se autopromoveu e virou um bem-sucedido empresário. Henry “Razor” Sharp só conseguiu ser funcionário de uma siderúrgica. O flho do ex-promotor das lutas deles (papel de Kevin Hart) faz a proposta para reuni-los trinta anos após a aposentadoria. Contudo, há imensas rusgas entre Kid e Razor por causa de um rabo de saia encorpado na (ainda) deusa Kim Basinger. Com farpas engenhosas e melosos problemas familiares, o roteiro tira a melhor graça da troça feita com o MMA. Também é bem sacada a sequência do embate, que desemboca em um momento de apertar o coração — menos pelo que ele representa e mais pelo esforço físico dos protagonistas. Estreou em 10/1/2014.
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  • Fabuloso realizador no passado, responsável por obras-primas como O Poderoso Chefão (1972) e Apocalypse Now (1979), Francis Ford Coppola tem errado (e muito) a mão em seus últimos filmes. Ainda pior do que o anterior, Tetro (2009), é este pseudoterror sobrenatural, também escrito por ele. Na trama, Val Kilmer interpreta Hall Baltimore, um escritor decadente que chega a um vilarejo para uma tarde de autógrafos. Fica intrigado com algumas esquisitices do lugar e, incentivado pelo xerife (Bruce Dern), decide permanecer por lá para escrever um novo livro sobre o sumiço de garotas. As visões do fantasma de uma menina (Elle Fanning) o levam a virar investigador e ele, pasme, recebe a ajuda de Edgar Allan Poe (Ben Chaplin) para solucionar o mistério. Da horrenda maquiagem à ausência de novidades, Coppola realça o equívoco numa condução para lá de cafona. Estreou em 10/1/2014.
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  • Muitos espectadores podem ver uma fita belga pensando tratar-se de um filme francês — esse idioma é um dos três oficiais daquele país. Foi o caso do revelador Propriedade Privada, denso drama estrelado por Isabelle Huppert e dirigido por Joachim Lafosse em 2006. Uma boa maneira de desfazer os equívocos sobre as produções das localidades vizinhas é conferir a Mostra Cinema Belga Contemporâneo, na Caixa Cultural. A partir de terça (14/1), serão exibidos dezesseis longas-metragens, a maioria inédita. Entre as boas opções está Bullhead, candidato da Bélgica ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2012, programado para o dia da abertura, às 17h30. A trama enfoca a trajetória de um fazendeiro, interpretado por Matthias Schoenaerts (de Ferrugem e Osso), viciado em anabolizantes. Uma pedida mais leve traz os cineastas Dominique Abel e Fiona Gordon como atores da deliciosa comédia nonsense Rumba, agendada para sexta (17/1), às 14h. O ciclo, que se estende até o dia 26, vai projetar também um trabalho de Jean-Claude Van Damme (JCVD) e a animação Uma Cidade Chamada Pânico, lançados apenas em DVD. De 14 a 26/1/2014.
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  • Uma das sugestões é Álbum de Família, estrelado por Meryl Streep
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  • Na virada deste sábado (12/4/2014) para este domingo (13/4/2014), ocorre, no complexo da Rua Augusta, o Cine Maratona. Os ingressos custam R$ 36,00 para ver três longas-metragens. Confira a programação: Sala 1 23h59 - Marina (2013), de Stinjn Coninx 2h - FILME SURPRESA 4h - Oldboy – Dias de Vingança (2013), de Spike Lee Sala 2 23h59 - Amante a Domicílio (2013), de John Turturro 2h20 - FILME SURPRESA 4h - Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2013), de Daniel Ribeiro Sala 3 23h59 - O Grande Mestre (2013), de Wong Kar-Wai 2h - FILME SURPRESA 4h10 - O Pequeno Fugitivo (2013), de Morris Engel, Ruth Orkin e Ray Ashley
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Fonte: VEJA SÃO PAULO