última chance

Veja obras imperdíveis antes que a Bienal acabe

Dicas para quem ainda não foi ao Pavilhão e só pode fazer uma visita rápida ao prédio

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Alberto Bitar
Fotografia do artista brasileiro Alberto Bitar (Foto: Divulgação)

Aberta em setembro, a 30ª edição da Bienal de São Paulo chega ao fim no dia 9 de dezembro.

Com o tema “A Iminência das Poéticas” e sob a curadoria do venezuelano Luis Pérez-Oramas, o evento reuniu cerca de 2.900 obras de 111 artistas. Até uma semana atrás, esta edição da Bienal recebeu a visita de 430 mil pessoas, segundo o curador. É um universo bem extenso de trabalhos das mais variadas plataformas e estilos. Alguns dos artistas seguirão em itinerância pós-Bienal, mas a lista com os lugares e os nomes de cada um deles ainda não foi divulgada. Oramas também selecionará o representante brasileiro da próxima Bienal de Veneza, a acontecer em 2014. O nome deve sair ainda esse ano.

Quem não tem tempo para ver tudo neste último fim de semana, pode aproveitar nossas dicas: seis artistas imperdíveis.

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Hans Eijkelboom e August Sander

Hans Eijkelboom
Fotografias de Hans Eijkelboom (Foto: Divulgação)

No terceiro andar do Pavilhão da Bienal, os trabalhos desses dois artistas tão distintos se completam de uma forma muito interessante. Eijkelboom retrata as ruas de diferentes cidades do mundo identificando padrões para criar suas séries de imagens que forma um imenso painel. Neles, há pessoas de Paris, Londres, Amsterdã, Nova York, Tóquio, Moscou e São Paulo clicadas com roupas, jeitos e atitudes semelhantes. O artista faz uma ótima reflexão sobre o mundo globalizado onde os limites entre o individual e o coletivo se confundem.

August Sander
Fotografia de August Sander (Foto: Divulgação)

De frente para os coloridos retratos do holandês estão os trabalhos de August Sander, um dos precursores da fotografia alemã. A série Pessoas do Século XX mostra, por meio de 600 retratos, um catálogo da diversidade política e cultural de seu país entre as duas grandes guerras. Chamam a atenção pessoas de diversas esferas sociais clicadas em seu dia a dia vestidos com uniformes nazistas.

David Moreno

David Moreno
Obra de David Moreno (Foto: Divulgação)

O artista americano utiliza instalações sônicas, experimentações eletroacústicas, desenhos e fotografias para discutir questões como a mortalidade e a condição animal do ser humano, sem deixar o humor de lado. Em uma de suas instalações, reúne fotos das máscaras mortuárias de grandes personalidades do passado -- escritores, políticos, filósofos, compositores -- e coloca um megafone na boca de cada um.

Sheila Hicks

Sheila Hicks
Obra de Sheila Hicks (Foto: Divulgação)

Os grandes trabalhos têxteis da americana impressionam por transitar livremente entre os limites da arte, do artesanato e do design. Sheila Hicks desenvolve, há mais de seis décadas, uma obra calcada na exploração criativa de técnicas tradicionais e modernas de manipulação têxtil, apostando na delicadeza dos bordados. Impossível não ficar vontade de tocá-los.

Lucia Laguna

Lucia Laguna
Pintura de Lucia Laguna (Foto: Divulgação)

A paisagem é o tema principal das pinturas da fluminense, e o uso de densas camadas cromáticas, uma marca. Em seus trabalhos, a paisagem urbana conecta-se com a natureza, como que se retratasse uma cidade do Rio de Janeiro real e sonhada. Outra característica interessante é que as obras de Laguna passam pela interferência de várias mãos durante a confecção.

Alberto Bitar

Alberto Bitar
Fotografia de Alberto Bitar (Foto: Divulgação)

O fotógrafo paranaense impressiona com seus cliques sobre cotidianos distintos, como as incríveis séries Sobre o Vazio, que traz apartamentos sem nenhuma presença humana, mas com vestígios deixados pelos moradores, e Corte Seco, em que uma cena de crime estilizada é mostrada de vários ângulos. O trabalho de Bitar é constituído de fotografias ao mesmo tempo impactantes, estranhas e surpreendentes, onde ele faz das modificações luminosas e das variações na velocidade de captação um modo particular de registrar ocorrências fugazes.

Fonte: VEJA SÃO PAULO