Mistérios da Cidade

O arquipélago de lixo no Rio Pinheiros

Cena se tornou comum entre as pontes Cidade Universitária e Eusébio Matoso

Por: Mauricio Xavier [Com reportagem de Caroline Santos, Laura Ming, Raphael Martins e Tatiana Babadoboulos]

A cena tornou-se comum no Rio Pinheiros, entre as pontes Cidade Universitária e Eusébio Matoso: montanhas de lixo, terra e entulho, boa parte trazida pelo poluído Córrego Pirajuçara, formam ilhas de sujeira na superfície. A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) contrata terceiros para extrair, em média, 50 000 metros cúbicos de resíduos por mês. O material é levado para o aterro sanitário Cava de Carapicuíba, na Grande São Paulo. O Rio Pinheiros está impróprio para banho desde 1940.

+ Grupo se mobiliza contra 'Woodstock' na Vila Madalena

› A sujeira fica mais visível quando o nível do rio está baixo, durante épocas de estiagem. Apesar de os córregos serem apontados como os principais vilões, o lixo vindo das ruas polui quase na mesma proporção

› O trabalho de desassoreamento do fundo custa, em média, 70 reais por metro cúbico

› Por ano, são retirados cerca de 600 000 metros cúbicos, o que representa 42 milhões de reais

Fontes: Associação Águas Claras do Rio Pinheiros e Emae

Fonte: VEJA SÃO PAULO