Cidade

Aeroporto de Guarulhos inaugura terminal para 12 milhões de passageiros ao ano

Com free shop gigante e tecnologia avançada, a promessa é tirar paulistanos e turistas do sufoco e não fazer feio na Copa do Mundo

Por: Carolina Giovanelli - Atualizado em

Terminal 3 do Aeroporto de Guaurulhos
O novo terminal tem cinco pavimentos: só voos internacionais desembarcarão ali (Foto: Mario Rodrigues)

Viajamos cada vez mais de avião. Para sofrimento dos passageiros, porém, os aeroportos falharam em acompanhar esse crescimento. Resultado: filas, atrasos, bagagens perdidas para nunca mais ser achadas e muita gente insatisfeita com o serviço. O Aeroporto Internacional de Guarulhos, a principal porta de entrada de São Paulo e do país, reflete bem a que ponto chegou o gargalo. Em 2003, o local recebeu 11,5 milhões de viajantes. Uma década depois, esse número mais que triplicou, subindo para 36 milhões — ou seja, 6 milhões de pessoas a mais do que permite sua capacidade. Ao longo do período, nenhuma obra realizada foi suficiente para tirar paulistanos e turistas do sufoco.

 

Área de embarque do Aeroporto de Guarulhos
A ampla sala de embarque: área repleta de restaurantes e de postos de serviços (Foto: Mario Rodrigues)

A um mês da Copa, o panorama deve começar a mudar neste domingo (11), quando Cumbica abrirá seu tão esperado terminal 3. A obra tem capacidade para comportar 12 milhões de viajantes por ano. Com isso, a capacidade total do aeroporto passará de 30 milhões para 42 milhões de passageiros ao ano. O terminal 3 receberá apenas voos internacionais. Neste primeiro momento, três companhias aéreas migrarão para lá: Lufthansa, Swiss e TAP. Até setembro, com uma pausa na época do Mundial, mais dezoito empresas se instalarão ali. O objetivo é, assim, desafogar os outros terminais — o 1 se dedicará aos voos domésticos, o 2 será misto e o 4, inaugurado em fevereiro de 2012, continuará sendo usado exclusivamente pelas companhias domésticas Azul, Trip e Passaredo. 

Garrett Porpcorn no Aeroporto de Guarulhos
Garrett Popcorn: loja de pipoca gourmet, no terminal 2 (Foto: Mario Rodrigues)

 

Para que nada dê errado antes de abrir as portas, cinquenta simulações com 4 700 figurantes voluntários ajudaram a testar a estrutura nas últimas semanas. Com arquitetura moderna, o edifício de pé-direito de 18 metros é todo envidraçado e tem muito espaço para circulação. A mudança é gritante em relação aos escuros e estreitos edifícios antigos. “Como foi inaugurado em 1985, o aeroporto possui um visual datado”, diz o arquiteto Andrei de Mesquita Almeida, do grupo Typsa- Engecorps, responsável pelo projeto. “Nosso desenho para o terminal 3 dialoga com aeroportos internacionais, principalmente os europeus e asiáticos.”

Antonio Miguel Marques, presidente do GRU Airport
Antonio Miguel Marques, presidente do GRU Airport: conforto e fuxo rápido como prioridades (Foto: Mario Rodrigues)

Realizadas durante um ano e nove meses, as obras se viabilizaram devido a uma mudança importante. Em novembro de 2012, a gestão do aeroporto foi transferida da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para a concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos S.A., formada pela administradora sul-africana ACSA e pela Invepar (aliança de fundos de pensão brasileiros com a construtora OAS), que adquiriu em leilão o direito de tocar o negócio por duas décadas ao preço de 16,2 bilhões de reais. Segundo Antonio Miguel Marques, presidente do GRU Airport, mais que seguir ideias gringas, foi preciso levar em conta o gosto brasileiro na concepção do terminal 3. “Para nós, ir ao aeroporto é um programa de família, vai todo mundo se despedir”, afirma. “Por isso, tivemos de aumentar a oferta de serviços na área pública."

 

mapa Aeroporto de Guarulhos
(Foto: VEJA SÃO PAULO)

Ainda assim, o “filé” está mesmo na área restrita, de acesso permitido apenas a quem está viajando. Nesse pedaço, os gastões devem fazer a festa. No desembarque, ficará o maior free shop da rede Dufry do mundo, com 4 400 metros quadrados. Antes do saguão de embarque, por um bulevar de luxo desfilarão dezesseis grifes, como Salvatore Ferragamo, Burberry e Michael Kors, cujas mercadorias têm tributação especial e saem mais em conta. Restaurantes inéditos no país abrirão as portas em Cumbica, caso do Olive Garden, de comida italiana, e do Margaritaville, bar com decoração temática tropical. Os dois pertencem à International Meal Company, que também trará ao terminal 2 a primeira unidade nacional do Red Lobster, de frutos do mar. Há duas semanas, na mesma área, surgiu a primeira filial do Garrett Popcorn, loja de pipoca gourmet.

Em relação à parte estrutural, o fluxo de passageiros deve ficar mais rápido com o uso de equipamentos modernos, a exemplo de uma máquina que realiza a leitura do cartão de embarque e totens de check-in automático. Ao longo do ano, serão implementados ainda um sistema que permite aos aviões pousar com visibilidade zero (são 830 pousos e decolagens por dia), um controle de distribuição de bagagem automatizado e portão eletrônico para checagem de passaporte e digitais apenas para uso de brasileiros.

Sala VIP
Sala VIP: por 800 reais, é possível aproveitar massagem e bistrô (Foto: Mario Rodrigues)

Um dos maiores calvários dos viajantes, as filas na imigração também contam com uma esperança de, pelo menos, se tornarem menos irritantes. Até quinta (15), será finalizada a transição da atual empresa terceirizada para outra que cuidará do atendimento. “Vamos ter 200 funcionários a mais”, promete Rodrigo de Jesus, delegado da Polícia Federal responsável por esse setor. Uma tecnologia que acelera de cinco a dez segundos o tempo de atendimento no guichê foi implementada no mês passado. No caso da falta de táxis em horários de pico, outro aborrecimento recorrente, não há perspectiva de solução imediata, já que a operação segue sem competição, com uma só empresa. Neste último ano, o gargalo de falta de estacionamento para aeronaves teve uma melhora com a abertura de um pátio. Com o terminal 3, serão 34 novas vagas. “Isso, porém, não resolve tudo, já que seria necessário criar uma terceira pista para decolagem e pouso para ter mais movimento de aviões”, diz Leonardo Lefkovits, mestre em logística com especialidade em transporte aéreo.

 

Leitor de cartão de embarque no Aeroporto de Guarulhos
Tecnologia avançada: uma máquina faz a leitura do cartão de embarque (Foto: Mario Rodrigues)

Desde a privatização do aeroporto, já foram feitas algumas melhorias nos terminais antigos, como a abertura de uma nova praça de alimentação e a construção de um edifício com 2 600 vagas de garagem. Foram trazidas nove novas companhias que adicionaram destinos diretos inéditos, como Etiópia e Havana. Além disso, um gigante das aeronoves, o Boeing 747, de dois andares, pousou em Guarulhos pela primeira vez no dia 30 de março após pequenas adequações. Em abril, foi inaugurada uma elegante área vip para clientes dispostos a desembolsar 800 reais. Ali, é possível receber massagem, tomar banho e fazer reuniões de negócios. Quem administra o lugar é o concierge suíço Claudio Enrico Caratsch, experiente em recepcionar ricos e famosos. “Uma das pessoas que mais gostei de conhecer foi o Elton John”, diz ele, que agora espera pelo príncipe Harry, que virá torcer para a Inglaterra. Até a Copa, terão sido investidos 2,9 bilhões de reais — mais 1,6 bilhão será injetado até 2032, quando termina o contrato com essa concessionária.

Boeing 747
Boeing 747: a aeronave de dois andares desceu pela primeira vez em Guarulhos em março (Foto: Arquivo GRU Airport)

Na Copa, o aeroporto terá áreas reservadas, com segurança reforçada, para a recepção de doze delegações de atletas. Salas temáticas para torcedores, com TVs e jogos interativos, também estarão disponíveis. Não se espera, porém, maior fluxo de passageiros. “A quantidade de voos não aumenta tanto, pois o turismo de lazer cresce, mas o turismo de negócios cai”, acredita Marques. Para o especialista Respício Espírito Santo, a abertura do terminal 3 aconteceu muito em cima de um megaevento. “Um mês não é o suficiente para realizar todos os ajustes”, critica. Uma pesquisa de qualidade realizada pela Secretaria de Aviação Civil com cerca de 18 000 passageiros no último trimestre colocou Cumbica em penúltimo lugar entre quinze aeroportos, acima apenas do de Cuiabá (no levantamento anterior, realizado no fim do ano passado, Guarulhos ficou na rabeira). As melhorias demoraram a chegar, mas espera-se que agora Cumbica decole de vez com o seu pacote de novidades e proporcione céu de brigadeiro a seus hoje tão maltratados viajantes.

check-in
(Foto: VEJA SÃO PAULO)
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  • Franceses

    Le Jazz Brasserie - Shopping Iguatemi

    Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2232, Jardim Paulistano

    Tel: (11) 3097 8331

    VejaSP
    12 avaliações

    Não sem um quê de improviso, o primeiro Le Jazz Brasserie foi aberto por sete amigos em um espaço apertado, no térreo de um prédio residencial em Pinheiros. O local, onde havia funcionado uma oficina mecânica, nem espaço para estoque tinha. Mas deu tão certo que se multiplicou por mais dois endereços vistosos, um nos Jardins (3062-9797) e outro no Shopping Iguatemi (3097-8331). A política é igual em todas a unidades: receitas tradicionais a preços que cabem no bolso. Quem cuida do salão é o sócio Gil Carvalhosa Leite, enquanto o chef Chico Ferreira se ocupa da cozinha. Por R$ 63,50, saboreia-se o peito de pato malpassado na medida junto ao molho de tangerina com espinafre e purê de batata. Mais moderna, a lula cortada como um espaguete à carbornara foi decalcada da receita criada pelo chef francês Jean-François Piège e pode ser saboreada de entrada. O molho leva parmesão, crocante de presunto cru, uma gema de ovo no centro e salsinha picada (R$ 43,50). Feita com duas fatias de pão recheadas de geleia de frutas vermelhas, a rabanada quentinha contrasta com o gelado do sorvete de baunilha (R$ 22,50).

    Preços checados em 14 de junho de 2016.

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  • Latinos

    Maremotto

    Rua Doutor Mário Ferraz, 479, Jardim Paulistano

    2 avaliações
  • Cozinha variada

    Max Abdo Bistrô

    Rua Peixoto Gomide, 1658, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3062 5557

    VejaSP
    1 avaliação

    Desde a inauguração, um saboroso detalhe do couvert (R$ 7,00) é difícil de esquecer: uma manteiga rosa, feita com morango. Ainda para abrir o apetite, vai bem o mix de cogumelos com geleia de pimenta (R$ 25,00). Trazido no ponto solicitado, o bife ancho alto vem acompanhado de escarola e palmito (R$ 61,00). Para um prato vegetariano, invista na berinjela à parmigiana com mussarela, parmesão e um toque inconfundível de ricota defumada (R$ 51,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Bares variados

    Mundial

    Rua Girassol, 354, Vila Madalena

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  • Cervejas especiais

    Coisa Boa

    Rua Pedroso Alvarenga, 909, Itaim Bibi

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    As bolotas de carne podem ser incrementadas com molhos e queijos
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  • Pela sexta vez a cidade recebe o SP Burger Fest. A partir desta sexta (15/5), mais de oitenta estabelecimentos participam desta edição do evento, que vai até o dia 31. Como regra, cada um deles cria no máximo três receitas. É o caso do Obá, restaurante que servirá sanduíches de inspiração tailandesa, italiana e mexicana. O thai leva carne de cordeiro, curry, molho de iogurte, ervas, relish de pepino e gengibre. Uma versão com polpettone de fraldinha recheado de mussarela, tomate confitado, rúcula e manjericão é chamada de la dolce vita. O del desierto mexicano é composto de hambúrguer feito de coxa e sobrecoxa de frango temperado com um mix de cebola e alho-poró desidratados, pasta de feijão, guacamole, alface, tomate e molho picante. Todos têm preço individual de R$ 38,00 e chegam na companhia de batata frita rústica. Duas feirinhas gastronômicas acontecem paralelamente para abrir e encerrar o festival. Uma delas, a Burger Weekend, terá trinta horas de duração. De 15 a 31/5/2015
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  • Um novo espetáculo comemora os trinta anos da competente Pia Fraus, expert na manipulação de bonecos. O grupo já levou ao palco boas peças, como Filhotes da Amazônia e a recente Círculo das Baleias, também em cartaz, e agora apresenta Kachtanka. O título da montagem é o nome de uma cachorrinha que se perde dos donos no Carnaval. Para encontrá-la, o menino Juvenal distribui fotos pela cidade e sai perguntando por ela para todo mundo. Os pedestres abordados são as crianças da plateia, que se envolvem tão intensamente na trama que a interação quase se descontrola. A peça, uma adaptação do conto homônimo de Tchekov, traz ainda as aventuras de Kachtanka durante o período em que esteve longe de casa. Após enfrentar adversidades na rua, ela vai parar em um circo, onde é acolhida por dois divertidos palhaços, interpretados pelos também manipuladores Gilberto Caetano e Filipe Bregantin. A direção é de Wanderley Piras. Fernando Soffatti completa o elenco. Estreou em 1º/5/2014. Até 9/11/2014.
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  • O que não se enquadra, que está à margem, excluído, parece guiar o interesse artístico do fotógrafo Miguel Rio Branco. Teoria da Cor apresenta quarenta trabalhos feitos em mais de cinco décadas de carreira. Logo na entrada, o submundo do interior brasileiro aparece em preto e branco. Penduradas em suportes de papelão, fotos retratam prostitutas, garimpeiros e carcaças de abatedouros de uma violência que mistura sangue e indiferença. Mesmo quando ampliadas e coloridas, as imagens focam cicatrizes ou roupas velhas das mulheres clicadas. A instalação Entre os Olhos, o Deserto aborda esse tema na divisa entre Estados Unidos e México ao projetar rostos, paisagens isoladas e objetos abandonados na fronteira. Em outro espaço, fotografias de tubarões impressas em lenços suspensos reproduzem as ondulações do mar. Aqui as cores vibrantes marcam a obra, que faz parte do acervo do Instituto Inhotim, de Minas Gerais, onde Rio Branco tem um pavilhão dedicado à sua produção. De atmosfera completamente diferente, uma sala decorada com espelhos antigos e mal iluminada por lâmpadas incandescentes que quase não deixam visíveis os recortes de jornal expostos traz música ambiente típica do cinema mudo. O que une toda a seleção, exibida em um andar da Estação Pinacoteca, é a potência das peças. A bela ambientação colabora para garantir a imersão no mundo sujo que o artista se propõe a explorar. Até 19/7/2014.
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  • Como atriz do Grupo XIX de Teatro, a paulistana Janaina Leite participou dos espetáculos Hysteria (2002) e Hygiene (2005) em que os limites de ficção e realidade beiravam o subjetivo. Em seguida, dramatizou o fim de sua relação com o filósofo Felipe Teixeira Pinto em Festa de Separação (2010). Na mesma linha do documentário cênico, ela surpreende pelo equilíbrio de razão e emoção ao protagonizar e dirigir Conversas com Meu Pai. A montagem ganhou encorpada dramaturgia de Alexandre Dal Farra, ao mesclar fatos reais e verídicos sem especificar a natureza de cada um, para mostrar o desabafo de uma filha. Em um primeiro momento, o foco recai sobre Janaina e os bilhetes deixados por seu pai, Alair Pereira Leite (1950-2011), que perdeu a capacidade de fala e se expressou por escrito nos seis anos finais de vida. Longe da pieguice, a proposta toma amplitude ao optar pela incomunicabilidade entre as pessoas e, numa fusão de imagens em vídeo e música, Janaina atinge um intenso momento de atriz. O ápice é a cena em que, abafada pela canção Amor Perfeito, na gravação de Roberto Carlos, a protagonista não pode ser ouvida pela plateia. Esse solo dura mais de três minutos. Surda e muda, assim como o público, ela transcende o teatro. Estreou em 25/4/2014. Até 14/12/2014.
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  • Protagonizada por Sandra Dani e Luiz Paulo Vasconcellos, a montagem da tragicomédia de Samuel Beckett vem do Rio Grande do Sul. Winnie, uma mulher enterrada até a cintura, não consegue se comunicar com Willie, o marido desatento e dorminhoco. Estreou em 12/4/2014. Até 18/5/2014.
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  • Kerouac mostra a história do autor de On the Road. Laila Garin vive a cantora Elis Regina em Elis, a Musical
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  • Com o bem-sucedido Música para Cortar os Pulsos (2010), o autor e diretor Rafael Gomes dialogou com canções de Chico Buarque, Marina Lima e Roberto Carlos. No drama O Convidado Surpresa, ele e os integrantes da Cia. Empório de Teatro Sortido enveredam pela literatura através da dramaturgia inspirada no livro homônimo. Em uma história real, o escritor Grégoire Bouillier cura a ferida de um abandono, enquanto caminhos o levam a conhecer a artista plástica Sophie Calle. Os atores Thiago Ledier e Mayara Constantino imprimem relativa intensidade em suas intenções, mas sobrou verborragia. A montagem ainda carece de um jogo cênico mais elaborado para contar melhor a trama. Estreou em 21/3/2014. Até 24/8/2014.
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  • De voz poderosa e temperamento difícil, a soprano americana Maria Callas (1923-1977) é homenageada na nova coreografia de Anselmo Zolla criada para o grupo Studio3. Em Paixão e Fúria — Callas o Mito, vinte bailarinos dirigidos por José Possi Neto estrelam duas sessões no Teatro Alfa. Faz uma participação especial a paulistana Marilena Ansaldi, de 80 anos. Com extensa trajetória, ela já passou pelo Teatro Municipal e Balé Bolshoi e foi uma das responsáveis por difundir o conceito de dança-teatro no país. Dias 21 e 22/3/2015.
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  • O cantor Thiaguinho faz show de lançamento do DVD #VamoQVamo, no Espaço das Américas. O trabalho tem músicas inéditas, como a que dá título ao álbum e Palmas, com participação de Lucas Lucco, além de versões para clássicos do pagode, como Marrom Bombom, Mina De Fé e Temporal. Dia 4/6/2016.
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  • Em À Procura de Elly (2009) e A Separação (2011), o diretor iraniano Asghar Farhadi fazia emergir de roteiros fabulosos situações que pediam a cumplicidade do espectador. Fica impossível também não compartilhar com os personagens do formidável O Passado os desconfortantes momentos que surgem ao longo de duas horas. A trama se inicia quando Marie (Bérénice Bejo, premiada no Festival de Cannes) vai buscar o ex-marido Ahmad (Ali Mosaffa) no aeroporto de Paris. Após quatro anos ausente, ele voltou do Irã para assinar a papelada do divórcio. Marie o hospeda na casa que agora divide com seu namorado, Samir (Tahar Rahim), e o pequeno e rebelde filho dele. Lá ainda moram as duas filhas de Marie, frutos de um casamento anterior. As garotas adoram Ahmad, a quem consideram um pai, e desaprovam o novo relacionamento da mãe. Há outros fatos graves que envolvem os três protagonistas e os coadjuvantes. É uma constante na filmografa do realizador: todos os personagens são importantes e têm algo a dizer. Ele repete também a fórmula de roteiro que se abre aos poucos, com perguntas, surpresas e reviravoltas. Pela primeira vez, Asghar Farhadi filma em francês. Trata-se da força de seu cinema expandindo as fronteiras. Embora conte com um ator iraniano e outro de origem argelina, o filme se afasta das questões islâmicas, presentes em seus trabalhos anteriores. Os temas agora passaram para uma grandeza universal. Estreou em 8/5/2014.
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  • O começo da história promete uma comédia romântica. Solteira, a advogada Carly Whitten (Cameron Diaz) conhece o empresário bonitão Mark King (Nikolaj Coster-Waldau). O relacionamento anda um mar de rosas até que, ao fazer uma surpresa na casa do namorado, Carly tem uma tremenda decepção: o sujeito é casado. A esposa dele, a insossa dona de casa Kate (Leslie Mann), entra em parafuso ao saber da amante e insiste em pedir conselhos dela para enfrentar a infidelidade. Kate vence pelo cansaço e Carly decide ajudar a nova amiga. O romantismo, então, dá lugar a uma trama de vingança em tom feminista. Quem viu a novela Avenida Brasil vai lembrar na hora de Cadinho, o personagem de Alexandre Borges que tinha três mulheres. O mesmo ocorre aqui: a terceira ingressa no enredo lá pela metade do flme e trata-se de uma jovem de formas perfeitas (papel de Kate Upton), igualmente enganada. Entre dispensáveis cenas de escatologia e planos de revanche manjados, o humor dá as caras timidamente. Estreou em 8/5/2014.
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  • Em abril de 1974, a jovem radialista suíça Julie (Valérie Donzelli) é designada pelo chefe e amante para cumprir uma tarefa em Portugal. Acompanhada do experiente repórter Cauvin (Michel Vuillermoz) e do técnico de som Bob (Patrick Lapp), ela deve narrar aos conterrâneos as benfeitorias prestadas por seu país. Auxiliados por um tradutor improvisado (Francisco Belard), eles encontram uma nação atrasada. Entre as gentilezas dos suíços para ajudar os portugueses, está, veja só, um relógio doado a um colégio. As decepções seguem até a equipe deparar com um fato histórico: a Revolução dos Cravos insurge na capital. A fina ironia do roteiro atinge não só o insólito trabalho do grupo, mas também a estereotipada imagem dos revolucionários. Divertido e politizado, o longa-metragem resulta numa ácida sátira inspirada em personagens reais. Estreou em 8/5/2014.
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  • Segundo longa-metragem de Philippe Barcinski (Não por Acaso), o drama segue o protagonista em tempos distintos. Vicente (Ângelo Antônio) trabalha numa empresa que projeta aterros sanitários. Leva um casamento falido com uma dentista (Melissa Vettore) e tem no filho pequeno (Matheus Restiffe) a válvula para escapar da monotonia diária. Um outro Vicente é visto na mais arrasadora pobreza, catando restos num lixão e vivendo nas ruas. As tramas são encaminhadas alternadamente e resta ao espectador descobrir: o que levou Vicente a chegar a tal ponto? Apoiado na esplêndida fotografia do mestre Walter Carvalho e numa cuidadosa direção de arte, o diretor apresenta um roteiro esquemático e pouco crível com cenas rodadas em São Paulo. Brotam, contudo, emoções — seja pela intensa imersão de Ângelo Antônio no papel, seja pelo contato do personagem com a miséria. Estreou em 8/5/2014.
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  • A primeira edição do Festival de Finos Filmes Curtos começa na Faap e no Cinusp na terça (13). No dia seguinte, estende-se também ao MIS, onde segue até domingo (18). Serão exibidos 25 curtas-metragens, entre nacionais e estrangeiros. Com curadoria dos jovens cineastas Felipe Poroger e Quico Meirelles (filho de Fernando Meirelles), o evento tem entrada grátis. Na quinta (15), às 19h, o MIS traz a fita paulistana Quando o Céu Desce ao Chão, protagonizado por Sofia Botelho na pele de uma garota que não sabe se casa ou compra uma bicicleta. Logo na sequência, haverá outra atração de São Paulo. Trata-se de Meta, uma trama estrelada por Rafael Baliú e Adolpho Veloso sobre um cineasta à procura da garota de seus sonhos.
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  • Até domingo (18), o Centro Cultural São Paulo recebe a mostra Dias Nórdicos — O Cinema Nórdico de Gênero, em Perspectiva. O objetivo do ciclo é apresentar trabalhos vindos de países como Dinamarca e Suécia em contraste com longas-metragens de temáticas similares de outros cantos do planeta. Entre as melhores pedidas para combinar encontram-se Amor e Vulcão. Dirigido pelo austríaco Michael Haneke, o primeiro, contemplado com o Oscar de flme estrangeiro, foca o triste relacionamento de um casal de idosos. Sua exibição está marcada para sábado (17), às 19h45. Com assunto semelhante, o islandês Vulcão, cuja projeção se dá na quinta (15), às 19h15, acompanha um aposentado distante da família.
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  • O documentário O Louco Amor de Yves Saint Laurent (2010) focava a vida e a carreira do estilista francês em tom confessional por intermédio de seu parceiro, Pierre Bergé. Assim como o registro real, a cinebiografia Yves Saint Laurent leva o aval de Bergé. Isso quer dizer que o roteiro, claro, recebeu o o.k. dele, mas há passagens que abordam lados obscuros do costureiro, interpretado com perfeição por Pierre Niney. O recorte de sua vida é igualmente feliz. Começa em 1957 e termina em 1976 — Saint Laurent só morreu em 2008, aos 71 anos. Nascido na Argélia, o rapaz mostrava talento para desenhar vestidos ainda jovenzinho. Sua chegada à maison Christian Dior, a mais importante da alta-costura daquela época, se deu aos 21 anos. Foi lá que ele conheceu a modelo e musa Victoire (Charlotte Le Bon). A amizade por Pierre Bergé (Guillaume Gallienne), um importante homem de negócios, transformou-se em um relacionamento pessoal e profissional. Com recursos de um investidor americano, a dupla abriu o ateliê Saint Laurent. Extremamente talentoso, o artista virou o queridinho da moda. A primeira parte do roteiro mostra seu lado criativo sem menosprezar os acessos histéricos e a incômoda timidez. Na sequência, há o declínio pelo excesso de drogas, tranquilizantes e sexo fora de casa, sobretudo na mansão do casal em Marrakesh, no Marrocos — Saint Laurent, inclusive, teria “roubado” o amante de Karl Lagerfeld. Mesmo sem se aprofundar na intimidade do protagonista, o roteiro faz emergir o homem frágil por trás do mito acompanhando de perto suas célebres criações. Estreou em 24/4/2014.
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  • O globo de espelhos, as calças boca de sino e as danças coreografadas estão de volta à tela do CineSesc. Com uma seleção de seis longas-metragens, a pequena mostra Nos Embalos da Era Disco vai até terça (13). Entre as melhores pedidas está Boogie Nights — Prazer sem Limites, ótima investida ficcional do diretor Paul Thomas Anderson nos bastidores do cinema pornográfco da década de 70. Haverá duas exibições: neste sábado (10) e na terça (13), às 21h30. Igualmente atraente é a reprise de Os Embalos de Sábado à Noite (1977), programada para este sábado (10), às 19h, e segunda (12), às 21h30. A fita iniciou a moda das discotecas e revelou o astro John Travolta, na época com 23 anos.
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  • O Centro Cultural Banco do Brasil exibe a 15ª edição da Mostra do Filme Livre. Serão projetadas mais de 200 fitas nacionais, sendo 35 longas e 50 filmes inéditos em São Paulo. Com intuito de valorizar o cinema independente brasileiro, a mostra exibe produções que têm como principal característica a narrativa livre, desprendida de regras de linguagem. Na programação ainda estão inclusos debates e oficinas de vídeo. Mais informações sobre os eventos e as sinopses dos filmes estão disponíveis no site www.mostralivre.com. De 16/3 a 7/4/2016. Confira a programação: Quarta, 16 de março Cinema 18h - Curta Sampa (60’): Do Portão pra Fora | 23 de Agosto | Hototogisu | Monica’s Fetish: Um Experimento em Vídeo-Sutura | Lúcida | O Real | Enjoy the Drama 19h30 - Panorama Livre 1 (61’): Je Proclame La Destruction | Subsolos | Auto Copa Park Quinta, 17 de março Auditório 14h - Cabine 1 – Rebecca Moure (9'): Noite, Outra | VIIII L’Hermite Cinema 16h - Panorama Livre 2 (82’): Rua Cuba | São Paulo com Daniel | Cinzas 18h30 - Pílulas (42’): Je Proclame La Destruction | Cidadão do Bem | Manipulação de Bananas | Trem | Arrudas | O Rio Doce Desaguou na Piscina de Inhotim | Lamamal | Liquid | Quatro e Fintchy | Soberania RJ | Hototogisu | Estudo Cromático | Panóptico | Monica’s Fetish: Um Experimento em Vídeo-Sutura | O Tédio | 3XDielman | Ratsrepus | Por um Fio | Wendigo 19h30 - Panorama Livre 3 (68’): Outubro Acabou | Cinemão | Lembranças de Mayo Sexta, 18 de março Auditório 14h - Cabine 2 – Nelton Pellenz (14’): A Fábrica | Atlântico Cinema 16h - Coisas Nossas (50’): Sonhos 1 | O Pássaro de Wolinski | Imhotep | O Homem que Virou Armário | O Último Homem na Europa | Sonhos 2 18h - Panorama Livre 4 (68’): A Festa e os Cães | Habitat | O Rosto da Mulher Endividada 19h30 - Mundo Livre - Louise Botkay (46’): Sugar Freeze | Mammah | Séve | Abre Caminhos | Estou Aqui Sábado, 19 de março Auditório 14h - Cabine 3 (13’): Habitat Cinema 11h - Mostrinha 1 (32’): Däniken | Bong! | Dinossauro Rex | Cabeça de Ovo: Festinha | Dislocation | A Menina e o Vento | Cine Adultério 15h - Sonora Funk (80’): Funk Brasil – 5 Visões do Batidão 17h - Panorama Livre 5 (60’): Uma Linha | Monstro | 20.000 | A Invenção da Noite | VIIII L’Hermite 19h - Biografemas 1 (43’): Chacal Palavra Filme | Chacal: Proibido Fazer Poesia Domingo, 20 de março Auditório 14h - Cabine 4 (6’): Eu Soup Cinema 11h - Mostrinha 2 (36’): Cabeça de Ovo: Tuba | Carrossel | Cabeça de Ovo: Corridinha | O Mar de Teresa | Cabeça de Ovo: Espinha | No Tempo das Formigas 15h - Sonora Sabotage (107’): Sabotage - Maestro do Canão 17h - Mudo Livre (68’): Escape from my Eyes | Parque Soviético | Indian Wells | Child World 19h - Panorama Livre 6 (77’): História de uma Pena | A Casa sem Separação | Carruagem Rajante Segunda, 21 de março Auditório 14h - Cabine 5 - Duo Strangloscope (17’): Parking Area | Child World | [Antikapitalistischen] Cinema 15h - Biografemas 2 (75’): 3xDielman | Mais do que Eu Possa me Reconhecer 18h - Biografemas 3 (88’): Ruby | Tudo Vai Ficar da Cor que Você Quiser 19h30 - Biografemas 4 (67’): Paolo Gregori: Tudo Sobre Cinema | O Cavalleiro Elyseu Quarta, 23 de março Cinema 15h30 - Trash? 1 (82’): Coffin Joe Born Again | Ao Lado | Não Temos Receita |Cabrito | Bicho Papão | Snuff Said: Morte em Vídeo | Bom Dia Carlos 18h - Trash? 2 (79’): A Casa Esquecido por Deus | Mistérios Obscuros | Monstrologo | Desejo | Street Boys | A Noite de Samedi 19h30 - Longa Livre 1 (70’): O Signo das Tetas Quinta, 24 de março Auditório 14h - Cabine 6 – Arthur Tuoto (9’): 3XDielman | 4XElephant | Je Proclame La Destruction Cinema 15h30 - Trash? 3 (123’): 13 Histórias Estranhas 18h - Trash? 4 (88’): Necrochorume | A Capital dos Mortos 2: Mundo Morto 20h - Longa Livre 2 (70’): Todas as Cores da Noite Sexta, 25 de março Auditório 14h - Cabine 7 (16’): Inimigo Invisível Cinema 15h30 - Trash? 5 (93’): As Fábulas Negras 18h - Longa Livre 3 (100’): O que Eu Poderia Ser se Eu Fosse 20h - Longa Livre 4 (85’): Tropykaos Sábado, 26 de março Auditório 14h - Cabine 8 (6’): Prenome Walter Cinema 11h - Mostrinha 3 (36’): Cabeça de Ovo: Tuba | Carrossel | Cabeça de Ovo: Corridinha | O Mar de Teresa | Cabeça de Ovo: Espinha | No Tempo das Formigas 15h - Chile 1 (93’): Calafate, Zoológicos Humanos 17h - Chile 2 (67’): 1986 | Cem Crianças Esperando um Trem 19h - Chile 3 (60’): Laberintos de Pan Domingo, 27 de março Auditório 14h - Cabine 9 (19’): Natureza Morta Cinema 11h - Mostrinha 1 (32’): Däniken | Cine Adultério | Dislocation | Bong! | Dinossauro Rex | Cabeça de Ovo: Festinha | A Menina e o Vento 15h - Longa Livre 5 (86’): Como era Gostoso meu Cafuçu | A Seita 17h - Destaque: Pedro Dantas 1 (74’): Onde Está a América Latina? Percal | KollaSuyo - A Guerra do Gás 19h - Destaque: Pedro Dantas 2 (63’): Kinopoéticas Segunda, 28 de março Auditório 14h - Cabine 10 (9’): Curta Memória Cinema 15h - Outro Olhar 1 (70’): Ararat | O Silêncio das Leoas | Uma Mulher e um Homem | Cumieira | Zaki y Zene 16h30 - Outro Olhar 2 (71’): Nosso Amor Durou o Tempo de um Filme | Korea | Transverso | Os Filmes que Moram em Mim | Feio, Velho e Ruim | Repolho 18h - Autores Livres: Curtas (69’): Fim de Semana | Aqueles que Ficam | Quintal 19h30 - Longa Livre 6 (87’): Proxy Reverso Quarta, 30 de março Auditório 14h - Cabine 11 (52’): Moonovosol I,II,III,IV,V & VI Cinema 16h - Autores Livres: Dellani Lima (86’): Agreste | Trago seu Amor 18h - Autores Livres: Ivan Cordeiro (60’): Se Colar Olhou | Se Pintar Colou | Censura Livre 19h30 - Autores Livres: Helena Ignez (73’): Ralé Quinta, 31 de março Auditório 14h - Cabine 12 (7’): Ventania Cinema 16h - Autores Livres: Gustavo Spolidoro (85’): O Sonho, o Limiar e a Passagem que Metamorfoseia | Errante – Um Filme de Encontros 18h - Autores Livres: Duo Strangloscope (75’): Angelus Novus 19h30 - Autores Livres: Petrus Cariry (82’): Clarisse ou Alguma Coisa sobre Nós Dois Sexta, 1º de abril Auditório 14h - Cabine 13 (110’): I Am / Soy Dracula Cinema 16h - Autores Livres: Luís Rocha Melo (85’): Um Homem e seu Pecado 18h - Destaque: Burlan 1 (95’): Amador 19h45 - Destaque: Burlan 2 (93’): Sinfonia de Um Homem Só Sábado, 2 de abril Auditório 14h - Cabine 14 (3’): Sem Título #1 Cinema 11h - Mostrinha 1 (32’): Däniken | Cine Adultério | Dislocation | Bong! | Dinossauro Rex | Cabeça de Ovo: Festinha | A Menina e o Vento 14h45 - Autores Livres: Camilo Cavalcante (120’): A História da Eternidade 17h - Destaque: Burlan 3 (77’): Mataram meu Irmão 18h30 - Destaque: Burlan 4 (90’): Fome Domingo, 3 de abril Auditório 14h - Cabine 15 (6’): Bucólicas Cinema 11h - Mostrinha 2 (36’): Cabeça de Ovo: Tuba | Carrossel | Cabeça de Ovo: Corridinha | O Mar de Teresa | Cabeça de Ovo: Espinha | No Tempo das Formigas 15h - Territórios 1 (92’): Xingu Cariri Caruaru Carioca 17h - Territórios 2 (99’): Hiperselva | U: Réquiem para uma Cidade em Ruínas 19h - Territórios 3 (67’): Cidade Líquida | História de Abraim | Cidade Vazia | [Antikapitalistischen] | Entremundo | Fort Acquario Segunda, 4 de abril Auditório 14h - Cabine 16 (2’): Delivey Cinema 15h - Outro Olhar 3 (70’): Santa Monica 17h - Territórios 4 (77’): Inflamável | Ciclo 7x1 | Superrio Superficcções | Sexta-Feira | O Teto sobre Nós 19h - Territórios 4 (78’): A Loucura entre Nós Quarta, 6 de abril Auditório 14h - Cabine 17 (30’): Ambientes Cinema 15h - Panamericas Latinas 1 (66’): África 815 17h - Panamericas Latinas 2 (87’): Mi Reino no És Deste Mundo 19h - Panamericas Latinas 3 (83’): Em Nome de Copa Quinta, 7 de abril Cinema 15h - Panamericas Latinas 4 (67’): Reflejo Narcisa 17h - Panamericas Latinas 5 (71’): O Verde Está do outro Lado 19h - Caminhos (71’): Hiperidrose | De Terça pra Quarta | Dependências | Bruxa de Fábrica | Noite Escura de São Nunca
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  • Silêncio

    Atualizado em: 9.Mai.2014

Fonte: VEJA SÃO PAULO