Polícia

Motorista de Uber morre durante tentativa de assalto

Passageiro que presenciou tudo relatou o crime em sua página no Facebook; homicídio aconteceu na madrugada de domingo (9) em um farol da avenida Interlagos, na Zona Sul

Por: Mariana Zylberkan - Atualizado em

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Orlando da Costa Brito foi morto enquanto dirigia para a Uber (Foto: Reprodução/Facebook)

Um motorista do aplicativo Uber morreu ao sofrer uma tentativa de assalto enquanto atendia um passageiro na esquina da Rua Ângelo Bada com a Avenida Interlagos, na Zona Sul, na madrugada de domingo (9). Orlando da Costa Brito, de 60 anos, era músico e trabalhava para o aplicativo há menos de um ano. 

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De acordo com a PM, o motorista foi atingido por disparo de arma de fogo ao tentar fugir de assaltantes que o abordaram no sinal. Ele chegou a ser levado para o Hospital Campo Limpo, na Zona Sul, mas não resistiu e morreu. 

O estudante Alan Santos, de 20 anos, que estava no carro no momento do crime, contou em sua página no Facebook que o motorista reagiu. Ele não se feriu. "Pedi um Uber após sair da casa de um amigo na madrugada de domingo, o nome do motorista era Orlando, um senhor bem simpático, e nesse farol sofremos uma tentativa de assalto, dois assaltantes, um apontando a arma pra cabeça de Orlando e o outro começou a chutar a porta do carro. Não sei o que Orlando pensou na hora, talvez não quisesse dar o que ele conquistou trabalhando muito para esses dois, decidiu arrancar o carro e no mesmo momento o assaltante atirou na cabeça dele, o carro começou a ir pra frente e os dois assaltantes correram, ao ouvir o disparo e ver o carro se movimentando sozinho eu abri a porta do carro e corri pedindo ajuda para as primeiras pessoas que eu encontrei", escreveu.  

Pelo menos quinze ocorrências envolvendo motoristas do aplicaivo foram registradas na capital desde julho, quando a empresa de transporte individual começou a oferecer a opção de pagamento em dinheiro, e não apenas com cartão. A Polícia Civil informa que prendeu quatro pessoas até agora por causa desse tipo de ataque.

Assustados, os profissionais passaram a se reunir em grupos de WhatsApp, como “Uber Gladiadores” e “Uber Night”, para traçar estratégias de segurança nas ruas. Algumas delas envolvem o uso de códigos e emoticons para alertar os companheiros a respeito de situações de risco. Vários também compartilham sua posição, em tempo real, pelo aplicativo de geolocalização Life 360, trocam informações sobre áreas perigosas e organizam protestos, como o buzinaço do último dia 23, na Praça Charles Miller, no Pacaembu.

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Estudante relata morte de motorista de Uber que o atendeu (Foto: Reprodução/Facebook)

Fonte: VEJA SÃO PAULO