Bairros

25 motivos para amar a Consolação

Não faltam razões para se apaixonar por essa região cheia de altos de baixos

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

augusta_foto 4 Rua Augusta Mapa
Rua Augusta: endereços antigos disputam território com casas inauguradas recentemente (Foto: Ricardo D'Angelo)

A freguesia da Consolação nasceu de uma divisão de chácaras em 1870. Depois da Proclamação da República, em 1889, donos de sítios antigos do bairro mandaram abrir ruas, avenidas, alamedas e largos em suas terras, fazendo surgir áreas nobres como Higienópolis e Pacaembu.

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O processo de decadência da região começou quando as suntuosas mansões foram sendo substituidas por endereços comerciais. Ao longo das décadas, o entra-e-sai de comércios, restaurantes e casas noturnas consolidou a vocação do local para os negócios.

Listamos boas razões para se apaixonar pelas redondezas da Consolação, sempre vibrante e cheia de contrastes:

Caixa Belas Artes
Livraria e bilheteria dividem o mesmo espaço no Caixa Belas Artes (Foto: Gabi Butcher)

1. Quer curtir um cineminha? A Consolação é o lugar ideal. A rota começa no Belas Artes, passa pelas unidades do Espaço Itaú de Cinema e reúne boa parte dos poucos cinemas de rua que sobreviveram ao tempo.

2. De todas as atrações, a Rua Augusta talvez seja a que melhor resume o espírito da Consolação. Desde a movimentada esquina com a Paulista até os arredores da Roosevelt, moderninhos, sertanejos, pagodeiros  e outras tribos dividem as calçadas sem o menor desconforto.

A 'bisteca d'ouro' do Sujinho
A 'bisteca d'ouro' do Sujinho: para provar até à 5 da matina (Foto: Mario Rodrigues)

3. O tradicionalíssimo Sujinho serve até altas horas os petiscos e grelhados que fizeram a fama da pequena Rua Maceió. A poucos metros, fica a mais recente – e igualmente badalada – a Hamburgueria do Sujinho.

4. Inaugurado em 2001, o Shopping Frei Caneca mudou a cara do pedaço e ajudou a consolidar a fama gay-friendly da rua que liga a Paulista a uma das regiões mais degradadas do centro. O complexo tem nove salas de cinema, dois teatros, uma escola para formação de atores e um centro de convenções.

5. Estar pertinho da Avenida Paulista é privilégio dos moradores da região. Lazer, arte, shows, manifestações, tudo acontece por lá. É quase uma cidade dentro da cidade.

Jiquitaia
Jiquitaia faz entradas como o queijo de coalho (Foto: Fernando Moraes)

6.  Desde de a inauguração, o restaurante Jiquitaia vem mantendo os preços para lá de razoáveis de sua cozinha brasileira. É sempre surpreendente sua deliciosa moqueca de peixe do dia com camarão na companhia de arroz e farofinha de dendê (46 reais).

7. É difícil passar pela Rua Maria Antônia, nos arredores, e não se impressionar com o prédio de tijolos aparentes do MackenzieA instituição beneficente criada por missionários americanos em 1870 se transformou em umas das maiores universidades do país.

8. Em 1968, auge da repressão no regime militar, a rua foi cenário de um confronto histórico entre estudantes do Mackenzie, de direita e da USP, de esquerda. A Batalha da Maria Antônia terminou com dezenas de feridos, um morto e a transferência os cursos de humanas da USP para a Cidade Universitária, no Butantã. Devolvido à USP, o edifício principal só foi reaberto em 1993, como Centro Universitário Maria Antonia.

9. O terreno que hoje abriga a Praça Roosevelt só ganhou esse nome em 1970. A praça foi reformada em 2012 e, desde então, atrai uma horda de skatistas em busca do concreto lisinho e repleto de corrimões e obstáculos.

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Gopala Madhava
Restaurante Gopala Madhava é focado em culinária indiana lactovegetariana (Foto: Divulgação)

10. Irmão mais novo do Gopala Hari, o restaurante Gopala Madhava também segue a cartilha lactovegetariana da ex-monja Madhava Lila. Vale conferir os pequenos salões tomados pelo aroma de especiarias indianas.

11. Erigido em 1858, o Cemitério da Consolação nasceu para receber vítimas da epidemia de cólera, que abarrotava os morgues de igrejas da região. O lugar oferece visitas guiadas pela morada eterna de personalidades como Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Tarsila do Amaral, Ramos de Azevedo e Oswald de Andrade.

12. Inaugurada em 1972, a Passagem Literária da Consolação reúne um sebo de livros, música ambiente, apresentações e exposições de arte, além de servir como caminho para quem sai da Rua da Consolação, chegando quase à Avenida Angélica

13. Amplo e democrático, o Sesc Consolação tem duas piscinas, quatro ginásios, três salas de ginástica e dança, quatro consultórios odontológicos e o Teatro Anchieta. Ufa!

Edifício Anchieta: pichações, infiltrações e abandono
Edifício Anchieta: icônico (Foto: Mariana Barros)

14.  Nas fronteiras com Higienópolis estão alguns dos exemplos mais bem acabados da influência da arquitetura modernista na cidade, como o Edifício Anchieta –  primeiro da Paulista – e os luxuosos Bretagne e Lausanne, ambos na Avenida Higienópolis.

15. Para quem bate ponto em salões de beleza, endereços como o Circus e o Retrô Hair, ambos na Augusta, oferecem serviços de qualidade sem machucar o bolso.

Funhouse
A tradicional balada Funhouse (Foto: Divulgação)

16. Se o assunto é curtir a noite, a Consolação se mostra o lugar. Nas imediações do Baixo Augusta, clubes moderninhos como Funhouse, Blitz Haus, Inferno e Beco 203 fazem tremer o chão com muita badalação. 

17.  É um desafio percorrer a Rua da Consolação sem se encantar com as luminárias, pendentes e abajures nas vitrines. A vocação luminosa começou a se desenhar nos anos 50, quando a pioneira Lustres Bobadilha fincou ali o primeiro negócio do gênero. Atualmente, mais de vinte lojas especializadas ocupam a via.

18. Em 1987, cogitou-se mudar o nome de um trecho da Consolação, entre a Alameda Santos e a Rua Estados Unidos, para Alameda Poeta Drummond. A curiosa homenagem ao mineiro não foi adiante, após ser recusada pelos moradores da região.

Riviera
Um dos sanduíches do Riviera (Foto: Rubens Kato)

19. Reduto da boemia paulistana nos anos 70, o bar Riviera renasceu no século XXI por novas mãos: as do empresário da noite Facundo Guerra e do chef Alex Atala. Noves fora, o sinuoso balcão vermelho e os sanduíches que fizeram a fama da casa continuam dominando. Rolam apresentações de jazz e MPB às sextas e aos sábados.

20. No comecinho da Rua da Consolação fica a Biblioteca Mário de Andrade, maior da cidade e segunda maior do país. O prédio construído em 1925 guarda um impresssionante acervo de mais de de 3 milhões de itens, entre livros, jornais, mapas e vídeo.

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Hambúrguer do Frank & Charles (Foto: Divulgação)

21. A lanchonete Frank & Charles, na Rua Tinhorão, tem um cantinho reservado para donos e seus cachorros, batizado de Pet Fun Food. A área externa conta com caminhas, potes com água fresca, tapetes higiênicos e outros mimos para os bichinhos.

22. A rede de transporte público que atende a região é uma das mais completas da cidade. Quem mora ou trabalha na Consolação pode cruzar São Paulo usando as linhas 4-Amarela e 2-Verde do Metrô, ou então, com uma das dezenas de opções de ônibus.

23. A icônica rotisseria Bologna reabriu em 2013 mais moderna e com vocação de padaria. Os fãs do franguinho assado, porém, podem respirar aliviados: uma “televisão de cachorro” instalada no salão garante a especialidade todos os dias.

24. Símbolo da modernização da Avenida Paulista, o Conjunto Nacional foi um dos primeiros edifícios multifuncionais da cidade.Tanta inovação não passaria despercebida: o complexo é considerado o primeiro shopping center da América Latina.

Parada Gay
A Parada Gay lota a região anualmente (Foto: Avener Prado/FolhaPress)

25. Todo ano, a Parada do Orgulho LGBT cruza a Avenida Paulista e segue até a Igreja da Consolação em um festa que celebra a diversidade e a luta contra a homofobia. A 20ª edição do evento está marcada para o fim do mês de maio.

Fonte: VEJA SÃO PAULO