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Militares simulam ocupação da sede da Sabesp

Empresa do governo estadual afirma que o objetivo é "salvaguardar a área"

Por: Estadão Conteúdo - Atualizado em

Exército na Sabesp
Militar em frente ao prédio da Sabesp em Pinheiros, na Zona Oeste da capital (Foto: Futura Press/Folhapress)

Cerca de 70 homens do Exército Brasileiro realizaram nesta quarta (27) um exercício de ocupação da sede da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), em Pinheiros, na Zona Oeste da capital. 

Segundo explicado pela empresa em nota, tratou-se de um simulado de segurança das instalações com o objetivo de "salvaguardar" a área. "Essa é atividade regular realizada pelo Exército em locais considerados de importância estratégica", justificou a companhia, sem fazer qualquer referência à crise hídrica ou qualquer risco de invasão ou depredação que a sede da Sabesp ou outras instalações poderiam sofrer em decorrência de um acirramento da falta de abastecimento de água em São Paulo.

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa, os exercícios militares ocorrem há cerca de 15 anos em unidades da companhia, mas normalmente em estações de tratamento de água e esgoto e ainda não haviam sido realizados na sede da empresa.

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O treinamento foi realizado por militares da 2ª Divisão do Exército, com sede em Osasco, na Grande São Paulo. Segundo nota enviada pelo coronel Ricardo Carmona, oficial responsável pela comunicação social do Comando Militar do Sudeste, trata-se de um exercício simulado para capacitar as tropas para proteger "infraestruturas estratégicas, tais como: torres de telecomunicações, subestações de abastecimento de água e de energia".

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A ação para "garantia da Lei e da Ordem", segundo as informações do Exército, seguem "o planejamento normal do ano de instrução e conforme prevê o Programa de Instrução Militar do Exército Brasileiro", diz na mesma nota. "O Comando Militar do Sudeste possui sob seu comando tropas estratégicas do Exército Brasileiro que se adestram, continuamente, para o cumprimento de sua missão constitucional de Defesa da Pátria e de Garantia da Lei e da Ordem", conclui o texto do coronel Carmona.

Fonte: VEJA SÃO PAULO