Cinema

Mila Kunis e Justin Timberlake provocam faíscas em "Amizade Colorida"

Moderna comédia romântica tem diálogos afiados e uma direção vigorosa de Will Gluck

Por: Miguel Barbieri Jr.

Amizade Colorida
Os protagonistas: amigos que fazem sexo sem compromisso (Foto: Divulgação)

De um tempinho para cá, as comédias românticas perderam o pudor e a caretice da era Tom Hanks-Meg Ryan e passaram a tratar o sexo como se deve — vide os recentes “Amor à Distância” e “Sexo sem Compromisso”. Ou seja: os protagonistas sentem atração física e, agora, os diretores não mais escondem seus prazeres sob os lençóis ou em beijos interrompidos. É o caso de Amizade Colorida. Em um lado está Justin Timberlake, o saradão cantor pop de 30 anos que, em menos de uma década de carreira-solo, já teve 28 indicações ao Grammy e carimbou a vida amorosa das beldades Britney Spears, Cameron Diaz e Jessica Biel. Na outra ponta encontra-se a sensual Mila Kunis, a atriz-vulcão de 28 anos responsável por pirar a personagem de Natalie Portman em “Cisne Negro”. Juntos, os dois provocam faíscas e exalam uma libido raramente vista em fitas do gênero.

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Na trama, Dylan (Timberlake) e Jamie (Mila) levam um passa-fora de seus amados no mesmo dia, embora estejam em lados opostos do país. Eles se conhecem na cena seguinte. Headhunter de Nova York, Jamie precisa convencer o talentoso Dylan a trocar Los Angeles por Manhattan e aceitar o emprego de editor numa prestigiada revista. Depois da oferta dos futuros patrões e de perambular pela fervilhante cidade com sua nova amiga, ele topa. A partir daí, tornam-se unha e carne. Descobrem afinidades e, atraídos, decidem fazer um pacto: transar sem vínculo afetivo. Mas até quando vão resistir ao amor?

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Diálogos afiados e uma direção vigorosa de Will Gluck (de “A Mentira”, só lançado em DVD) tornam o moderno, ágil e esperto filme um espelho de Nova York, palco principal da história, terra natal do realizador e, não à toa, formidavelmente homenageada em belas imagens do Central Park, do Chrysler Building, da Brooklyn Bridge ou de alguma outra locação menos cartão-postal.

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO