Arte

Cinco exposições imperdíveis

Confira as mostras paulistanas mais bem avaliadas

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Portinari Popular
Primeira obra presente na mostra, “Baile na Roça” foi feito em 1924, quando Portinari tinha apenas 22 anos (Foto: Motivo)

A seleção a seguir reúne as exposições que receberam as melhores cotações dos críticos.

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  • Mostrar obras de maneira diferente é uma das prioridades do Masp em sua nova fase, marcada pela entrada do curador Adriano Pedrosa na equipe. Ao lado de Rodrigo Moura e Camila Bechelany, ele traz para o 2o subsolo do museu mais de cinquenta telas de Candido Portinari. Pinturas já conhecidas pelos visitantes, como Retirantes, de 1944, estão por lá numa apresentação estilizada, com trabalhos presos a estreitos pilares de madeira. Mas a melhor sacada do time foi garimpar em coleções particulares tesouros de fases pouco exploradas do artista. Tradições regionais e brincadeiras de criança são algumas cenas registradas em peças nunca vistas pelo público, como Baile na Roça, de 1924. Se você já gostava do pintor, agora vai se apaixonar. De 12/8/2016 até 15/11/2016. +Leia a matéria completa sobre a mostra
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  • Ainda bem que a colecionadora Helga de Alvear não é ciumenta com a sua coleção. Dona de mais 3000 obras de arte assinadas pelos mais importantes artistas contemporâneos, a alemã fundou o instituto em seu nome, em Cárceres, na Espanha, para que qualquer um possa ter acesso ao seu incrível acervo. E o mais legal de tudo isso é que os paulistanos não precisam atravessar o Atlântico para conhecer as obras, já que parte delas veio até nós. Cerca de 140 trabalhos da coleção estão expostos na mostra da Pinacoteca: dê especial atenção às peças assinadas pelo carioca José Damasceno, que apresenta uma instalação com dezesseis colunas de cinco metros de altura, feitas com folhas de lista telefônica e o americano Dan Flavin, representado por duas esculturas de luzes neon. O octógono do prédio é ocupado por jogos de espelhos criados pelo português José Pedro Croft.. De 25/6/2016. Até 26/9/2016.
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  • Ao pagar uma anuidade de 5 000 reais, cada um dos membros do Clube de Gravura do MAM recebe cinco peças de artistas brasileiros. Essas obras raramente podem ser vistas pelo público. Uma exceção é o evento 30 Anos do Clube de Colecionadores de Gravura, que reúne o acervo completo produzido nas últimas três décadas, num total de 170 trabalhos. Eles são assinados por nomes como Daniel Senise, Antonio Dias, Tomie Ohtake, Shirley Paes Leme e Mabe Bethônico. A seleção mostra como o conceito estrito da gravura foi expandido ao longo dos anos. Há ali desde exemplares como Estrada, de Rodrigo Andrade, feito em 2013 com a tradicional impressão com matriz, até colagens, objetos e fotografias. Esses suportes diferentes estão ali por usar técnicas de gravação, impressão ou reprodução. Fazem parte dessa safra obras como Transição de Fase, do recifense Lourival Cuquinha. Ele apresenta 100 fotos de imigrantes que trabalham informalmente pelas ruas de São Paulo. Antes do clique, o combinado foi claro: em troca de poder fazer os retratos dos personagens (depois impressos em chapas de cobre), Cuquinha compraria artigos vendidos na banquinha dos comerciantes pelo dobro do valor normal. Para apreciar o conjunto, o ingresso é baratinho: de terça a sábado, sai por 6 reais e no domingo é na faixa. De 20/6/2016. Até 21/8/2016.
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  • Deitar e rolar num túnel construído com 32 quilômetros de fita adesiva talvez não seja sua ideia inicial de apreciação de uma obra de arte. Mas a instalação, chamada Tape for São Paulo, recebe o visitante na entrada da 17ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File) e dá o tom de interatividade e diversão proposto pela mostra. São mais de 300 peças assinadas por artistas de trinta países que usam tecnologias como realidade 3D, animações e games. Para curtir com os amigos, coloque o capacete criado pelo paulistano Marcio Ambrosio e participe de um jogo em que um mestre digital ordena a captura de cores pelo espaço. Se preferir uma experiência mais tranquila, opte por Be Boy Be Girl. A proposta é tirar os sapatos e deitar numa espreguiçadeira com um copo de drinque. Um par de óculos 3D vai levar você a uma praia paradisíaca no Havaí. Por ali, dá ainda para fazer uma imersão no mundo de Van Gogh e brincar com um game em que um ursinho de pelúcia substitui o tradicional joystick. Tudo de graça. Vai perder? De 12/7/2016. Até 28/8/2016.
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  • Antes de completarem 50 anos, os artistas cubanos Marco Castillo e Dagoberto Rodríguez já haviam ganhado retrospectivas nos maiores museus do mundo. Agora chegou a vez do CCBB, que dedica seus quatro andares a setenta peças da parceria Los Carpinteros. O reconhecimento da dupla remonta à década de 90. Quando eram alunos do Instituto Superior de Arte de Havana, utilizavam materiais como carteiras escolares e árvores para produzir obras críticas ao socialismo de Cuba. As ideias frescas e lúdicas do período na academia continuaram presentes ao longo da carreira. O trabalho Sala de Lectura Estrella integra a mostra e a peça feita de madeira é uma recriação do presídio onde Fidel Castro ficou detido entre 1953 e 1955, na Isla de la Juventud. Com inteligência e humor, os trabalhos expostos aqui na capital abordam assuntos como o abuso de poder de Fidel Castro, a arquitetura soviética e prostituição.  De 30/7/2016. Até 12/10/2016. + Por trás das obras: leia a matéria completa da mostra
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Fonte: VEJA SÃO PAULO