Crime

Médica afirma que remédios não afetavam Marcelinho

Neiva Damaceno prestou depoimento no DHPP na manhã desta quinta-feira (22)

Por: Nataly Costa - Atualizado em

Neiva Damasceno - médica pesseghini
Médica Neiva Damaceno tratava Marcelo Pesseghini desde que ele tinha pouco mais de um ano de idade. (Foto: Reprodução / TV Globo)

A especialista em fibrose cística da Santa Casa de São Paulo, Neiva Damaceno, prestou depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) nesta quinta (22). A médica tratava Marcelo Pesseghini há cerca de 12 anos. Ela havia encontrado com ele há menos de uma mês em uma consulta.

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Ao delegado Itagiba Franco, Neiva afirmou que nem o tratamento nem os medicamentos poderiam causar alguma alteração comportamental em Marcelinho. “Os medicamentos não causavam nenhuma alteração no comportamento. E a doença tampouco."

Na próxima semana, policiais do 18º Batalhão e da Rota que trabalhavam com os pais de Marcelinho devem ser ouvidos. Os laudos também devem ficar prontos na próxima semana.

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O garoto Marcelinho, de 13 anos, tinha saúde frágil, gostava de armas e contou a dois colegas o desejo de matar a família (Foto: Reprodução)

Um vídeo divulgado pela polícia mostra o garoto saindo da escola com amigos, indo em direção ao carro da mãe e depois caminhando novamente em direção ao colégio. Nesse momento, ele parece ter algo escondido na cintura, que pode ser uma arma, segundo a polícia. 

Tese

Mais dois indícios reforçam a tese da polícia de que Marcelo Pesseghini, de 13 anos, teria sido o responsável pela chacina familiar na Vila Brasilândia. Além dos 350 reais, uma muda de roupa e cinco rolos de papel higiênico, o adolescente carregava em sua mochila o cartão de aposentadoria da Caixa em nome da avó Benedita, de 65 anos. Os investigadores acreditam que ele planejava sacar dinheiro com o tal cartão.

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A fachada da residência da Zona Norte, que amanheceu pichada no último dia 9 (Foto: Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo)

Entre os 41 depoimentos colhidos até agora pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), um deles deu exatidão do que a polícia acredita ser a cronologia do crime. Um vizinho músico, que costuma trabalhar de madrugada, declarou que ouviu cinco disparos entre meia-noite e 1h da madrugada.

Fonte: VEJA SÃO PAULO