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"Ainda não sabemos o tamanho do prejuízo", diz dono de lanchonete

Tempestade na tarde de segunda (16) derrubou fachada da Real, em Perdizes, e deixou duas pessoas com ferimentos leves

Por: Ana Luiza Cardoso - Atualizado em

Fachada da Padaria Real, atingida pela chuva
Fachada da Padaria Real, atingida pela chuva (Foto: Ana Luiza Cardoso)

Entre os muitos estragos que provocou na cidade, a tempestade que ocorreu na tarde de segunda (17) destruiu a marquise da Real Pizzaria e Lanchonete, na avenida Alfonso Bovero, no Sumaré. O acidente deixou duas pessoas com ferimentos leves. Segundo Rodrigo Coelho, um dos proprietários, um muro de concreto cedeu após a ventania e caiu sobre a fachada. Ele chegou trinta minutos após o acidente, que ocorreu por volta das 17h. "Hoje estamos recolhendo os entulhos para tentar reabrir o mais rápido possível", disse, na manhã de terça (17). "Por enquanto não sabemos o tamanho do prejuízo. O seguro deve cobrir uma parte", afirmou.

Segundo o gerente da Real, João Pereira dos Santos, de 45 anos, a tragédia poderia ter sido maior, se a ventania tivesse acontecido em um dia de maior movimento. "Acho que nem foi nem um minuto e caiu tudo", disse.

Uma banca de jornal na frente do estabelecimento desabou durante o vendaval. "Ainda estou fora de órbita", disse Alexandre Pastore Jr., que estava na banca no momento do acidente. Ele e seu pai, dono do estabelecimento, acompanhavam a limpeza do local na manhã desta terça. Alexandre conta que estava recolhendo o toldo da banca quando ouviu um barulho e correu para a rua. "O vento derrubou, não consigo lembrar direito o que aconteceu, ainda estou fora de órbita", disse ele, que trabalha há 25 anos no local. 

Perto dali, na Avenida Sumaré, uma árvore caiu sobre a pista na altura do número 1.180. Diarista de um apartamento, Maria Eugênia da Silva, de 39 anos, tinha acabado de sair do trabalho. "Foi um susto. A Prefeitura deveria cuidar melhor dessas árvores. Isso sempre acontece em dias de chuva forte", criticou.

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A tempestade com rajadas de vento de mais de 50km/h deixou uma pessoa morta e pelo menos oito feridas em São Paulo. O Corpo de Bombeiros registrou a queda de 177 árvores durante a tarde, uma delas no Largo da Concórdia, região central da capital, que matou uma mulher e feriu um homem e uma criança. Havia registros de falta de luz nos Distritos de Parelheiros e Grajaú, no extremo sul, e em bairros da Zona Oeste.

Houve também chuva de granizo em diferentes áreas da capital. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), apesar do vento intenso, as chuvas foram rápidas e não causaram pontos de alagamento na cidade. O CGE registrou 12 rajadas de ventos entre a madrugada e a tarde de ontem, com velocidades variando de 30,5 km/h a 57,4 km/h. Nessa velocidade final, as rajadas são capazes de derrubar grandes árvores e destelhar casas, de acordo com a Escala Beaufort de classificação de ventos.

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O vendaval foi registrado nos Aeroportos de Congonhas (Zona Sul), Campo de Marte (Zona Norte) e Cumbica (Guarulhos), além dos bairros de Santana (Zona Norte), Lapa (Zona Oeste) e Vila Mariana (Zona Sul). "Quando há a aproximação de uma frente fria, os ventos ficam mais fortes por causa das diferenças de pressão e temperatura. Mas percebemos que a ocorrência de rajadas foi maior do que o normal", afirmou o técnico em meteorologia do CGE Adilson Nazário. 

(com informações de Estadão Conteúdo)

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Fonte: VEJA SÃO PAULO