Cidade

Manifestantes fazem 'abraçaço' em área do Parque Augusta

Cerca de cem pessoas participam de ato contra a construção de prédios no local

Por: Estadão Conteúdo - Atualizado em

Parque Augusta
Manifestantes fazem 'abraçaço' no Parque Augusta na tarde deste sábado (21) (Foto: Rogerio Cavalheiro/Futura Press/Folhapress)

Em sábado de tarde nublada, foram poucos os que compareceram ao "abraçaço" do Parque Augusta, marcado para as 15 horas. Cerca de cem pessoas deram-se as mãos em frente ao terreno de 23,7 mil metros quadrados, no quadrilátero entre as Ruas Caio Prado e Marquês de Paranaguá, na região central - alvo de disputa entre ativistas e construtoras.

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Sob gritos de "Não vai ter prédio", o ato foi pacífico e nenhum incidente foi registrado. Os manifestantes também armaram uma espécie de tenda, na Rua Augusta, para coletar assinaturas a favor da construção de um parque no local. O abaixo-assinado se opõe ao projeto que prevê a construção de quatro edifícios no terreno, pertencente às construtoras Cyrela e Setin.

Os organizadores de movimentos a favor do parque estimam já terem reunido o apoio de 30 000 pessoas, incluindo assinaturas em petições na internet. "O Parque Augusta se tornou um símbolo da vontade da população que briga por uma cidade com mais qualidade de vida", afirmou o ativista Sérgio Carrera.

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Inicialmente, o grupo de "abraçadores" era formado por cerca de 30 pessoas, entre jovens e idosos. Os ativistas, no entanto, passaram a chamar as pessoas que passavam pelo local para se juntar ao abraço, conseguindo encorpar um pouco mais o ato.

"Paulo Maluf não conseguiu fazer prédio. Celso Pitta também não conseguiu. Será que (Fernando) Haddad gostaria de entrar na história como o apoiador de prédios?", questiona um dos ativistas no megafone.

Reintegração

No início deste mês, a Polícia Militar cumpriu uma ordem de reintegração de posse no terreno do Parque Augusta, então ocupado pelos ativistas. Os manifestantes haviam passado 47 dias acampados na área que, durante esse período, foi palco de eventos culturais e aulas públicas sobre temas como urbanismo e ocupação da cidade.

Fonte: VEJA SÃO PAULO