CIDADE

Prefeitura discutiu enquadrar "Lula inflado" na Lei Cidade Limpa

Boneco circulou pela capital no último fim de semana 

Por: Veja São Paulo

Lula inflado
Boneco inflável de Lula que foi levado para a Paulista (Foto: J.Duran Machfee/Folhapress)

As polêmicas envolvendo o boneco inflável do ex-presidente Lula parecem não ter fim. Desta vez, o balão, entrou na mira da prefeitura de São Paulo, que estudou enquadrá-lo por desrespeito à Lei Cidade Limpa.

Na última sexta-feira (28), o boneco “Lula inflado” ou “Pixuleco”foi furado durante ato em frente à sede da prefeitura, no Viaduto do Chá. Ainda no mesmo dia, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo, integrantes da administração municipal se reuniram para tentar impedir que o balão fosse exposto.

Boneco inflável do ex-presidente Lula é furado em São Paulo e vira piada na internet

A proibição estaria baseado no argumento de que o objeto agride a paisagem urbana. Segundo a Lei Cidade Limpa, sancionada durante a gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), infláveis, totens, drones e painéis de luzes precisam de aprovação da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana. Ainda de acordo com a Folha, esse pedido não foi feito. 

Mascote

O boneco apareceu pela primeira vez em Brasília, durante os protestos realizados contra a presidente Dilma Rousseff em 16 de agosto. Na sexta-feira (28), veio a São Paulo e foi montado na Ponte Octavio Frias de Oliveira, na Zona Sul da cidade. No meio da tarde, segui para o Viaduto do Chá, onde foi furado por uma estudante. No domingo (30), o balão esteve na Avenida Paulista em protesto de grupos anti-Dilma Rousseff.

Boneco inflável do ex-presidente Lula vira piada na internet

O objeto tem 12 metros de altura e traz uma placa com os números 13171, ironia feita ao número do Partido dos Trabalhadores e ao artigo 171 do Código Penal, que trata sobre obter vantagem ilícita.

Também conhecido como “Pixuleco”, o “Lula inflado” foi criado pelo Movimento Brasil Livre, um dos grupos que pedem o impeachment da presidente Dilma, e custou 12 000 reais, afirma o seu idealizador, Ricardo Honorato.

Fonte: VEJA SÃO PAULO