Cultura

Lojas na Sala São Paulo: de CDs a guarda-chuvas

Desde o início de 2007, a casa da Osesp oferece diversas opções de compra

Por: Edison Veiga - Atualizado em

Quem costuma assistir às apresentações da Osesp e de outras orquestras na Sala São Paulo notou a diferença. Desde o início da temporada 2007, à direita do hall de entrada três novas lojinhas estão abertas para o público. A Zona D vende suvenires e peças de decoração; a Clássicos, CDs, DVDs e livros; e a Dulca, doces. Somam-se ao tradicional Café da Sala, que está ali há oito anos, para formar uma espécie de mercadinho cult. "A idéia é agregar mais serviços e propiciar maior conforto a quem vem aqui", diz Marcelo Lopes, diretor executivo da Fundação Osesp. As lojinhas funcionam de segunda a sexta, das 12 às 18 horas. Quando há espetáculo (são, em média, quinze por mês), elas ficam abertas até o início da apresentação e durante o intervalo. "Em dias de concerto da Osesp, vendemos cerca de 100 itens, contra os menos de vinte de um dia comum", conta Nelson Rubens Kunze, proprietário da Clássicos, que expõe 6 000 produtos diferentes. Sua empresa, que vende CDs há onze anos, aumentou em 40% o faturamento com o espaço na Sala São Paulo. "O público que freqüenta o local tem o exato perfil de nosso consumidor", explica. Com itens que não são encontrados nas outras duas unidades da loja na cidade, a Zona D oferece marcadores de livros, canetas, jóias, pesos de papel, guarda-chuvas... Tudo com a marca da Fundação Osesp. "Há mais de seis anos desenvolvemos produtos para eles", conta Clary Elage, proprietária da empresa. "No ano passado, o maestro John Neschling convidou-nos a vir para este espaço, e aceitamos com orgulho." Ao lado dessa loja, a doceria Dulca mantém um quiosque de dar água na boca. Sonhos e tortinhas de morango são os campeões de venda – chegam a sair cinqüenta em uma noite de concerto. "O volume não é importante. Estou aqui para fazer propaganda da minha empresa", afirma a proprietária da rede, Anna Maria Garrone Negrini. E vem mais por aí: no segundo semestre, uma galeria de arte deve ser inaugurada em um espaço de 367 metros quadrados atrás de onde hoje estão os quiosques.

Fonte: VEJA SÃO PAULO