Saúde

Jovens procuram remédios para evitar contrair o HIV

Bebida, falta de medo da doença e baixo uso da camisinha fazem desse grupo o mais exposto à aids na cidade

Por: João Batista Jr. - Atualizado em

O estudante de pós-graduação em nutrição Roberto Rubem Silva Brandão, de 25 anos, faz parte do grupo de 250 voluntários em um estudo a respeito de uma nova droga de prevenção contra a aids. O remédio em questão, o Truvada, foi desenvolvido pelo laboratório americano Gilead Sciences e aprovado como tratamento para evitar o HIV nos Estados Unidos em 2012. Esse antirretroviral fortíssimo, que promete reduzirem 90% o risco de contaminação, mesmo quando seu usuário faz sexo sem preservativo, foi aprovado pela Anvisa para ser comercializado no Brasil há dois meses.

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Antes de sua liberação no país, a USP e o Centro de Referência e Treinamento DST/aids, em São Paulo, e a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, iniciaram estudos sobre o medicamento, selecionando nessas capitais homens em situação de alta vulnerabilidade: usuários de drogas, profissionais do sexo, companheiros de soropositivos ou pessoas com diversos parceiros sexuais. Roberto enquadra-se no último caso. Ele costumava dispensar a camisinha em algumas transas, dependendo “do momento, do prazer e do desejo”. Em setembro do ano passado, começou a tomar o Truvada (uma pílula por dia). Apesar dos efeitos colaterais, como dores de cabeça e no corpo, acha que a experiência compensa. “Não mudei em nada meu comportamento, só namoro mais, pois sinto uma segurança maior”, conta.

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Outro jovem paulistano recorreu recentemente a um tratamento preventivo, mas em um contexto muito diferente — e dramático. Em fevereiro, Franklim Conceição, 19 anos, conheceu um rapaz por um aplicativo de relacionamentos. Foi até o apartamento dele, na região central, onde eles ficaram. Ao fim da relação, levou um susto ao ver o preservativo furado. Entrou em pânico assim que deixou o local. “Cheguei a pensar que o cara havia feito isso de propósito para me contaminar.” Na manhã seguinte, procurou quatro hospitais antes de ser encaminhado para o Emílio Ribas, o maior centro de referência do país em infectologia. “Estava com o rosto inchado de tanto chorar”, lembra. Depois de passar por uma triagem, Franklin deu início ao tratamento com a medicação emergencial informalmente chamada de “pílula do dia seguinte” do HIV. O nome correto é PEP, da sigla em inglês para profilaxia pós-exposição. Os remédios precisam ser ingeridos em até 72 horas após a relação sexual. Eles evitam em 99% o risco de o vírus ser contraído. Às 7 e às 19 horas, ao longo de 28 dias, o despertador do celular do adolescente funcionou como um alarme para a vida, lembrando-lhe a necessidade de tomar as pílulas. Seus efeitos colaterais são severos. “Tive crise de vômito, dor de cabeça e fadiga.” Após o tratamento, testes confirmaram que o garoto havia escapado do pior.

HIV - Matéria -Leandro Goddinho
O cineasta Leandro Goddinho, 32 anos: adepto do Truvada para previnir o HIV (Foto: Mario Rodrigues)

Histórias como a de Brandão e de Conceição são exemplos da mesma realidade: estão sendo deixados de lado os métodos de prevenção contra a doença. Com isso, aumenta o risco de contrair o vírus e cresce o número de infectados, sobretudo entre a população na casa dos 15 aos 29 anos (veja outras histórias ao longo da reportagem). Na cidade de São Paulo, houve um salto de 1 272 casos, em 2004, para 2 296, em 2013, nesse universo (um acréscimo de 80%). Considerando-se apenas os homens, a evolução foi de 187%. A contaminação entre jovens chama atenção, mas a situação é também preocupante nas demais faixas etárias. Ao todo, foram registrados no Brasil 36 418 infectados em 2006 e 39 501 em 2013 (uma variação de 8,5%). Com isso, o país, que chegou a ser considerado um exemplo para as demais nações com políticas públicas relacionadas ao combate à aids, anda hoje na contramão. No mundo, a incidência caiu 37% na última década, segundo a Organização das Nações Unidas.

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O comportamento de risco explica o avanço do vírus. Uma pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que 45% das pessoas entrevistadas, independentemente da idade, não usaram preservativo em todas as relações sexuais que tiveram nos últimos doze meses. No caso daqueles que nasceram a partir da segunda metade dos anos 80, outro fator agrava o quadro. Eles sentem menos medo. Por terem conhecido a aids em uma fase menos letal da epidemia, quando ela deixou de representar uma sentença imediata de morte para se transformar em doença crônica, pensam que o risco passou. “Acham que basta tomar remédio para ficar tudo bem”, diz o infectologista Francisco Ivanildo de Oliveira, supervisor do ambulatório do Hospital Emílio Ribas.

No universo gay, a incidência é ainda maior. “A rede de homens que fazem sexo com homens é menor, o vírus circula nos mesmos grupos e eles se tornam mais suscetíveis”, explica a infectologista Elaine Gutierrez. Fenômeno recente, o uso de aplicativos de relacionamento fez crescer as opções de parceiros. “Há muitos caras que marcam festas em apartamentos onde todos transam sem camisinha”, diz o estudante Roberto Brandão. Em alguns casos, as baladas são regadas a Viagra, cocaína e vodca com energético.

A luta contra a doença - os avanços no combate ao HIV obtidos nas últimas décadas

1986

Remédio: AZT. O paciente chegava a tomar trinta comprimidos por dia. 

Eficácia: pequena. Em geral, o paciente morria seis meses depois do diagnóstico.

Efeitos colaterais: perda de massa muscular, anemia e aumento do colesterol, entre outros.

1990

Remédio: AZT aliado a drogas como DDI ou 3TC.

Eficácia: intermediária. A sobrevida média com essa terapia dupla passou para dois anos.

Efeitos colaterais: severos, com muitos casos de pancreatite e anemia.

1996

Remédio: terapia tripla, de combinações diversas. Foi a era dos coquetéis, de sete a trinta comprimidos tomados ao longo do dia.

Eficácia: boa. Várias pessoas "renasceram" com essa terapia, ganhando peso e fortalecendo o sistema imunológico. Muitos abandonavam o tratamento devido ao excesso de medicação.

Efeitos colaterais: crise de vômitos e diarreia, entre outros.  

2006

Remédio: lançamento da Atripla, pílula única que reúne os antirretrovirais tenofovir, emtricitabina, e efavirenz. Uma versão do remédio passou a ser adotada no Brasil em 2015.

Excelente: menos doenças oportunistas apareciam.

Efeitos colaterais: amenizados, com menos casos de lipodistrofia (perda e acúmulo de gordura em regiões específicas do corpo).

O serviço do Emílio Ribas na distribuição do coquetel do dia seguinte é um dos melhores termômetros da situação preocupante. Indicada originalmente para profissionais de saúde em ocorrências de acidente de trabalho e casos de estupro, a PEP se tornou em 2010 uma ferramenta de saúde pública para conter o avanço da aids, com a distribuição gratuita em centros de referência. A população até 30 anos representa 70% dos atendimentos do Emílio Ribas relacionados ao coquetel. No ano passado, 1 133 pacientes recorreram ao programa no hospital (foram 3 636 no Estado de São Paulo). Esse número cresce 30% ao ano. Os fins de semana respondem por 54% de todos os casos devido à combinação balada, bebida e outras substâncias psicotrópicas. “Tem gente que vem direto da festa para cá. Algumas vezes, as pessoas estão visivelmente ‘chapadas’ de álcool ou drogas”, diz Ralcyon Teixeira, diretor do pronto-socorro da entidade. Os hospitais tratam o caso como de extrema urgência. Basta alguém informar à recepção que transou sem camisinha para passar na frente de todos na fila de espera. O horário da relação sexual é a primeira pergunta feita na triagem. Se ela tiver ocorrido há mais de 72 horas, não é mais possível remediar.

HIV - Personagem B
B., 26 anos: usuário do Truvana, remédio que reduz contaminação pelo HIV mesmo com a pessoa transando sem camisinha (Foto: Mario Rodrigues)

Na sala de espera do pronto-socorro, com luz fria e cadeiras de plástico ao ar livre, o que se vê são olhos perdidos à espera dos resultados. “As pessoas chegam fragilizadas, com sentimento de culpa”, conta Teixeira. A grande maioria está desacompanhada. O universo da aids é solitário e a maior parte das pessoas se submete ao tratamento sem revelar a ninguém da família. Esconder o quadro, porém, está longe de ser uma tarefa fácil. Os efeitos colaterais são severos e há pacientes que abandonam a terapia na metade. Fadiga, náusea e dores de cabeça atingem a grande maioria dos pacientes. Como durante os 28 dias de tratamento é imprescindível o uso de camisinha nas relações sexuais (para evitar transmitir o vírus em caso de contaminação), homens casados pedem orientação para conseguir explicar essa nova medida às esposas. Mas há de tudo por lá. “Já atendi um casal heterossexual praticante de suingue”, lembra o infectologista Francisco Ivanildo de Oliveira. “Depois de uma noitada, os dois ficaram com medo da contaminação e procuraram ajuda.” Moradora de Itaquera, a analista de crédito E.M., 37 anos, atravessou a cidade rumo à região da Avenida Paulista para se tratar. Ela foi a um barzinho e ficou com um conhecido sem proteção. “Eu até tinha bebido um pouco, mas não estava fora de controle. Foi burrada mesmo.” Descobriu o tratamento pesquisando na internet. “Entrei no Google e digitei algo na linha ‘remédios para evitar aids’.” Para facilitar a vida das pessoas expostas a situações de risco, a prefeitura lançou no mês passado um aplicativo chamado Tá na Mão. Ele informa o hospital mais próximo para tomar a PEP.

+ Perguntas sobre saúde no blog Pergunte ao Doutor

Em termos de prevenção, a grande novidade do mercado é a chegada por aqui do Truvada. Nos Estados Unidos, muitos adeptos americanos foram tachados  de “vadios” por não levar a sério o tratamento, entre outras coisas. Como o remédio é caro e não há distribuição pelo sistema de saúde, certas pessoas ingeriam uma pílula apenas antes da relação sexual. Nesses casos, porém, sua eficácia cai. No Brasil, o remédio é vendido por uma importadora, mas no futuro próximo deve ser encontrado em farmácias com vendas autorizadas mediante receita médica. Um pote com trinta comprimidos custa cerca de 2 000 reais. Como se trata de uma medida contínua, ao longo do ano o interessado gastará quase 24 000 reais no tratamento.

HIV - Roberto Brandao
Roberto Brandão, 25 anos: "Podemos estar perto de uma revolução sexual" (Foto: Mario Rodrigues)

O Truvada bloqueia a entrada do vírus no DNA das células de defesa do organismo. A terapia recomenda que o paciente não abdique do uso de camisinha, uma vez que há 500 tipos de HIV. “A medicina tem de criar defesas para a população sexualmente ativa, e essa droga representa um avanço nessa linha”, defende o infectologista Ésper Kallas, médico da USP responsável pelo estudo feito em São Paulo com 250 voluntários desde o ano passado. Nesse período, nenhum deles foi infectado. Quando for concluída, a pesquisa será encaminhada ao Ministério da Saúde.

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O laboratório americano Gilead entrou com um pedido para que o remédio comece a ser distribuído pelo SUS. Segundo o infectologista Artur Timerman, um dos mais respeitados do país, caso isso ocorra, haverá um risco real de as pessoas abandonarem outros métodos contraceptivos. “Sou favorável ao Truvada como complemento, tanto que tenho dezessete pacientes usando a medicação”, diz. “Mas a prioridade do governo é investir em testes de aids. Quando tem o HIV sob controle, um soropositivo não passa o vírus adiante em 96% das vezes, mesmo se transar sem proteção”, explica. O médico levanta outras dúvidas sobre a nova pílula. “Quem tem problemas em aderir à camisinha usará o remédio de maneira adequada?

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Se eles tomarem de forma errada, poderá surgir então uma nova geração de vírus mais resistentes?”, indaga. Apesar das portas de possibilidades que se abrem com a chegada dessa droga, especialistas como ele são extremamente cautelosos com a novidade e preferem bater nas antigas teclas da adoção da camisinha como a melhor forma de evitar problemas. Jovens que não tiveram essa precaução e experimentaram o drama de conviver com a possibilidade de contrair o vírus sabem melhor do que ninguém: o risco não compensa.

 

 

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    Forneria San Paolo - Itaim Bibi

    Rua Amauri, 319, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3078 0099 ou (11) 3078 4888

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    As casas comandadas por João Paulo Diniz e Ricardo Trevisani estão passando por uma pequena revolução. Por enquanto, foi alterada a matriz, no Itaim, que ficou mais charmosa. No cardápio, a mudança é orquestrada por Marcelo Almeida (ex-Manioca). Com matéria-prima orgânica, o chef desenvolveu novidades como a salada intercalada por rosbife e uma tela de pão crocante (R$ 39,00). Embora vegetariano, o steak de quinoa (R$ 49,00) revela-se uma delícia. Para quem não fica sem carne, a dica é o galetinho com polenta assada (R$ 53,00). Nas sobremesas, vá de piadina de morango e doce de leite (R$ 24,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Espanhóis

    Torero Valese

    Avenida Horácio Lafer, 638, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3168 7917

    VejaSP
    15 avaliações

    Um refúgio espanhol no burburinho do Itaim. Assim é o bar de Juliano Valese e, por isso, atrai tantos casais a fim de um tête-à--tête. No menu, há tapas, como a de queijo manchego com redução de jerez (R$ 33,90) e os anéis de lula (R$ 31,90). À paella marinera (R$ 76,90) somam-se opções um pouco menos óbvias, entre elas a fideuá de polvo, tomate e espuma de limão-siciliano (R$ 75,90). Quanto aos drinques, o negroni (R$ 28,00) ganha uma versão “de España”, com cava no lugar de gim — não tão boa quanto a original, mas funciona.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Chope e cerveja

    Bar Higienópolis

    Rua Pará, 2, Higienópolis

    Tel: (11) 3255 8676

    VejaSP
    1 avaliação

    Luz suave, paredes de cores terrosas e espelhos dão o tom neste bar orgulhosamente paulistano — “nascido e criado no bairro”, como afirma o texto impresso no cardápio. O endereço é frequentado sobretudo por casais e turmas de cabelos brancos, que têm à disposição uma brigada atenciosa. Esta leva às mesas, algumas delas na calçada, o bolinho de arroz com chutney de frutas (R$ 24,00, nove unidades). O chope Eisenbahn Pale Ale é vendido por R$ 12,00 e eventualmente vem junto de uma porção de amendoim de cortesia.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Rotisserias

    Red Boutique Gourmet

    Rua José Maria Lisboa, 1320, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3872 2993

    VejaSP
    1 avaliação

    Desde que foi escolhida a rotisseria campeã na edição especial VEJA COMER & BEBER do ano passado, a casa passou por uma reformulação em quase todo o cardápio. Restaram poucas receitas antigas, como a focaccia tradicional (R$ 9,00 cada uma) e a cheesecake (R$ 68,00 o quilo). Entre as novidades, a berinjela tostada com alho, limão e romãs faz bonito como antepasto. Nos pratos principais, o filé-mignon ao molho de shimeji e vinho tinto (R$ 94,00 o quilo) vem rosadinho por dentro. Essa carne cai bem aolado do arroz integral com legumes picadinhos, ervas e nuts (R$ 36,00 o quilo). A bauletti recheada de queijo brie e amêndoa precisa de apenas alguns minutos no forno regada a molho de tomate assado (R$ 19,50; 500 mililitros) para ser uma massa perfeita. Das guloseimas, merece destaque a torta ópera romeu e julieta (R$ 60,00 o quilo), que intercala catupiry e goiabada cremosa.

    Preços checados em 11 de dezembro de 2015.

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  • Não é fácil identificar um denominador comum no que se produziu na América Latina desde os anos 60 até os dias de hoje, mas o esforço da curadora Cristina Freire de reunir 250 trabalhos de artistas da região na mostra Vizinhos Distantes ajuda a apontar para algumas direções. Com recorte privilegiado na seleção, a arte conceitual é representada em colagens, revistas, livros, ações em espaços públicos e outras manifestações de resistência aos regimes militares. Nomes como os argentinos Juan Carlos Romero, que integrou o Grupo de los Trece na década de 70, e Horacio Zabala ganham projeção ao lado do espírito contestador de Felipe Ehrenberg. Em A Informação Muda a Imagem (1976), o mexicano cola lado a lado o mesmo retrato de uma pessoa acompanhado de legendas diferentes, fazendo notar como o texto pode mudar a percepção de quem olha a imagem. Extrapolam o plano bidimensional importantes obras que pertencem ao acervo do museu, a exemplo de Conceito Espacial (1965), do argentino Lucio Fontana, e Vibração (1963), do venezuelano Jesús Rafael Soto. Na primeira, o visitante se surpreende com rasgos numa tela pintada de amarelo. Soto, por sua vez, cria a ilusão de movimento ao inserir pedaços de metal à frente de um painel riscado. Numa composição quase totalmente abstrata, o cubano René Portocarrero revela uma igreja em Catedral (1961). Até 31/7/2016.
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  • Com mais de quatro décadas de experiência, o grupo paulistano Ballet Stagium faz nova temporada da coreografia Figuras e Vozes, de 2014. Com apoio do programa O Boticário na Dança, o elenco de catorze bailarinos se lança no desafio de investigar o espírito do dadaísmo e suas consequências nos dias atuais, marcados pela rapidez da informação. Surgido durante a I Guerra Mundial, o movimento de cunho antirracional propunha outras visões de mundo. A direção é do casal Marika Gidali e Décio Otero. Bem diversa, a trilha conta com canções de artistas como Tetê Espíndola e Yann Tiersen. Dias 8, 9 e 10/7/2015.
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  • Considerada a capital do rock, Brasília é a terra de Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e Capital Inicial. Entre os representantes mais recentes a despontar naquela cena está a banda Scalene. Com o terceiro álbum na bagagem, Éter (2015), Gustavo Bertoni (guitarra e voz), Tomas Bertoni (guitarra), Lucas Furtado (baixo) e Philipe Makako (bateria) passaram por casas de show do circuito independente, participaram do festival South by Southwest, no Texas, e voltaram direto para o Lollapalooza, em São Paulo. Tudo isso antes de eles surpreenderem o cantor Paulo Ricardo e se tornarem um dos grupos favoritos do programa dominical SuperStar, da Globo. As faixas do conjunto intercalam riffs pesados com levadas mais suaves e acústicas, aproximando-se do indie rock. O quarteto sobe ao palco na primeira edição do Rock Works, antes da atração principal da noite, o rapper Emicida. Ele segue divulgando o disco O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui (2013) e adianta novidades do próximo trabalho, caso de Boa Esperança. Vale ainda espiar a apresentação de abertura, com o grupo Far from Alaska, quinteto potiguar que traz no repertório Thivery e Dino vs Dino. Eles serão seguidos pelos goianos psicodélicos da Boogarins. Dia 7/7/2015.
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  • A franquia nascida na década de 80 rendeu quatro longas-metragens, e este quinto episódio é uma espécie de recriação da cinessérie de ficção científica. Em 2029, as máquinas dominaram os homens, mas o líder dos sobreviventes, John Connor (Jason Clarke), consegue virar o jogo. Um exterminador, contudo, embarca numa máquina do tempo e vai parar em 1984. Connor logo descobre o objetivo da máquina: matar sua mãe, Sarah Connor (Emilia Clarke), e, assim, impedir seu nascimento. Mas ela é protegida desde criança por outro androide (interpretado por Arnold Schwarzenegger). Personagem igualmente importante, Kyle Reese (Jai Courtney) foi escolhido por Connor para voltar ao passado e ajudar Sarah. A ação, porém, concentra-se em 2017, quando o Skynet vai controlar a humanidade. Achou o enredo o samba do terminator maluco? E é. Arnold, aos 67 anos, ainda rende bem na pancadaria, mas, hoje, se vira melhor no humor — suas tiradas brincando com o envelhecimento são divertidas. Efeitos visuais de praxe e um vilão dissimulado também deixam o resultado frouxo. Direção: Alan Taylor (Terminator Genisys, EUA, 2015, 126min). 12 anos. Estreou em 2/7/2015.
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  • Quase duas décadas depois de estrear como diretor com Momento de Afeto (1997), o ator Alan Rickman (o professor Severus Snape, da cinessérie Harry Potter) volta ao posto e mostra faro apurado para a recriação de época. Em Um Pouco de Caos, Rickman interpreta o rei francês Luís XIV e narra um fato ocorrido em 1682. A pedido do Rei Sol, o jardineiro da corte André Le Nôtre (Matthias Schoenaerts) fica encarregado de construir um auditório ao ar livre no Palácio de Versalhes. Para o trabalho, escala a paisagista Sabine de Barra (Kate Winslet). Nem tudo, porém, é o que parece. Além de Sabine ser uma personagem fictícia, sua intérprete e o diretor são ingleses e Schoenaerts, belga. Um episódio da história francesa, falado na língua de Shakespeare, teve locações apenas na... Inglaterra (!). Fica difícil, portanto, encontrar credibilidade numa trama cujo próprio ponto de partida não se sustenta. Estreou em 2/7/2015.
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  • O sucesso da série no canal Multishow gerou um bem-sucedido longa-metragem em 2013 e também uma peça em cartaz no Teatro Shopping Frei Caneca. Era esperada, portanto, uma continuação da trajetória conjugal de Fábio e Miá, sempre interpretados pelos atores Fábio Porchat e Miá Mello. A trama de Meu Passado Me Condena 2 se passa três anos após o casamento deles. Uma crise abateu-se sobre o relacionamento e, de Portugal, vem a oportunidade de reaquecer a paixão. A avó de Fábio morreu e o avô (Antônio Pedro) pede a presença do neto no enterro. Em uma bela quinta no interior, desenrolam-se as confusões amorosas. Fábio reencontra uma namoradinha de infância (Mafalda Rodiles), que está noiva de Álvaro (Ricardo Pereira), antigo desafeto do protagonista. Entre briguinhas e reconciliações, o roteiro expõe seu humor em piadas ora espertas, ora manjadas, e se dá melhor no quesito romântico — a idílica paisagem portuguesa contribui para isso. Porchat e Miá, parceiros de três anos na vida profissional, resistem aos altos e baixos da história com uma química invejável. Estreou em 2/7/2015.
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  • Iris (Emmanuelle Béart), desde criança, sempre foi a filha predileta de sua mãe (Alice Isaaz). “Patinho feio” da família, Joséphine (Julie Depardieu) desfez o casamento, anda encrencada em dívidas e tem um casal de filhos para criar. Embora casada com um homem rico (Patrick Bruel), Iris nunca engrenou numa profissão e, agora, entrou numa enrascada por ter prometido escrever um livro. Pede, então, ajuda da irmã,estudiosa da Idade Média. Elas fazem um trato. Em troca de grana, Joséphine será a ghost writer da mana dondoca. Relações familiares são um prato cheio para o cinema francês e, em Os Olhos Amarelos dos Crocodilos, os personagens pensam e agem com naturalidade tornando a história, além de crível, digestiva. O problema está nos arredores do enredo central. Nas dispensáveis subtramas, o filme perde o ritmo e ganha duração excessiva. Estreou em 2/7/2015.
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  • O Waze do ônibus

    Atualizado em: 3.Jul.2015

  • Depois de Kiriku e a Feiticeira (1998) e Kiriku — Os Animais Selvagens (2005), o diretor francês Michel Ocelot encerra uma trilogia com Kiriku — Os Homens e as Mulheres. O trabalho segue a técnica da tradicional animação em 2D para contar curtas histórias do valente e serelepe Kiriku. Garotinho de uma aldeia africana, ele está sempre pronto para resolver os problemas dos adultos. Dois contos se destacam no longa-metragem: a jornada de Kiriku para encontrar um velho desaparecido na floresta e a insistência do protagonista em acolher um menino tuaregue que se perdeu dos pais numa tempestade de areia. Ao contrário dos concorrentes americanos em cartaz, como Divertida Mente e Minions, o desenho animado tem um ritmo calmo e, sempre no desfecho das tramas, a cantoria marca discreta presença. Embora as fábulas sejam bonitinhas, o esplêndido visual, feito em uma palheta de cores fortes e vibrantes, fascina mais. Estreou em 2/7/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO