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Em turnê de banda de rock, fã é furtado no Renaissance

Gaúcho que acompanhava banda sueca em turnê em São Paulo teve a mochila levada. Hotel afirma que prestou assistência ao rapaz

Por: Adriana Farias - Atualizado em

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Guilherme Pistelli Lipinski (de camisa branca e cabelo loiro) com os músicos da banda sueca Crashdïet em turnê em São Paulo (Foto: Arquivo Pessoal/Chris Young)

Durante turnê da banda de hard rock sueca Crashdïet no Brasil, um amigo e fã gaúcho do grupo foi furtado no hotel Renaissance, na Zona Oeste de São Paulo, onde os músicos estavam hospedados no último domingo (12).

Um dos hotéis mais sofisticados da cidade, o Renaissance fica na Alameda Santos e hospeda com frequência artistas e celebridades, além de executivos estrangeiros. Uma diária não sai por menos de R$ 890 e pode chegar a R$ 35 mil.

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Guilherme Pistelli Lipinski, 27, conhecido como Chris Young, conta que estava com o vocalista Simon Cruz no bar do saguão por volta das 19h40, à espera de outros integrantes da banda, quando reparou que a sua mochila havia sumido.

Segundo ele, que não era hóspede do hotel, a equipe de segurança confirmou o furto ao mostrar as imagens das câmeras de segurança. De acordo com o jovem, foi possível ver no vídeo o momento em que um homem, de cabelos grisalhos, aparentando 50 anos e usando terno, levou a mochila. “Ele sentou em um sofá logo atrás de mim e, em um momento de distração, ele se agachou e pegou a mochila que estava nos meus pés. Saiu imediatamente do hotel com o paletó envolvendo e escondendo minha mochila”, diz.

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Guilherme (de chapéu) com Martin Sweet (guitarrista) e Peter London (baixista) do Crashdïet (Foto: Arquivo Pessoal/Chris Young)

Foram levados uma câmera digital Canon, um smartphone Samsung Galaxy, 70 reais em dinheiro, além de uma peça de roupa roupa, cartões de crédito e débito, documentos e um estojo de maquiagem. “Para chegar até o hotel, peguei ônibus, metrô, andei na rua, em shopping e tomei cuidado o tempo todo com a mochila”, afirma. “Nunca iria imaginar que algo do tipo aconteceria dentro de um hotel cinco estrelas.”

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Sem documentação e dinheiro, Lipinski diz que, durante sua estadia de quase uma semana em São Paulo, contou com a ajuda dos amigos e dos integrantes da banda, que pagaram suas despesas na capital. Ele registrou boletim de ocorrência e o caso está sendo investigado pelo 78º DP (Jardins).

De acordo com Lipinski, os seguranças do hotel informaram a ele que não havia nada a ser feito, uma vez que o furto havia ocorrido em área comum do hotel, e não dentro de um quarto.

Outro Lado

O Renaissance afirma, em nota, que providenciou assistência a Lipinski e que o incidente não envolveu nenhuma outra pessoa do hotel. Questionada sobre outros casos de furto, o hotel não respondeu e também não autorizou o acesso às imagens de segurança. Informou ainda que, por políticas internas e para preservar a privacidade de clientes e hóspedes, não comenta sobre ocorrências.

Ainda de acordo com a nota, o hotel diz que trabalha com “medidas de segurança máxima na propriedade, seguindo os padrões de qualidade e segurança internacionais da rede Marriott aplicados em seus mais de 4 000 hotéis, em 74 países”. A nota prossegue dizendo que “a integridade de nossos clientes e colaboradores é uma prioridade e a experiente equipe é constantemente treinada para avaliar e responder adequadamente a todos os cenários”.

A FreePass, responsável pela turnê do Crashdïet no Brasil, afirma que nenhum dos músicos ou sua equipe tiveram itens furtados no Renaissance. Diz que o hotel fez o possível para ajudar o fã, mas que o ladrão havia fugido.

Fonte: VEJA SÃO PAULO