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Governo diz que pane no metrô foi ação de vândalos

Para Geraldo Alckmin e Jurandir Fernandes, secretário de Transportes Metropolitanos, "pessoas exaltadas" e "vândalos" pioraram o problema na Linha 3-Vermelha

Por: Redação VEJASÃOPAULO.COM - Atualizado em

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Embarque na Estação Sé do metrô (Foto: Osmar Maeda)

O governo de São Paulo atribuiu a pane na Linha 3-Vermelha do metrô que durou cinco horas e causou pânico entre os passageiros na noite de ontem a uma ação orquestrada por "vândalos". Tanto o governador Geraldo Alckmin quanto o secretário de Transportes Metropolitanos Jurandir Fernandes deram declarações nesse sentido nesta quarta (5).

 

Para Alckmin, houve um problema pontual em uma das portas do metrô que foi resolvido rapidamente, mas a movimentação "de um grupo de pessoas e depois de vândalos" tornou a situação mais difícil. "Não acredito que seja geração espontânea. Precisa ser investigado com seriedade, verificar nas câmeras de vídeo qual a origem disso. O fato é que houve problema em uma porta, resolvido em menos de dez minutos, que acabou causando esse grande transtorno para a população", disse o governador após uma visita ao Instituto do Câncer. 

Já Jurandir Fernandes, em entrevista à Rádio Estadão, afirmou que "alguns exaltados, com ânimo para fazer vandalismo, começaram a gritar palavras de ordem para que as pessoas pulassem na via". "Pulando na via, você tem que cortar a energia imediatamente. O que gera um desconforto imediato com a quebra do ar-condicionado". Com o calor insuportável dentro dos vagões, sete trens tiveram seus botões de emergências acionados por passageiros. "Não se sabe se isso foi por causa do desconforto ou foi pensado, tramado", acrescentou.

O secretário disse ainda estar convicto de que o problema foi agravado pela ação de vândalos e fez uma analogia com os atos de depredação vistos nos protestos mais recentes. "Esse vandalismo que tirou a liberdade de expressão e afastou da rua quem queria fazer manifestacões, isso nós não vamos permitir que entre no metrô. Vamos ser duros, rígidos."

 

Fonte: VEJA SÃO PAULO