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Gilberto Gil exibe novo espetáculo no Teatro Alfa

Cantor e compositor se apresenta acompanhado pela Orquestra Sinfônica da Bahia

Por: Carol Pascoal

Gilberto Gil
Gilberto Gil, que se apresenta no Teatro Alfa: 'Composições novas são secundárias neste projeto' (Foto: Jorge Bispo)

Em 2002, quando fez 60 anos, o baiano Gilberto Gil dispensou uma festa grandiosa. Como não tem o hábito de comemorar aniversário, ele apenas reuniu a família em um jantar em sua casa, no Rio de Janeiro.

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Uma década depois, a celebração dos 70 anos, em 26 de junho, seguiu nos moldes intimistas. Nesse mesmo dia, o público foi agraciado com uma prévia — transmitida via YouTube — do DVD “Concerto de Cordas & Máquinas de Ritmo”, previsto para chegar às lojas em novembro. Trata-se do registro da apresentação realizada ao lado da Orquestra Petrobras Sinfônica, em maio, no Teatro Municipal da capital fluminense.

É esse espetáculo que Gil traz ao Teatro Alfa, desta vez acompanhado de trinta membros da Orquestra Sinfônica da Bahia, além de uma banda composta por Jaques Morelenbaum (violoncelo), Gustavo Di Dalva (percussão), Nicolas Krassik (violino) e o filho Bem Gil (violão).

No trabalho, a única canção inédita (e garantida no repertório) chama-se “Eu Descobri”. Em duas noites, Gilberto Gil interpreta criações de Luiz Gonzaga, Jimi Hendrix, Dorival Caymmi, Tom Jobim e as faixas autorais sempre esperadas, caso de “Domingo no Parque” e “Expresso 2222”. “Composições novas são secundárias neste projeto, a novidade fica por conta dos arranjos e da abordagem sinfônica”, explica.

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Ao longo de 2012, outros medalhões da música brasileira completam 70 anos, como Milton Nascimento e Paulinho da Viola. No dia 7, foi a vez do amigo e parceiro Caetano Veloso. “O problema de Caetano é que ele não acha que envelheceu”, diverte-se Gil. “Mas sobre quem envelheceu mais, aparentemente, acho que fui eu.” O passar do tempo, contudo, não diminui a produção do artista. “A música me diverte e me sustenta, e esses dois elementos juntos me dão a motivação para continuar.”

Fonte: VEJA SÃO PAULO