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Confira os filmes em cartaz que disputam o Oscar

Dezesseis longas-metragens que concorrem à estatueta, como A Teoria de Tudo, Birdman e Sniper Americano, estão na programação

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Muitos filmes que concorrem ao Oscar, cuja cerimônia será realizada em 22 de fevereiro, já estão em cartaz na cidade. Dividem o maior número de indicações, em nove categorias, as comédias Birdman e O Grande Hotel Budapeste, este último de volta ao circuito após as nomeações.

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Confira abaixo a lista completa:

  • Nem Amores Brutos (2000) nem Babel (2006) conseguiram elevar o mexicano Alejandro González Iñárritu à condição dos grandes cineastas. A oportunidade de entrar para o time estelar está nesta fabulosa comédia de tintas negras e dramáticas, indicada em nove categorias do Oscar: melhor filme, direção, ator (Michael Keaton), ator coadjuvante (Edward Norton), atriz coadjuvante (Emma Stone), roteiro, fotografia, edição de som e mixagem de som. Trata-se de um trabalho fenomenal de câmera, montagem, iluminação e interpretações com uma carga intensa de emoções e adrenalina. Também roteirista e auxiliado pelo tarimbado diretor de fotografia Emmanuel Lubezki (de Gravidade), Iñárritu convoca a plateia a embarcar numa trama ambientada praticamente dentro de um teatro (o St. James, de Nova York), mas seus sensacionais planos-sequência tendem a deixála em um arrebatador movimento contínuo. Keaton, no melhor papel de sua carreira, atua como Riggan, uma estrela decadente do cinema que, depois de vestir três vezes a fantasia do super-herói Birdman, caiu num certo ostracismo. Ele quer dar a volta por cima e, para isso, adaptou, dirigiu e vai protagonizar um conto de Raymond Carver na Broadway. O roteiro se passa durante alguns dias antes da estreia e enfoca o nervosismo do protagonista diante do iminente fracasso/sucesso e ao lidar com o ego inflado de seu parceiro de cena (Norton), a filha inquieta (Emma), o produtor angustiado (Zach Galifianakis) e as insistentes cobranças de um personagem saído da imaginação, o assustador Birdman em carne e osso. Estreou em 29/1/2015.
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  • Into the Woods é uma peça de sucesso na Broadway desde a sua estreia, em 1987. De James Lapine e Stephen Sondheim, o espetáculo ganhou uma versão para o cinema, comandada por Rob Marshall (de Chicago) e estrelada por um excelente time de atores, a começar por Meryl Streep, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante — Caminhos da Floresta ainda concorre em desenho de produção e figurino. Saiba que, ao entrar na sessão, estará diante de um musical — sim, embora seja uma comédia, há bastante cantoria e da melhor qualidade. A trama faz uma deliciosa subversão dos contos infantis e provoca risos espontâneos para quem conhece um pouco de suas histórias. O foco principal está no casal de padeiros, interpretado por James Corden e Emily Blunt, que não pode ter filhos por causa do feitiço de uma bruxa (Meryl Streep). Ela, então, surge exigindo quatro itens para reverter a maldição: uma vaca branca, um capuz vermelho, cabelos da cor do milho e um sapato dourado. Não é preciso ir muito longe para saber onde isso vai dar. Na floresta, a dupla cruza com personagens como Chapeuzinho Vermelho (Lilla Crawford), João (do pé de feijão), Cinderela (Anna Kendrick), Rapunzel (Mackenzie Mauzy), o Lobo Mau (Johnny Depp)... Há ainda um príncipe mulherengo (Chris Pine) e, claro, a madrasta interesseira, interpretada por Christine Baranski. Em sua meia hora final, o longa-metragem perde parte do fôlego e estica o humor em situações repetitivas. Um bom corte o deixaria mais no prumo. Estreou em 29/1/2015.
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  • Os irmãos e diretores belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne têm uma carreira escorada em dramas contemporâneos e familiares, a exemplo de A Criança (2005) e O Garoto da Bicicleta (2011). Voltam ao tema abordando a crítica fase econômica na Europa neste novo trabalho e acertam na mosca com uma situação plausível. Vencedora do Oscar por Piaf e candidata ao prêmio neste ano, Marion Cotillard se entrega com intensidade à personagem Sandra, uma mulher casada e mãe de um casal de filhos. Saindo de uma depressão, ela toma um baque ao saber que foi demitida de uma pequena fábrica onde trabalha, no interior da Bélgica. Pior ainda é o motivo da dispensa: seus colegas optaram por ter um bônus de 1 000 euros em troca de ver Sandra no olho da rua. Encorajada pelo marido (Fabrizio Rongione) a procurar os funcionários para reverter o caso, ela embarca numa exaustiva (e por vezes humilhante) jornada durante o fim de semana. O desenrolar da triste  história reflete a visão de mundo dos Dardenne. No microcosmo da sociedade, o egoísmo e a solidariedade andam juntos, e a justificativa para Sandra, de cada um dos personagens, traduz o pensamento da humanidade diante das crises. Estreou em 5/2/2015. Adversárias: Reese Witherspoon (Livre) e Felicity Jones (A Teoria de Tudo) são outras duas candidatas ao oscar de melhor atriz que podem ser vistas nos cinemas.
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  • A deslumbrante comédia foi consagrada no Oscar com quatro prêmios: melhor figurino, trilha sonora, desenho de produção e cabelo/maquiagem. Na trama, um escritor (interpretado por Tom Wilkinson) relembra o passado, quando se hospedou no Grande Hotel Budapeste. Ele tinha 40 e poucos anos (Jude Law assume o personagem) e ouviu do proprietário, Moustafa (F. Murray Abraham), como o imenso imóvel nas montanhas da fictícia República de Zubrow ka foi parar em suas mãos. O enredo volta então a 1932 para flagrar a rotina de Moustafa (agora Tony Revolori), um novato mensageiro a serviço de Monsieur Gustave (Ralph Fiennes, excelente), o gerente almofadinha exigente e amante de velhas hóspedes. Além da narrativa ágil e do humor abrangente, a paleta de cores usada na brilhante direção de arte enche os olhos e cria um visual acachapante. Estreou em 3/7/2014.
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  • Vencedor do Oscar 2015 de melhor filme estrangeiro, o drama polonês, em belíssima fotografia em preto e branco, traz uma marcante austeridade na realização do diretor Pawel Pawlikowski. O longa tem um formato de tela quase quadrado (recurso usado por Wes Anderson em O Grande Hotel Budapeste) e enquadramentos formidáveis, que fogem do convencional. A beleza estética emoldura uma história triste. Na Polônia comunista de 1962, Anna (Agata Trzebuchowska), uma noviça órfã prestes a fazer seus votos, é retirada do convento para ir ao encontro da tia. Wanda (Agata Kulesza), sem meias palavras, revela que Anna, na verdade, é Ida Lebenstein, filha de judeus mortos durante a II Guerra. A situação delicada ganha tratamento de distância emocional, afinal se trata de uma fita cercada pelo rigor e pela contenção sentimental do cinema polonês. Wanda, porém, decide pegar a sobrinha e tentar localizar as últimas pessoas que tiveram contato com seus pais. Será uma dura jornada de descobertas. Estreou em 25/12/2014.
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  • É impossível desassociar Christopher Nolan da palavra ousadia. Desde Amnésia (2000), passando pela trilogia Batman (2005, 2008 e 2012), até A Origem (2010), o diretor tem se destacado por comandar projetos autorais torrando a grana de grandes estúdios. Seu novo trabalho é uma ficção científica complexa e longa (quase três horas de duração) cujo trunfo está na grandiosidade estética e nos sutis efeitos visuais. Não à toa, concorre em cinco categorias no Oscar 2015: design de produção, edição de som, mixagem de som, efeitos visuais e trilha sonora. A fita se aproxima da trama espacial-existencialista do filme 2001 — Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick. Matthew McConaughey é Cooper, viúvo e pai de Murph (Mackenzie Foy), menina com quem tem uma forte ligação, e do adolescente Tom (Timothée Chalamet). Num futuro indefinido (embora a ambiência seja vintage), a Terra está sendo devastada por tempestades de poeira. A solução da Nasa consiste em levar uma equipe ao redor de Saturno para buscar um novo planeta e realocar os humanos. Ex-piloto, Cooper abandona a família e lidera a expedição rumo ao desconhecido. Anne Hathaway interpreta uma das tripulantes. Depois de um belo prólogo melancólico, há sequências que alternam imagens de rara beleza com blá-blá -blá científico. Estreou em 6/11/2014.
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  • Após estudar em Cambridge e Princeton, o matemático e prodígio Alan Turing (papel de Benedict Cumberbatch) foi chamado para, junto de um grupo de criptógrafos, decifrar um código nazista durante a II Guerra. Ao chegar à instalação militar secreta Bletchley Park, Turing, um sujeito tão tímido quanto arrogante, foi rechaçado pelos colegas. Sua prepotência, aliada à inteligência, foi decisiva para que seus chefes o colocassem na posição de líder. Trazer à tona a figura de Turing é o maior mérito desse drama, que levou o Oscar de melhor roteiro adaptado. Em desempenho notável, Cumberbatch cumpre à risca o papel: Turing, embora rolasse um clima com sua colega Joan Clarke (Keira), era homossexual. O roteiro, contudo, passa de raspão pela intimidade do biografado para dar ênfase ao seu trabalho, considerado precursor da ciência da computação. Levado em clima de tensão dramática, o longa-metragem faz parte da linhagem de fitas inglesas feitas sob encomenda para concorrer a prêmios. Isso, ao menos, conseguiu. Estreou em 5/2/2015.
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  • O drama do diretor Andrey Zvyagintsev (O Retorno) traz um tema pesado tratado com tensão e dureza. Na trama, Dmitri (Vladimir Vdovitchenkov), um advogado de Moscou, vai até a Península de Kola, no extremo norte do país, para ajudar seu grande amigo Kolya (Aleksey Serebryakov). Este se encontra num impasse. Viúvo e casado pela segunda vez, agora com Lilya (Elena Lyadova), e pai de um adolescente, Kolya é dono de uma propriedade herdada da família, onde instalou sua oficina mecânica. Contudo, o terreno, muito bem localizado numa vila de pescadores, foi confiscado a mando do corrupto prefeito (Roman Madyanov). Como Dmitri possui um dossiê comprometedor do político, não pensa duas vezes para chantageá-lo. Assim começa uma história regada a litros de vodca, traição e morte. Sem concessões, o realizador faz emergir uma crônica russa atual sobre poder e cobiça, tendo a aniquilação dos relacionamentos na linha de fogo. Estreou em 15/1/2015.
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  • Cheryl Strayed (interpretada com afinco por Reese Witherspoon, indicada ao Oscar) tinha 26 anos quando, em 1995, decidiu, literalmente, colocar o pé na estrada. Destruída pelo vício em heroína, com o bom casamento desfeito e abalada pela morte da mãe (Laura Dern, candidata a melhor atriz coadjuvante), quis provar a si mesma que era capaz de dar a volta por cima. Para isso, não poupou esforços. Munida de um pesado mochilão, embarcou numa jornada pela Pacific Crest Trail, trilha na costa oeste dos Estados Unidos, do deserto de Mojave em direção ao Estado de Washington. Foi uma longa caminhada de quase 1.800 quilômetros em meio a desventuras e medos. Cheryl chegou ao destino com os dedos calejados e a paz de espírito almejada. Para contar essa fascinante história em Livre, inspirada em livro autobiográfico, o diretor canadense JeanMarc Vallée escalou o badalado escritor Nick Hornby (Alta Fidelidade) como roteirista. Embora o penoso percurso seja percebido pelo espectador por meio das diferentes paisagens do caminho, o filme não consegue transmitir a dureza da trajetória da protagonista. A qualquer sinal de perigo, acena-se com uma fácil resolução — seja ao ver uma cobra ou na chegada de uma tempestade. O deslize cometido pelo diretor em Clube de Compras Dallas, seu trabalho anterior, aqui se repete: uma trama recheada de momentos reais é encenada como uma ficção pouco crível. Estreou em 15/1/2015.
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  • Depois de encantar as meninas com Frozen — Uma Aventura Congelante, a Disney contra-ataca com uma animação para cair no gosto dos moleques, indicada ao Oscar 2015 da categoria. No entanto, há fofura, ação e muitas situações cômicas na nova produção do estúdio do Mickey, inspirada na série de quadrinhos da Marvel. O longa-metragem tem sua primeira parte dedicada a passagens muito divertidas, além de um momento dramático. Na trama, o adolescente Hiro Hamada participa de lutas clandestinas com seu robô a fim de faturar uma grana. Seu irmão, botando fé na inteligência dele, o convida para participar de uma feira de ciências, na qual seu talento é descoberto. Hiro, então, passa a dar expediente na mesma empresa do primogênito, especializada em robótica. Um acidente no local provoca a morte do irmão e Hiro encontra entre os pertences dele o gorducho Baymax. Trata-se de um boneco inflável que, quando acionado, vira uma espécie de médico particular — vêm, aliás, desse metódico personagem as tiradas mais inspiradas. Unidos pelo acaso, eles se tornam amigos inseparáveis. Da metade em diante, o desenho animado se rende a uma aventura na cola das histórias de super-heróis. Em visual esplêndido, a cidade futurista do filme chama-se São Fransokyo, espirituosa mistura de São Francisco e Tóquio — as ladeiras da cidade californiana são embelezadas por cerejeiras tipicamente orientais e a Golden Gate possui pórticos japoneses, por exemplo. Bônus bacana: antes, é exibido o hilariante curta-metragem O Banquete, sobre um cachorro alimentado pelo dono com comida trash. Estreia prometida para 25/12/2014.
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  • Em seu primeiro longa-metragem, o diretor argentino Damián Szifrón faz um trabalho repleto de frescor e criatividade. São seis histórias, também assinadas por ele, tão boas e surpreendentes que, em muitos momentos, terminam com um gosto de quero mais. O prólogo já arrebata. Num avião, os passageiros percebem ter algo em comum: todos conhecem um sujeito chamado Pasternak. A coincidência vai acabar de forma assustadoramente divertida. A partir daí, os demais relatos trazem a vingança como tema — e o humor negro reina. Fica fácil notar as influências do realizador, que vão de Tarantino aos irmãos Agustín e Pedro Almodóvar (produtores da fita), passando pelo “terrir” de Sam Raimi (Arrasta-me para o Inferno). Outra boa notícia é o resultado da comédia: embora seja uma trama em episódios, há uma afinada unidade entre eles. Estreou em 23/10/2014.
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  • Em 1965, um ano após receber o Prêmio Nobel da Paz, Martin Luther King (interpretado por David Oyelowo), ferrenho defensor dos direitos civis, juntou-se a uma campanha para que os negros tivessem direito a voto. No sul racista dos Estados Unidos, a situação era crítica e a pequena cidade de Selma, no Alabama, foi escolhida como QG de uma marcha histórica. A trama do drama Selma — Uma Luta pela Igualdade, candidato ao Oscar de melhor filme e canção (para Glory), é, por si só, atraente e, não à toa, as imagens reais que despontam no desfecho emocionam mais do que a romantização do fato. A diretora Ava DuVernay consegue bons momentos dramáticos, sobretudo pelo empenho de atores como Oyelowo, Tom Wilkinson e Tim Roth, este na pele do governador George Wallace. Há também cenas de forte impacto. Entre elas, a explosão que mata quatro garotinhas negras numa igreja (tema do documentário 4 Little Girls, de Spike Lee) e os violentos ataques à população negra por policiais brancos. São registros que espelham uma realidade ocorrida há apenas cinco décadas e, daí, a importância de ser retomados a qualquer instante. Estreou em 5/2/2015.
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  • Embora seja um estrondoso sucesso nas bilheterias dos Estados Unidos, Sniper Americano vem dividindo opiniões. Alguns saíram em defesa e outros atacaram a visão heroica que o diretor Clint Eastwood dá a um atirador de elite, responsável por matar 160 pessoas (confirmadas) em nome da defesa de militares americanos e civis iraquianos. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. Eastwood, um veterano à frente e atrás das câmeras, de 84 anos, faz um registro seco para enfocar as feridas de uma guerra no cotidiano de Chris Kyle (papel de Bradley Cooper). Deixa para os créditos finais o sentimentalismo genuíno acompanhando as imagens reais do biografado. A primeira cena tem um grande impacto. No teto de uma casa em Fallujah, no Iraque, Kyle precisa tomar uma decisão em segundos: acerta ou não um tiro num garoto que muito provavelmente carrega um explosivo nas mãos a fim de atingir um tanque americano? O desfecho da sequência será retomado mais adiante. Partindo da infância do protagonista, a história concentra-se em sua fase adulta, passando pelo casamento com Taya (Sienna Miller), os treinamentos militares e, sobretudo, as operações no Iraque, após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Eastwood afasta-se da “patriotada” e dos julgamentos morais para ir fundo nos dilemas íntimos de um homem a serviço de uma nação. Ignorado no Globo de Ouro, o longa-metragem surpreeendeu na corrida do Oscar e, neste domingo (22/2/2015), concorre a melhor filme, ator (Cooper), roteiro adaptado, montagem, mixagem de som e edição de som. Estreou em 19/2/2015.
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  • Em meados da década de 60, Stephen Hawking (papel de Eddie Redmayne, vencedor do Oscar 2015 de melhor ator) era um brilhante aluno na Universidade de Cambridge quando começou a ter os primeiros sinais de uma doença degenerativa neuromotora. De olho em Jane (Felicity Jones), uma estudante de poesia ibérica, ficou abalado após o médico lhe dar apenas dois anos de vida. O tempo passou e ele superou as dificuldades. Hoje, aos 73 anos, Hawking é um ilustre físico e cosmólogo, autor de livros como Uma Breve História do Tempo, e, completamente paralisado, usa um sintetizador de voz para poder se expressar. A história do drama foi baseada no livro homônimo de Jane Hawking, a primeira esposa do protagonista e peça fundamental no longa-metragem. Como a fonte de inspiração veio de Jane, não espere entender a importância do trabalho de Hawking. A trama foca, sobretudo, o relacionamento deles, os problemas que enfrentaram juntos e, com o marido já bastante debilitado, o interesse de Jane por outro homem, um músico interpretado por Charlie Cox. Mais conhecido pelos documentários O Equilibrista (2008) e Projeto Nim (2011), o diretor James Marsh entrega à plateia uma cinebiografia romantizada que, até mesmo nos conflitos íntimos, se distancia de polêmicas. A boa “embalagem” de época e a superlativa atuação de Redmayne são seus trunfos. Estreou em 29/1/2015.
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  • Com uma pegada de denúncia, o diretor Abderrahmane Sissako, da Mauritânia, escancara os absurdos desmandos dos extremistas muçulmanos num pobre vilarejo do Mali chamado Timbuktu, nome deste drama vencedor de sete prêmios no César 2015 (o Oscar francês), incluindo o de melhor filme. O personagem central é Kidane (Ibrahim Ahmed), um tuaregue que vive com a mulher e a filha pequena numa tenda do deserto, a alguns quilômetros de Timbuktu. Quando um vizinho mata uma vaca de Kidane, este revida sem violência, mas a briga termina em morte. Mesmo sem ter culpa, o protagonista segue os desígnios de Alá e vai a julgamento. Em registro de flerte com o documentário, o longa-metragem abre espaço para a poesia, representada numa tocante sequência em que meninos jogam futebol sem bola porque o esporte também está fora da lei. Estreou em 22/1/2015.
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  • No drama, Andrew Neiman (Miles Teller) tem 19 anos e estuda num prestigiado conservatório musical de Nova York. Seu objetivo é virar um profissional da bateria, mesmo que, para isso, tenha de renunciar à família, aos amigos e aos amores. Não por acaso, seu talento nas baquetas ganha o reconhecimento do professor Terrence Fletcher (J.K. Simmons). Andrew, então, passa a integrar a banda de jazz do mestre, composta apenas de estudantes do primeiro time. A partir daí, sua vida transforma-se num cotidiano cheio de som e fúria. Tem-se, aqui, a fome com a vontade de comer. Se o professor se mostra um carrasco irascível, o aluno parece ter prazer com a extrema rigidez. Assim como o jovem protagonista, o diretor Damien Chazelle, prestes a completar 30 anos, tem uma fabulosa capacidade de entrega ao trabalho. Enxuto na duração e tenso em seu desenrolar, seu segundo longa-metragem pulsa no ritmo da história. Bem-aceito no Oscar 2015, ficou com os prêmios de ator coadjuvante (Simmons), montagem e mixagem de som. Estreou em 8/1/2015.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO