Arte

4 exposições incríveis que abrem em grandes museus nesta semana

Frida Kahlo e Alexander Calder ganham mostras potentes por aqui: programe-se

Por: Julia Flamingo - Atualizado em

Frida Kahlo - suas Fotos
Flagrantes de Frida: cerca de 240 fotografias vieram direto da Casa Azul, no México (Foto: Nickolas Muray)

1 - Frida Kahlo, no MIS e Espaço Cultural Porto Seguro

Um acervo numeroso de Frida Kahlo ficou guardado depois da sua morte, em 1954. Quando finalmente foi aberto, em 2007, revelou obras e objetos pessoais, além de um impressionante conjunto de 6 500 fotografias tiradas pela própria artista mexicana e também por familiares e amigos. Parte dessas imagens pode ser vista por aqui a partir de sábado (3), na mostra Frida Kahlo - Suas Fotos, em dois locais. No MIS, serão expostos cerca de 200 retratos; no Espaço Cultural Porto Seguro, outros 25 (nesse último, foi montado também um cenário baseado na Casa Azul, onde Frida viveu por 25 anos com Diego Rivera). O ingresso inclui o transporte entre as instituições. Programe-se: na abertura de sábado (3), a entrada é gratuita.

Os Muitos em Um
Autorretrato com Rubens, de Albano Afonso: entre os 300 trabalhos da mostra no Instituto Tomie Ohtake (Foto: Casa Triângulo)

2 - Coleção de José Olympio Pereira, no Instituto Tomie Ohtake

Presidente do Credit Suisse no Brasil, José Olympio Pereira é dono de nada menos do que 2 000 obras de arte. Ele também faz frequentes doações a grandes instituições brasileiras e colabora ativamente com elas como conselheiro (é presidente do conselho da Pinacoteca, por exemplo). A partir de sábado (3), o colecionador empresta cerca de 300 peças para o Instituto Tomie Ohtake — assim, o grande público também poderá desfrutar o seu acervo particular. A mostra Os Muitos em Um apresenta Autorretrato com Rubens, de Albano Afonso, e obras de outros 100 artistas, como Alfredo Volpi, Waltercio Caldas e Adriana Varejão.

Calder e a Arte Brasileira
Pintura assinada por Calder: inspiração para diversas gerações de artistas brasileiros (Foto: Calder Foundation, New York/Autvis)

3 - Alexander Calder, no Itaú Cultural

A grande contribuição do americano Alexander Calder (1898-1976) para a arte moderna foi o móbile. De maneira improvável, ele equilibrava metais coloridos em arames e os pendurava, criando uma poesia visual de harmonia perfeita. Sua participação na Bienal de São Paulo de 1953 causou tanto alvoroço por aqui que as peças suspensas passaram a influenciar nomes como Lygia Clark e Hélio Oiticica. A mostra Calder e a Arte Brasileira, que pode ser vista a partir de quinta (1º) no Itaú Cultural, reúne 32 obras do artista, entre as quais estão os famosos móbiles e também pinturas e maquetes. Outras 28 criações de catorze brasileiros modernos e contemporâneos revelam a proximidade da produção nacional com seu trabalho.

Bom Jesus de Pirapora
Imagem de 'Bom Jesus de Pirapora' integra a mostra que enaltece a cultura brasileira no Masp (Foto: Divulgação)

4 - A Mão do Povo Brasileiro, no Masp

A exposição A Mão do Povo Brasileiro, que será inaugurada na próxima sexta (2), propõe-se a ser uma nova versão de uma megamostra organizada pela arquiteta Lina Bo Bardi, em 1969. Na ocasião, foram exibidos 2 000 objetos, entre carrancas, santos e tecidos. O conjunto mostrava a rica cultura material das várias regiões do Brasil. Cinquenta peças da edição original estarão presentes no novo evento, a exemplo da imagem de Bom Jesus de Pirapora. A partir de fotografias antigas da revista VEJA, a equipe do museu identificou a peça e passou meses a procurá-la em instituições e coleções particulares. Por sorte, o curador Tomás Toledo deu de cara com a figura de capa vermelha na vitrine de um antiquário nos Jardins. Os outros 950 objetos apresentados são inéditos.

Fonte: VEJA SÃO PAULO