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Estudantes afirmam que foram agredidos por segurança do Ibirapuera

Jovens estavam no parque produzindo um trabalho para a faculdade

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

Cinco estudantes afirmam terem sofrido ameaças de segurança do Parque do Ibirapuera na quarta-feira (23) por volta das 17h. Vídeos gravados por eles mostram o momento em que o funcionário parte para cima de um dos jovens.

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De acordo com uma das envolvidas, identificada apenas como Daphne, o grupo estava dentro do parque enchendo bexigas para um projeto de foto da faculdade. Eles foram abordados por um segurança, que explicou que a turma não poderia ficar com as bexigas ali. O grupo e o segurança seguiram para a administração a fim de pedirem a autorização para terminar o trabalho. “Eles não autorizaram e indicaram outro local que não pertence ao parque para ficarmos”, contou a estudante de 19 anos.

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Ainda de acordo com ela, o grupo seguiu para o local indicado e passou a ser seguido pelo segurança de bicicleta. “Um dos meus colegas comentou que, de tantas coisas erradas que acontecem no parque, eles implicam com bexigas”, contou. A partir deste comentário uma discussão começou entre os estudantes e o funcionário. “O segurança passou a ameaçar a gente, chegou a dizer que mulher tinha mesmo que apanhar”, diz Daphne.

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Ao chegar no local indicado, o segurança teria xingado os jovens e dado um tapa na mão de uma das garotas. Na sequência, empurrou o namorado dela, que tentou impedir a agressão. Ao dispersarem, o funcionário voltou a ameaçá-los, ao perceber que estava sendo filmado. “Ele disse que ia procurar a gente”, diz.

Por meio de nota, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, responsável pelo Ibirapuera, informou que as bexigas são proibidas no perímetro do parque por causa de um decreto municipal. O objetivo é evitar danos aos pássaros do local. “As aves podem comer resíduos do material e ir a óbito”, diz a nota.

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A nota ainda diz que os estudantes não acolheram a orientação e “a conduta do vigilante aconteceu na área externa do parque, e a SVMA já entrou em contato com a empresa responsável e solicitou o afastamento do colaborador do quadro de vigilantes, uma vez que não seguiu as recomendações da direção do parque, que preza pelo bom convívio entre todos que desfrutam o espaço.”

Além disso, a Secretaria reforça que para realizar trabalhos de filmagens e fotografias é necessária a prévia autorização da administração do parque.

Fonte: VEJA SÃO PAULO