Política

Eleições municipais podem ter um trio de apresentadores na disputa

José Luiz Datena entra na briga pela prefeitura da cidade em 2016, que já conta com a presença de Celso Russomanno e poderá ter ainda um terceiro apresentador na disputa, João Doria Júnior

Por: João Batista Jr., Silas Colombo e Jussara Soares - Atualizado em

Datena, Russomanno e Dória - arte
(Foto: Lézio Júnior)

Quando circularam as primeiras especulações sobre a possível entrada do apresentador José Luiz Datena, de 58 anos, na disputa eleitoral à prefeitura da cidade em 2016, Fernando Haddad, que vai tentar mais quatro anos no cargo, tratou a notícia como uma brincadeira. “O que eu tenho medo é que o SBT resolva lançar o palhaço Bozo como candidato”, disse ele, em um encontro com blogueiros da “mídia alternativa”. O que parecia piada virou realidade na última terça (28). Nessa data, Datena havia agendado uma reunião às 19 horas com os dirigentes do Partido Progressista (PP). Ansioso pelo cardápio do compromisso, chegou bem mais cedo ao local.

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Às 15 horas entrou no “boteco”, nome informal dado à garagem onde Antonio Buonerba, dono da cantina Jardim de Napoli, recebe amigos em noites regadas a massas e vinhos, em Higienópolis. De lá, ligou para o deputado federal Guilherme Mussi, diretor estadual da sigla, e o deputado estadual Delegado Olim, do comitê municipal. Queria antecipar o encontro. Pedido feito, pedido aceito. Quando o relógio Rolex do apresentador bateu 17 horas, Mussi e Olim apareceram na companhia do consultor Maurício Brusadin. Enquanto petiscavam patê de berinjela, mortadela e polpettone em pedaços, Datena fez um balanço das três sondagens que havia recebido para tentar chegar ao Edifício Matarazzo. Contou ter achado oportunistas as abordagens de PSDB e PSB, pois não lhe davam autonomia para escolher sua chapa nem montar equipe.

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José Luiz Datena
Datena entre os deputados Guilherme Mussi (à esq.) e Delegado Olim, do PP: “Jamais apertaria a mão do Paulo Maluf” (Foto: Divulgação)

O explosivo homem de 1,83 metro e 115 quilos gosta de ter o controle da situação. O PP lhe garantiu isso. Uma das imposições feitas: Olim teria de ser o vice de sua chapa (os dois ficaram próximos quando o jornalista passou a exibir diversas operações do delegado em seus programas de TV). Fechado o acordo, todos brindaram com cerveja Original.O delegado Wagner Giudice, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), e o apresentador Otávio Mesquita, do SBT, foram lá para comemorar. O último postou um vídeo nas redes sociais. “O meu prefeito está chegando”, exultou. (Veja entrevista com o apresentador no fim desta matéria).

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Há dezesseis anos Datena aborda temas como segurança, enchentes e saúde pública, caprichando no tom sensacionalista (sua tribuna atual é o Brasil Urgente, da Band). Sempre que perguntado sobre a possibilidade de usar a popularidade para obter dividendos na política, dava de ombros, jurando não possuir a menor vocação para mudar a realidade que costuma mostrar em seus programas. “Eu sou uma porcaria como administrador. (...) Não teria capacidade nenhuma para ser um bom político”, disse em entrevista ao portal UOL, em 2012. Agora, o discurso mudou. “Quis entrar porque os políticos de carreira acabaram com a cidade e com o país”, justifica o jornalista. “Jamais virarei um produto de marketing. Quem votar em mim será com minhas qualidades e meus defeitos, que não são poucos.”

Alckmin LIDE joão dória junior
Alckmin e Doria: a amizade entre os dois é um dos trunfos do novato para tentar a vaga no PSDB (Foto: Ciete Silverio)

Antes mesmo da candidatura, um de seus alvos prediletos era Haddad, a quem faz constantemente críticas duras no ar. O tom deve subir ainda mais na campanha. “O cara quer administrar por decreto, não sabe ouvir as pessoas”, fustiga Datena. Na quarta (29), o prefeito ainda não parecia levar a sério o novo concorrente. “Que bobagem ele está fazendo”, disse a amigos. Para interlocutores próximos, Haddad não deu a devida importância ao fato. Seu plano de conquistar a reeleição esbarra na maré de lama que envolve o PT e na vontade da população. Segundo a pesquisa mais recente sobre sua gestão no município (do Datafolha, em fevereiro), 44% o consideravam “ruim” ou “péssimo”, ante 20% que o avaliam entre “bom” e “ótimo”.

Celso Russomanno
Russomanno, do PRB: quadro de defesa ao consumidor dentro do Cidade Alerta, que rivaliza com o Brasil Urgente (Foto: Eduardo Enomoto)

A campanha de 2016 já tinha um nome forte da TV na disputa, Celso Russomanno, do PRB. Na única sondagem da opinião pública feita até agora a respeito do pleito, realizada pelo instituto Paraná Pesquisas em junho, ele aparece com 41% das intenções de voto, à frente de Marta Suplicy (18%), ainda sem partido, e Haddad (14%). Além de Datena e Russomanno, a disputa pode ter um terceiro apresentador no páreo. Na semana passada, João Doria Júnior, responsável pelo Show Business, programa de entrevistas voltado para o mundo dos negócios e exibido nas madrugadas de sábado pela Band, revelou que está tentando emplacar como o candidato do PSDB. Até agora, os tucanos não dispõem de um nome definido. No levantamento do Paraná, dois dos políticos cogitados pelo partido, Bruno Covas e Andrea Matarazzo, não chegaram a dois dígitos na pesquisa.

Fernando Haddad ciclovia
Haddad: piadas com Bozo e desafio de reverter a crise de popularidade (Foto: André Tambucci)

Se Doria for bem-sucedido em seu plano, portanto, os paulistanos terão como opções nas urnas três pessoas vindas do universo da TV. A proliferação das candidaturas heterodoxas se deve a um descontentamento com o cenário atual, manchado por denúncias de corrupção e desgaste de nomes tradicionais. Historicamente, a aventura das celebridades pelas urnas costuma resultar em derrota. Quando o que está em jogo são cargos do executivo, o fracasso é ainda maior, muitas vezes por falta de um programa de governo estruturado. “Essas figuras costumam ter mais chance em votações proporcionais, como para vereador e deputado”, explica Rubens Figueiredo, consultor da Fundação Espaço Democrático. Datena e Russomanno, porém, não podem ser encarados como simples celebridades. Os dois estão à frente de atrações com forte apelo popular. “Eles discutem aquilo que é realidade na rotina do povo”, avalia o cientista político Rui Tavares Maluf. “A tendência é que o paulistano, pouco fiel a partidos ou ideologias, acabe escolhendo o candidato que faça oposição à gestão em vigor”, afirma Márcia Cavallari Nunes, CEO do Ibope Inteligência.

marta suplicy
Marta Suplicy: entre o PMDB e o PSB (Foto: Waldermir Barreto/Agência Estado)

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Datena diz estar preparado para o papel de vidraça na campanha que vem pela frente. Uma das primeiras críticas surgidas na semana passada a sua candidatura estava relacionada ao fato de o apresentador, com o seu discurso moralista, ser associado ao PP, sigla que tem Paulo Maluf como um dos caciques no país. O próprio ex-prefeito e atual deputado federal estranhou a adesão de Datena. “Se ele quiser ser candidato, pode ser. Mas eu acho que é um rapaz muito inteligente e não acredito que troque o salário de 500 000 reais por mês na Band por um de 25 000 reais na prefeitura”, disse. “Engraçado, ele aprendeu a fazer conta”, rebate o jornalista. “Porque antes o dinheiro de suas obras ia parar em paraísos fiscais”, ironiza. “Maluf e Haddad deviam andar de bicicleta pela Avenida Paulista, pois são parecidos: ambos quebraram a cidade, um por superfaturamento e o outro por má gestão.”

Andrea Matarazzo, vereador eleito pelo PSDB
Andrea Matarazzo,vereador eleito pelo PSDB: indecisão no ninho tucano (Foto: Cida Souza)

O PP começou a tratar da parte burocrática da pré-candidatura. Mandou um emissário a Ribeirão Preto, terra natal do apresentador, para saber a si­tua­ção dele com o diretório do PT (Datena é amigo do ex-presidente Lula e antigo simpatizante do partido). Nos anos 1980, a convite de um conterrâneo do interior, o ex-ministro Antonio Palocci, cogitou disputar uma vaga para vereador, mas mudou de ideia. O jornalista da Band também precisa transferir seu título para a cidade de São Paulo e mudar de residência, de Alphaville para cá. No mundo da política, é quase consenso que Datena e Russomanno devem disputar o mesmo espaço, com chance de um deles ir para o segundo turno. Uma das fofocas de bastidores aposta que o comandante do Brasil Urgente teria motivação extra para vencer a briga: o ressentimento com a Record, emissora à qual pagou uma multa estimada em 20 milhões de reais, quando rescindiu o contrato e voltou para a Band, em 2011. Além de ser uma das estrelas do canal de Edir Macedo, Russomanno conta com o apoio da Universal e de várias outras igrejas evangélicas. Datena nega ter o espírito de vingança. “Paguei minha dívida à Record e sempre fui bem tratado pelo Celso.”

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Nome forte na disputa, Russomanno  se elegeu no ano passado deputado federal com 1,5 milhão de votos. Perdeu de forma dolorosa a eleição para a prefeitura em 2012. Depois de ficar um bom tempo na liderança das pesquisas, não chegou sequer ao segundo turno. Mesmo com o cargo no Legislativo, manteve seu palanque na Record, que lhe garante uma hora de exposição por dia, de segunda a sexta. “A TV me trouxe um público fiel e importante, a dona de casa, que é a formadora de opinião no lar”, conta. Seu quadro atinge uma média de 7 pontos na audiência. Nas próximas semanas, a emissora estuda transferir o Patrulha do Consumidor, que passava no Programa da Tarde, para o Cidade Alerta, exibido no fim da tarde, no mesmo horário do Brasil Urgente, de Datena. Assim, curiosamente, os dois personagens vão brigar diretamente no Ibope, numa prévia do que deve acontecer na política. De acordo com a legislação eleitoral, eles podem trabalhar como apresentadores até noventa dias antes do pleito.

Bruno Covas, deputado estadual pelo PSDB
Bruno Covas, deputado estadual pelo PSDB: indecisão no ninho tucano (Foto: Fernando Moraes)

No time de oposição a Haddad ainda há duas grandes indefinições. Uma delas envolve o rumo de Marta Suplicy, sem partido desde que abandonou o PT. Destinos possíveis são o PMDB e o PSB. Outra incógnita é o candidato tucano. O vereador Andrea Matarazzo e o deputado federal Bruno Covas aparecem com chance de ocupar a vaga. Mas o apoio do governador Geraldo Alckmin será decisivo na balança — e ele já manifestou a pessoas próximas o desejo de lançar alguém novo. Boa parte das esperanças de João Doria Júnior reside na amizade de mais de trinta anos com o governador. Os dois foram apresentados, na década de 80, pelo então prefeito de São Paulo, Mario Covas (1930-2001). Alckmin era deputado estadual, e Doria, secretário de Turismo de Covas.

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Hoje, em paralelo ao trabalho à frente de um programa de negócios, o apresentador comanda o Lide, um instituto que reúne cerca de 3 000 executivos de empresas brasileiras e multinacionais, promovendo debates e palestras sobre política e economia. Para formular seu plano de governo para São Paulo, diz ter convocado um grupo de trabalho com 27 pessoas. Fazem parte da turma os ex-ministros Roberto Rodrigues (da pasta da Agricultura do governo Lula) e Celso Lafer (de Relações Exteriores nas gestões de Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso). Falta ainda combinar o desejo de Doria com os caciques do PSDB. “É um de nossos filiados, mas não tem vida partidária. Por isso, vai encontrar resistência e precisa superar esse obstáculo”, pondera Mario Covas Neto, presidente do diretório municipal do PSDB. Uma das hipóteses discutidas na sigla é a realização de uma prévia entre os p­­ré-candidatos. A ideia é decidir até dezembro. Doria não se assusta com as dificuldades e prevê um embate excitante em 2016 com os outros dois colegas apresentadores.“Todos têm domínio da comunicação, poder de concisão e sabem falar com as câmeras. Certamente será um horário político mais interessante”, acredita. Isso depende, é claro, do ponto de vista. Para boa parte dos eleitores, a transformação do pleito em um show de TV com essas estrelas é pior do que qualquer palhaçada do Bozo, diante de tantas dificuldades e desafios que a cidade enfrenta nesse momento. Pobres de nós, paulistanos.

Com reportagem de Adriana Farias, Aretha Yarak e Daniel Bergamasco

 

Dos estúdios para as urnas

José Luiz Datena fala do sonho de virar prefeito

› O fato de o senhor não ser político pode atrapalhar?

Não. Essa classe está desacreditada. Os políticos não resolveram nada, estamos sempre diante dos mesmos problemas. O fato de ser novato não significa que eu não tenha conhecimento, sei bem quais são os problemas de São Paulo.

› O senhor já declarou que não gostaria de ser político...Mudei porque a cidade e o país estão abandonados. Com uma equipe boa, posso fazer a diferença. Eu fui convidado por diversos partidos, porém apenas no PP senti confiança e fui tratado com dignidade. Se no meio do caminho eu tiver a perspectiva de ser engolido pelo sistema, chuto o balde. Não existe uma versão light do Datena.

› O que acha do prefeito Fernando Haddad?

O cara quer administrar por decreto, não escuta as pessoas. A redução da velocidade das marginais foi assim. Ele acabou com o sentido dessas vias. Agora, um sujeito de bicicleta consegue assaltar um motorista por andar mais rápido.

› Apoia as ciclofaixas e o programa De Braços Abertos, duas bandeiras da atual gestão?

Não adianta o camarada ir para Londres e Paris, e depois querer implementar medidas aqui em São Paulo. Ciclofaixa não funciona em todos os lugares, muito menos por decreto. Quanto ao outro tema, acho que dar dinheiro a usuário de crack é utópico, porque é claro que ele vai gastar o dinheiro com droga.

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  • Brasileiros

    Tordesilhas

    Alameda Tietê, 489, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3107 7444

    VejaSP
    9 avaliações

    Há quase três décadas Mara Salles não erra a receita. A chef e dona do Tordesilhas exibe os predicados logo na comissão de frente (R$ 42,00, para dois), uma combinação de quitutes, entre eles pastel de camarão e abobrinha-brasileira marinada. Clássico da culinária do Espírito Santo, a moqueca capixaba pode ser encontrada numa versão vegetariana de banana-da-terra (R$ 55,00). O sertão nordestino aparece na carne-seca com baião de dois, abóbora assada e vinagrete de maxixe (R$ 65,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

    Saiba mais
  • Italianos / Cantina / Trattoria

    Jamie’s Italian

    Avenida Horácio Lafer, 61, Itaim Bibi

    Tel: (11) 2365 1309

    VejaSP
    14 avaliações

    Conhecido pela defesa de uma alimentação mais natural e variada, o chef inglês Jamie Oliver causou alvoroço ao vir para o Brasil para fazer campanha para uma grande indústria. Até agora imune a polêmicas, seu restaurante não mudou — nem em relação aos fornecedores nem quanto ao sucesso de público. No espaguete alla norma (R$ 19,00 a porção pequena; R$ 29,00 a inteira), a quantidade de pimenta dedo-de-moça no molho de tomate com berinjela é bem tímida. Mas os sabores ficam mais potentes no linguine com camarão e rúcula (R$ 45,00 e R$ 69,00), no tagliatelle à bolonhesa (R$ 30,00 e R$ 42,00), um dos melhores pratos do menu, e na porção de cogumelos assados com mussarela defumada e tomilho (R$ 39,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Japoneses

    Djapa

    Rua Gaivota, 168, Moema

    Tel: (11) 2691 2003 ou (11) 2691 2004

    VejaSP
    16 avaliações

    Embora este rodízio não tenha só receitas japonesas, seus resultados são quase sempre superiores aos dos concorrentes. O grande problema está na desorganização do serviço nos fins de semana, quando há mais movimento. Antes mesmo de chegarem as bebidas, a mesa é invadida por entradas como vinagrete de lula, um dos 35 itens da comilança. Comece pelas ostras, que continuam a melhor pedida, seguidas de perto pelo tempurá de berinjela sequinho. Além de sashimi de dourado e polvo, há temakis gigantões e sushi à brasileira, inclusive um uramaki de tomate seco e kani. Tropeços podem aparecer no guioza de massa arrebentada e no insosso salmão no papillote. Custa R$ 89,00. Durante a semana, a casa oferece no almoço uma versão executiva do rodízio, por R$ 59,00.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Pizzarias

    Scalinata Pizzeria e Ristorante

    Rua Amélia Correa Fontes Guimarães, 590, Morumbi

    Tel: (11) 3771 3377

    VejaSP
    Sem avaliação

    Com jeito de restaurante de bairro, a casa fca perto do Estádio do Morumbi e é decorada com um jardim vertical sobre as janelas. A carta tem espaço para algumas massas e risotos, como o de cogumelo e tiras de flé-mignon (R$ 46,00). Mas têm mais saída as pizzas de massa média como a portuguesa (R$ 64,00) e a alla norma (ricotas fresca e defumada, tomate picado e berinjela; R$ 64,00). De sobremesa, pudim escurinho de Nutella (R$ 16,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Cozinha contemporânea

    Side

    Rua Tabapuã, 830, Itaim Bibi

    Tel: (11) 3168 0311

    VejaSP
    16 avaliações

    A cozinha, antes exemplar, sentiu a saída do chef Thiago Maeda. Ainda que saboroso, o frango thai acompanhado de arroz de jasmin (R$ 49,00) é tão discreto na pimenta que nem parece de inspiração tailandesa. Mas o burburinho no salão escuro e charmoso tem seus motivos, claro. O drinque bramble (R$ 28,00), de gim com tônica, licor de mirtilo, gengibre e amora, abre o apetite para a porção de pastéis de pupunha (R$ 29,00) e o peixe do dia no ponto servido com purê de couve-flor e espinafre salteado (R$ 59,00).

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Drinques

    Brasserie des Arts

    Rua Padre João Manuel, 1231, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3061 3326

    VejaSP
    12 avaliações

    Filial de um endereço na Riviera Francesa, o lugar é frequentado por gente abonada acima dos 30 anos e cenário de badalados jantares. Quem está a fim de apenas petiscar pede tira-gostos como o arancino (R$ 29,00, quatro unidades) e se joga nos drinques do bartender Marcelo Serrano. Talentoso, o profissional se divide entre o Brasserie e o vizinho Recreo, nova empreitada dos mesmos donos. Equilibrado, o drinque bergamota (R$ 33,00) mescla vodca cítrica com tangerina e cenoura e traz espuma de pêssego bem docinha no topo.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Sorveterias

    Bacio di Latte - Oscar Freire

    Rua Oscar Freire, 136, Jardim Paulista

    Tel: (11) 3062 0819

    VejaSP
    12 avaliações

    É de impressionar a expansão desta sorveteria aberta cinco anos atrás na Rua Oscar Freire. Atualmente, somam-se mais de vinte pontos de venda na capital, entre lojas e apes, como são chamados seus carrinhos. Hits das cubas são os sabores pistache e nerissimo, versão de chocolate à base de água e com sabor intenso. Os que são feitos de frutas frescas também agradam. O potinho com até três sabores custa entre R$ 11,00 (pequeno) e R$ 13,00 (médio). Na casquinha, o sorvete sai por R$ 11,00, com uma bola, e R$ 13,00, com duas.

    Preços checados em setembro/outubro de 2016.

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  • Infantil

    Grimório
    VejaSP
    Sem avaliação
    Criado há cinco anos no Parque da Água Branca, o Espaço de Leitura ocupa oito casinhas que já funcionaram como viveiros de pássaros. Além desses quiosques que abrigam os livros, o lugar oferece outras atividades, a exemplo de narração de histórias e oficinas. Aos domingos, às 11h, até o dia 30, há uma atração bem diferente e divertida, uma espécie de gincana chamada Grimório. Trata-se de um jogo interativo no qual a garotada deve encontrar um objeto mágico escondido. Para concluir a missão, que muda a cada semana, a turma precisa procurar pelas redondezas, vencer desafios e descobrir pistas. Quem organiza a brincadeira e ajuda o grupo é o Arquemago, um personagem que conduz toda a ação como se fosse um narrador. Recomendada para crianças a partir de 4 anos, a trama é encenada pelo Grupo Boi Voador, especializado em Larp (live action role-playing), algo como um RPG. Durante a exploração, de cerca de quarenta minutos, as crianças se envolvem na busca e aprendem mais sobre um tema relacionado à literatura. Os que ficam até o fim ganham um jogo com dados, cartas e mapa para continuar a aventura em casa. O melhor: é tudo de graça e não há necessidade de se inscrever antes, basta chegar no horário marcado. Até 30/8/2015.
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  • Tragicomédia

    O Taxidermista
    VejaSP
    2 avaliações
    Em 2011, a Cia. dos Imaginários estreou na cidade um drama de nome esquisito, Niklasstrasse, 36, que surpreendeu quem se dispôs a assisti-lo. Baseado do universo do escritor Franz Kafka, o grupo usava a fantasia para deduzir questões presentes na mente do autor checo que influenciaram sua obra. Também escrita e dirigida por René Piazentin, essa tragicomédia recorre ao tom de fábula para promover reflexões sobre a vida, a morte e a eternidade. No centro da trama está o solitário médico Dr Shraif (interpretado por Rodrigo Sanches). Ele empalha os animais do zoológico onde trabalha e estabelece uma estreita convivência com cada um deles, conversando e trocando experiências. A tranquila relação com esse mudo particular sofre uma reviravolta quando por lá aparece uma órfã interessada em taxidermizar seu cachorro morto no dia anterior. Piazentin consegue a proeza de dramatizar uma situação em que, por exemplo, girafas falam e demonstram sentimentos sem que a trama caia na infantilização ou em um conceito tolo. Para isso, a sensibilidade da direção é fundamental para estabelecer um equilíbrio entre as interpretações e não deixar a pieguice tomar conta da narrativa, principalmente em relação ao drama familiar da garota. A moral da história é que fábula também pode ser coisa de gente grande. Com Aline Baba, Kedma Franza, Luana Frez, Renata Weinberger e Waldir Medeiros. Estreou em 11/7/2015. .
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  • A intimidade dos artistas plásticos mexicanos Frida Kahlo (1907-1954) e Diego Rivera (1886-1957) é desvendada em Frida y Diego. Interpretado por Leona Cavalli e José Rubens Chachá, o texto construído por Maria Adelaide Amaral mostra, em meio a uma intensa paixão, brigas, traições, submissões e até uma troca artística. Sob a direção de Eduardo Figueiredo, a montagem oferece bons momentos para os protagonistas, principalmente nas cenas em que sublinha a insegurança e a fragilidade física da mulher diante do marido egocêntrico anos. Estreou em 11/10/2014. Até 31/01/2016.
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  • Artista múltiplo com mais de quatro décadas de carreira, o pernambucano Antonio Nóbrega é bailarino, cantor e músico. Ele, que também costuma aparecer em cena, leva sua companhia de dança ao Sesc Pinheiros para duas apresentações. O elenco, formado por seis bailarinos, entre eles a filha do artista, Maria Eugênia Almeida, apresenta o mais novo espetáculo do repertório, Pai. Como de costume, o grupo mescla a tradição da dança ocidental com a cultura popular brasileira. Giros, saltos e passos gingados e cheios de molejo compõem a montagem. Dias 8 e 9/8/2015.
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  • Letrista talentoso, o rapper nova-iorquino Talib Kweli, de 39 anos, nunca vendeu milhões de discos nem foi uma voz frequente nas rádios. Isso, contudo, não o impediu de despertar a admiração da crítica e de angariar o respeito dos seus pares. No fim dos anos 90, ele formou o Black Star com o DJ Hi-Tek e Mos Def. A parceria teve vida breve: Def logo alçou voo-solo e investiu na carreira de ator. O primeiro álbum de Kweli sozinho, o elogiado Quality (2002), trazia entre os produtores um quase desconhecido Kanye West. Jay Z, outro fã, homenageou a destreza do músico no ano seguinte, em um dos versos da memorável Moment of Clarity. O mais próximo que ele chegou do mainstream foi em 2007, com Eardrum. Lançado pela Warner, o trabalho alcançou a segunda posição nas paradas americanas e contou com colaborações de Norah Jones, will.i.am (do Black Eyed Peas) e Justin Timberlake. Seu destino na música seguiu por um caminho sem hits, mas de um legado notório. Os paulistanos podem voltar a vê-lo no Superloft nesta semana — o artista participou da Virada Cultural em 2013. Ele mostra as rimas espertas e batidas retrô de Ms. Hill, Get By e Purest Heart como atração principal da festa Jambox. Antes dele, sobe ao palco o brasileiro radicado na Flórida NIKO IS. Os DJs Sleep, EB e Nedu Lopes aquecem a pista nos intervalos. Dia 7/8/2015.
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    Três anos atrás, Magic Mike causou sensação nos Estados Unidos e, por aqui, amargou um injusto fracasso comercial. A história, estrelada e livremente inspirada na vida do ator Channing Tatum, girava em torno de um rapaz que, em troca de grana, tirava a roupa nos palcos. Tatum volta ao posto de protagonista e produtor de Magic Mike XXL. Embora esteja tendo uma divulgação maçica por parte de seu astro, o filme não rendeu o esperado nas bilheterias americanas. O fiasco se justifca. Em um fiapo de trama, Mike (Tatum), três anos depois do enredo original, abandonou o clube das mulheres, casou e toca uma pequena marcenaria de móveis na Flórida. Seus ex-colegas, porém, conseguem convencê-lo a voltar à ativa pela última vez e numa convenção anual de strippers. Segue-se, então, um road movie regado a situações forçadas, a exemplo de a van quebrar no meio do caminho e uma gatinha surgir para testar a fidelidade de Mike. Mas, assim como no longa-metragem anterior, os quesitos graça, erotismo e sensualidade importavam mais. Quase tudo isso foi pelos ares. Há apenas duas cenas trazendo esses atributos: Tatum testando suas habilidades de dançarino numa garagem (logo na abertura) e Joe Manganiello fazendo um número sensual para a balconista de uma loja de conveniência. De resto, sobressaem sequências de simulação de sexo, em que a mulherada histérica cobre os profissionais de dólares. A sutileza passa longe e a vulgaridade impera para decepção da plateia. Estreou em 30/7/2015.
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  • Em 1983, o bilionário Freddy Heineken (papel de Anthony Hopkins), dono da cervejaria holandesa, foi sequestrado em Amsterdã. Cor van Hout (Jim Sturgess), cabeça do grupo de criminosos de primeira viagem, tinha como parceiro o cunhado, Willem (Sam Worthington), além de um amigo (Ryan Kwanten) e mais dois sujeitos inexperientes. No cativeiro, acompanhado de seu motorista, Heineken esperou dias para ser libertado enquanto a gangue enfiava os pés pelas mãos. A história de Jogada de Mestre, inspirada em episódio real, ganha ares de thriller nas mãos do diretor sueco Daniel Alfredson. Além de um drama familiar (o pai de Willem havia sido demitido da Heineken), o roteiro é pontilhado de tensão e valorizado na empenhada atuação de Sturgess (Across the Universe) e Worthington (Avatar). Estreou em 30/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Beijei Uma Garota
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    O ponto de partida da comédia dramática francesa Beijei uma Garota instiga. Na Paris que aprovou o casamento gay, o empresário Jérémie (Pio Marmaï) vai, finalmente, oficializar sua união com o médico Antoine (Lannick Gautry), seu companheiro há uma década. Mas, poucos dias antes da cerimônia, Jérémie, de 34 anos, transa, pela primeira vez na vida, com uma mulher — no caso, a sueca Adna (Adrianna Gradziel). O protagonista entra em parafuso e pede conselhos ao sócio falastrão e mulherengo (papel de Franck Gastambide). Maxime Govare e Noémie Saglio escreveram e dirigiram uma história de desventuras amorosas contemporâneas na intenção de acenar à diversidade sexual e ao público GLS. Embora tenha picos de humor espirituoso (sobretudo na composição da família de Jérémie), a trama perde totalmente o rumo e o propósito na meia hora final. Entram em cena situações improváveis e um patético desfecho, que tenta conciliar homos e héteros numa celebração falsificada da felicidade. Estreou em 30/7/2015.
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  • Deste domingo, 31, até domingo (7/8/2016), o Festival de Cinema Judaico, em sua vigésima edição, exibe 23 produções nas duas salas do clube A Hebraica, do MIS e do Pátio Higienópolis. Entre as atrações inéditas está o drama Baba Joon, vencedor de cinco prêmios, incluindo melhor filme, da Academia de Israel, e indicado do país ao Oscar 2016. Confira a programação: HHEBRAICA - SALA ARTHUR RUBINSTEIN Domingo, 31 de julho 18h - Persona Non Grata (2016), de Cellin Gluck Segunda, 1º de agosto 20h30 - Persona Non Grata (2016), de Cellin Gluck Terça, 2 de agosto 20h30 - A Lei (2015), de Christian Faure Quarta, 3 de agosto 18h - Você Deve estar Brincando? (2015), de Jake Wilson 20h30 - Um Grão de Verdade (2015), de Borys Lankosz Quinta, 4 de agosto 18h - Hotline (2015), de Silvina Landsmann 20h30 - Boneca de Noiva (2015), de Nitzan Gilady Sábado, 6 de agosto 14h - Aves de Fogo (2015), de Amir I. Lobo 16h - Como Ganhar Inimigos (2016), de Gabriel Lichtmann 18h - Jeruzalem (2016), de Doron e Yoav Paz 20h30 - Baba Joon (2015), de Yuval Delshad Domingo, 7 de agosto 12h - Em Busca da Cozinha Israelita (2016), de Roger Sherman 14h - O Décimo Homem (2016), de Daniel Burman 16h - A Orquestra da Meia-Noite (2016), de Jérôme Cohen-Olivar 18h - Jerusalém Oriental/Jerusalém Ocidental (2014), de Henrique Cymerman e Erez Miller HEBRAICA - SALA ANNE FRANK Terça, 2 de agosto 20h30 - Pequenos Anjos (2015), de Marco Niemeijer Quarta, 3 de agosto 20h30 - Rabin em suas Próprias Palavras (2016), de Erez Laufer Quinta, 4 de agosto 20h30 - A Banda (2007), de Eran Kolirin Sábado, 6 de agosto 16h30 - Levante o Telhado (2014), de Yari e Cary Wolinski 18h30 - Hummus! O Filme (2016), de Oren Rosenfeld 20h30 - A Síndrome Bentwich (2015), de Gur Bentwich & Maya Kenig Domingo, 7 de agosto 16h30 - Banquetes Imaginários (2015), de Anne Georget 18h30 - Cada Rosto Tem um Nome (2016), de Magnus Gertten 20h30 - Woman in Sink (2015), de Iriz Zaki MUSEU DA IMAGEM E DO SOM (MIS) Sexta, 5 de agosto 18h - Pequenos Anjos (2015), de Marco Niemeijer 20h - A Síndrome Bentwich (2015), de Gur Bentwich & Maya Kenig Sábado, 6 de agosto 18h - Cada Rosto Tem um Nome (2016), de Magnus Gertten 20h - Banquetes Imaginários (2015), de Anne Georget Domingo, 7 de agosto 18h - Levante o Telhado (2014), de Yari e Cary Wolinski 20h - Como Ganhar Inimigos (2016), de Gabriel Lichtmann PÁTIO HIGIENÓPOLIS CINEMARK Quinta, 4 de agosto 14h30 e 21h - Jeruzalem (2016), de Doron e Yoav Paz Sexta, 5 de agosto 14h30, e 21h - Um Grão de Verdade (2015), de Borys Lankosz Sábado, 6 de agosto 14h30 e 21h - Baba Joon (2015), de Yuval Delshad Domingo, 7 de agosto 14h30 e 21h - Aves de Fogo (2015), de Amir I. Lobo
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  • Comédia

    D.U.F.F.
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    Ao contrário de Cidades de Papel, um registro sonolento da adolescência, D.U.F.F. acerta melhor seu público-alvo, lembrando as leves comédias juvenis da década de 80. O título foi mantido no original em inglês e é uma sigla para determinar a(o) estudante feia(o) e gorda(o), que serve de “isca” para conquistar jovens bonitos e enturmados. Bianca (Mae Whitman) não tem atributos físicos e, ao descobrir ser uma d.u.f.f., dispensa as falsas amigas e vai pedir conselhos a Wesley (Robbie Amell), o vizinho bonitão e queridinho das meninas. A simpática história traz as típicas crises dos teens e, claro, tem uma vilã-periguete, de cabelo armado e unhas afiadas, para rivalizar com a protagonista. Entre estereótipos e desfecho previsível, restam eficientes mensagens para quem não chegou à idade adulta. Estreou em 30/7/2015.
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  • Cosme Alves Netto (1937-1966) é um anônimo para a maioria dos espectadores. No documentário Tudo por Amor ao Cinema, esse amazonense radicado no Rio de Janeiro desde a década de 50 vira a figura mais importante diante de grandes personalidades como os cineastas Eduardo Coutinho, Cacá Diegues e Nelson Pereira dos Santos. Por meio de 34 entrevistas e imagens de setenta filmes (a exemplo de Deus e o Diabo na Terra do Sol e Encouraçado Potemkin), o filme consegue transmitir a importância histórica de Cosme. Ele foi curador da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro a partir de 1964 e, durante o regime militar, escondeu películas proibidas, como os trechos da primeira fase de Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho. O rico material de arquivo faz um bom suporte para os depoimentos de uma realização que durou quatro anos. Estreou em 30/7/2015.
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  • A retrospectiva Nagisa Oshima (1932-2013), em homenagem ao diretor japonês, vai muito além do polêmico O Império dos Sentidos, filme com cenas de sexo explícito que marcou sua carreira e tem exibição no sábado (8/8), às 16h. Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Álvares Penteado 112, centro) até 10 de agosto de 2015, a mostra traz mais onze longas-metragens, incluindo o raro Uma Cidade de Amor e de Esperança, de 1959. O ingresso custa R$ 4,00. Confira a programação: Quarta, 29 de julho 17h - O império da paixão (1978) 19h30 – O império dos sentidos (1976) Quinta, 30 de julho 17h - O túmulo do sol (1960) 19h30 – Juventude Desenfreada (1960) Sexta, 31 de julho 17h – Prazeres da carne (1965) 19h30 – O regresso dos três bêbados (1968) Sábado, 1º de agosto 16h – Duplo suicídio forçado: verão japonês (1967) 18h – Furyo, em nome da honra (1983) Domingo, 2 de agosto 16h – Tabu (1999) 18h – Uma cidade de amor e de esperança (1959) Segunda, 3 de agosto 17h – Juventude Desenfreada (1960) 19h30 – Prazeres da carne (1965) Quarta, 5 de agosto 17h – Canções lascivas do Japão (1967) 19h30 – Violência ao meio-dia (1966) Quinta, 6 de agosto 17h – Furyo, em nome da honra (1983) 19h30 – Duplo suicídio forçado: verão japonês (1967) Sexta, 7 de agosto 18h – Uma cidade de amor e de esperança (1959) 19h30 – Tabu (1999) Sábado, 8 de agosto 16h – O império dos sentidos (1976) 18h – O túmulo do sol (1960) Domingo, 9 de agosto 16h – O regresso dos três bêbados (1968) 18 – O império da paixão (1978) Segunda, 10 de agosto 17h – Violência ao meio-dia (1966) 19h30 – Canções lascivas do Japão (1967)
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  • Entrar numa sessão de Adeus à Linguagem no início, na metade ou prestes a terminar vai dar na mesma. Como vem fazendo nos últimos tempos, Jean-Luc Godard, um dos grandes nomes da nouvelle vague na década de 60, testa formatos de narrativa na realização de trabalhos experimentais. Seu mais novo longa-metragem não foge à regra e busca ser anticonvencional ao extremo. Quase uma novidade em sua filmografia, o 3D é usado com resultado irregular. Se há cenas da natureza em cores saturadas que conseguem impressionar pela beleza plástica, imagens sobrepostas tendem a embaralhar a visão. Mas está, justamente, nesse mix confuso e transgressor a proposta do polêmico e ousado cineasta. Aos 84 anos, Godard usa um casal (papéis de Héloïse Godet e Kamel Abdeli) para dar algum ponto de apoio ao espectador. Em meio a uma crise, os personagens soltam frases de efeito enquanto se desenrolam situações paralelas com citações de Sartre a Faulkner — até o cachorro de Godard entra na parada. Adeus à Linguagem é tão provocador quanto hermético e, na “viagem” sensorial, decifrá-lo torna-se um extenuante desafio. Estreou em 30/7/2015.
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  • Comédia dramática

    Clube dos Cinco
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    Judd Nelson, Emilio Estevez, Ally Sheedy, Molly Ringwald e Anthony Michael Hall estrelaram, em 1985, Clube dos Cinco, um afiado retrato da adolescência dirigido pelo craque John Hughes (1950-2009). O filme volta às telas da rede Cinemark, em cópia restaurada, nos shoppings Center Norte, Central Plaza, Cidade São Paulo, Eldorado, Iguatemi, Market Place, Metrô Boulevard Tatuapé, Metrô Santa Cruz, Mooca Plaza, Pátio Higienópolis, Pátio Paulista, Tietê Plaza e Villa-Lobos. São apenas três sessões: neste sábado (1º/8), neste domingo (2/8) e na quarta (5/8/2015).
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  • Entre dois amores

    Atualizado em: 31.Jul.2015

Fonte: VEJA SÃO PAULO