Educação

Curso de medicina no Einstein tem 215 candidatos por vagar

Graduação criada pelo centro hospitalar abrirá primeira turma em 2016. Vestibular acontece no dia 1º de novembro 

Por: Veja São Paulo - Atualizado em

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Croqui do futuro complexo de ensino: investimentos estimados em 350 milhões de reais até 2019 em infraestrutura (Foto: Levisky Arquitetos)

A mensalidade de 5 900 reais não inibiu estudantes que pretendem ingressar na primeira turma da Faculdade de Medicina do Hospital Israelita Albert Einstein. Com 10 764 inscritos disputando cinquenta vagas, o curso se tornou ums dos mais disputados do país, com 215 candidatos por vaga. O processo de inscrição terminou em 13 de outubro. Para efeito de comparação, a Fuvest tem a relação de 58 candidatos por vaga nos cursos de medicina da USP e da Santa Casa. 

O curso de graduação terá a primeira turma em 2016 e o currículo será inspirado no modelo usado pelas instituições americanas de ensino. As aulas serão ministradas em um edifício localizado no Butantã, na Zona Oeste, sede da graduação em enfermagem e dos programas de pós-graduação da instituição.

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Segundo a diretoria do hospital, o projeto não tem o objetivo de criar dividendos — ou seja, a mensalidade foi calculada para cobrir as despesas. O matriculado pagará um total de 424 800 reais até receber o diploma (doze parcelas de 5 900 reais anualmente). Nada discrepante da média do mercado: o valor é de 5 094 reais na Fundação Santa Casa, 6 100 reais na Uninove e 6 200 reais na Anhembi Morumbi.

Com investimento estimado em até 50 milhões de reais, o curso terá seis anos de duração. Na primeira fase do vestibular, que acontece no dia 1º de novembro, haverá uma prova com redação preparada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). O candidato poderá utilizar o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para melhorar a nota final.

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O prédio que centraliza as atividades pedagógicas: investimentos estimados em até 50 milhões de reais apenas no curso de medicina (Foto: Fernando Moraes)

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Os 250 mais bem colocados fazem em janeiro uma segunda fase muito longe do modelo tradicional, com uma série de dinâmicas de grupo e entrevistas, a fim de aferir qualidades como raciocínio lógico e liderança. “Queremos selecionar pessoas éticas, que saibam trabalhar em equipe e tenham o perfil humanista de um médico”, afirma Claudio Lottenberg, presidente do complexo. “Ter nossa própria faculdade traduz o amadurecimento da instituição.”. As aulas começam no dia 17 de fevereiro de 2016.

O Einstein aposta em um currículo diferente do convencional. Seguindo modelo pedagógico adotado pelas universidades americanas, ele traz maior interação entre aulas teóricas e práticas. Em linhas gerais, o estudante poderá aprender, no mesmo semestre, a anatomia de um órgão, suas principais doenças e o que fazer na prática diária. “Queremos aproximar o aluno do paciente desde o início, para que entenda o que é a prática médica”, explica Felipe Spinelli de Carvalho, diretor superintendente de ensino. É uma linha de vanguarda no Brasil, que passou a ser adotada neste ano pela USP.

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Fonte: VEJA SÃO PAULO