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Eataly recebe cerca de 7 000 pessoas por dia

Com menos de duas semanas de funcionamento, o shopping gastronômico torna-se uma atração da cidade

Por: Arnaldo Lorençato

Eataly
Multidão na porta do megaempório: a espera é de até vinte minutos para entrar (Foto: Marcos Moraes/ Estadão Conteúdo)

Quando decidiram trazer o Eataly para São Paulo, os empresários Victor Leal e Bernardo Ouro Preto, donos também da rede St Marche, tinham certeza de que o shopping gastronômico especializado em produtos italianos bombaria. O termômetro usado foi a flial de Nova York do megaempório nascido em Turim, já que a unidade americana é muito procurada por brasileiros.

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A dupla só não conseguiu prever a dimensão desse êxito. Em uma perspectiva bem otimista, estimava receber, no imóvel com três pavimentos e dois subsolos de estacionamento cheirando a tinta fresca, uma média de 5 000 pessoas por dia. Errou feio (e para menos). Cerca de 7 000 clientes passam diariamente pelo espaço, no Itaim, desde a inauguração, em 19 de maio. “A gente imaginava que seria um sucesso, mas não desse tamanho”, surpreende-se Leal. Enormes filas formam-se em frente à loja. Para entrar, é necessário aguardar vinte minutos nos horários de pico (às 12h e às 18h, no fim de semana).  

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Quem cruza as portas também precisa de paciência. Item campeão de pedidos da disputada padaria, a focaccia, cuja fatia varia de 6 a 18 reais, de acordo com a cobertura escolhida, não para na prateleira. “Os pães são tão procurados que passamos a trabalhar 24 horas no forno para dar conta da demanda”, conta Leal. Outros produtos que desaparecem das gôndolas constantemente são o ravióli fresco de mussarela de búfala, as pastas secas Gragnano, a limonada Niasca, a mussarela defumada e o vinho La Lepre Dolcetto Fontanafredda.

Comer em um dos sete restaurantes temáticos também põe os interessados em fila. Conseguir uma mesa no Le Verdure, especializado em sugestões vegetarianas, demora quarenta minutos. Esse tempo se amplia quando a intenção é saborear uma opção de macarrão ou pizza na trattoria. A espera chega facilmente a duas horas no fim de semana.

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Entende-se a procura. O gasto médio por um prato de massa ou por uma pizza não chega a 50 reais. Ainda que o tíquete médio seja um pouco mais caro — em torno de 85 reais sem bebidas —, o restaurante exclusivamente paulistano Brace Bar e Griglia tem 180 lugares (mas só 132 estão disponíveis no momento) e uma espera um pouco menor. Limita- se a uma hora para quem quiser provar o sabor dessa novidade. 

Fonte: VEJA SÃO PAULO