cinema

Festival de documentários É Tudo Verdade divulga programação; confira

Mostra exibe 77 títulos, de 26 países, e homenageia Eduardo Coutinho e o japonês Shohei Imamura

Por: Redação VEJASAOPAULO.COM - Atualizado em

  • Voltar ao início

    Compartilhe essa matéria:

  • Todas as imagens da galeria:

O festival internacional de documentários É Tudo Verdade divulgou nesta quarta-feira (12) a programação da sua 19ª edição, que ocorre entre 3 e 13 de abril em São Paulo. Dedicado à produção não-ficcional latino-americana, a mostra traz este ano 77 títulos, entre os quais 19 inéditos, de 26 países, com entrada grátis.

Entre os destaques ainda , está a première de O Homem que é Alto é Feliz?, de Michel Gondry (Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças), que usa animações à mão feitas pelo cineasta para ilustrar uma conversa com o filósofo e linguista americano Noam Chomsky, e Ai Weiwei - O Caso Falso, do dinamarquês Andreas Johnsen, que acompanhou o artista chinês por mais de um ano após sua detenção no país.

Além das mostras competitivas, haverá homenagens e retrospectivas de cineastas. A obra de Eduardo Coutinho, morto em fevereiro, será lembrada com a exibição de Sobreviventes da Galileia, que mostra o retorno do documentarista a Galileia quase 30 anos após o lançamento de Cabra Marcado para Morrer, além da exibição de A Família de Elizabeth Teixeira, que foca a personagem central de Cabra, agora com 88 anos.

A diretora Helena Solberg é homenageada com a retrospectiva brasileira do ano, que inclui desde seus primeiros curtas-metragens a destaques de sua produção documental em seu longo período nos EUA e de seu retorno ao Brasil, nos anos 1990. Já a retrospectiva internacional será dedicada à obra do japonês Shohei Imamura (1926-2006), considerado um dos mais importantes cineastas japoneses de todos os tempos.   

O festival ocorre simultaneamente no Rio, entre os dias 4 e 13 e depois segue para Campinas, com exibições de 22 a 24 de abril, Brasília (30 de abril a 4 de maio) e Belo Horizonte (24 a 27 de julho).

Confira abaixo a programação completa:

ABERTURA SÃO PAULO: Canção da Floresta, de Michael Obert (Alemanha, 96 min., 2013). Há vinte e cinco anos, o etnomusicólogo Louis Sarno chegou à tribo dos pigmeus Bayaka, na República Centro-Africana. Cumprindo uma promessa feita ao filho de 13 anos, ele volta para visitar os EUA, onde reencontra o cineasta Jim Jarmusch, amigo de juventude.

ABERTURA RIO DE JANEIRO: Tudo por Amor ao Cinema, de Aurélio Michiles (SP, 97 min., 2014).Retrato de Cosme Alves Netto (1937-1996), que foi curador da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, por mais de duas décadas.

COMPETIÇÃO BRASILEIRA DE LONGAS E MÉDIAS-METRAGENS

Bernardes, de Gustavo Gama e Paulo Barros (RJ, 91 min., 2013). Um retrato pioneiro do arquiteto carioca Sergio Bernardes (1919-2002), um dos mestres da arquitetura brasileira moderna, cujo reconhecimento foi ofuscado por sua decisão de trabalhar para a ditadura militar.

Democracia em Preto e Branco, de Pedro Asbeg (RJ, 82 min., 2014). A colaboração entre a Democracia Corinthiana, liderada por Sócrates, Vladimir, Casagrande e Zenon, e o Rock BR, de Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso e Ultraje a Rigor, para o processo de redemocratização brasileira no ocaso da ditadura militar durante os anos 1980.

Dominguinhos, de Joaquim Castro, Eduardo Nazarian e Mariana Aydar (SP, 84 min., 2014). Retrato do sanfoneiro Dominguinhos (1941-2013), cuja música revive em raras imagens de arquivo, derramando uma história que se multiplica em sons, versos e beleza.

Homem Comum, de Carlos Nader (SP, 110 min., 2014).Ao longo de quase 20 anos, o cineasta Carlos Nader conviveu com o caminhoneiro Nilson de Paula e sua família. Durante esse período, a vida de Nilson se transforma quando ele adoece.

O Mercado de Notícias, de Jorge Furtado (RS, 94 min., 2014). Jornalistas de várias gerações discutem os dilemas quanto à seleção e enfoque de seus temas e a resistência da mídia em aceitar-se como um agente político.

Por Um Punhado de Dólares – Os Novos Emigrados, de Leonardo Dourado (RJ, 81min., 2014). Cerca de 200 milhões de imigrantes saem de seus países anualmente, enviando para suas casas cerca de US$ 400 bilhões. O retrato de três famílias, dá rosto a essa complexa estatística.

Triunfo, de Caue Angeli e Hernani Ramos (SP, 84 min., 2014). A música negra e a luta pelos direitos civis dos EUA nos anos 1960 e 1970, inspiraram desde cedo o pernambucano Nelson Triunfo, que viria a ser considerado o pai do hip hop no Brasil.

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE LONGAS E MÉDIAS-METRAGENS

Jasmine, de Alain Ughetto (França, 70 min., 2013). Neste relato pessoal, o animador e documentarista francês Alain Ughetto reconta seu romance do passado com a iraniana Jasmine.

Ai Weiwei O Caso Falso, de Andreas Johnsen (Dinamarca, 86 min., 2013). Acompanhando Ai Weiwei por mais de um ano, após sua detenção por três meses, o filme examina os métodos pelos quais o artista lida com as restrições impostas pelo governo.

Normalização, de Robert Kirchhoff (Eslováquia e República Tcheca, 100 min., 2013). Este documentário levou oito anos para levantar as contradições do assassinato da estudante de 19 anos, Ludmila Cervanova, numa pequena cidade da Eslováquia ocidental, em 1976.

Rio de Pedra, de Giovanni Donfrancesco (Itália e França, 88 min., 2013). O projeto Federal Writer’s, do governo Roosevelt, utilizou escritores como John Steinbeck e Saul Bellow para recolher depoimentos de imigrantes italianos da região de Barre (EUA).

Eixo Óptico, de Marina Razbezhkina (Rússia, 90 min., 2013). No século XX, Maxim Dmitriev realizou, na cidade de Níjni Novgorod, retratos de diversos personagens. Cópias em tamanho real das fotos são levadas aos locais onde foram tiradas.

Retorno a Homs, de Talal Derki (Síria, 88 min., 2013). Filmado ao longo de três anos na cidade síria de Homs, o documentário registra a trajetória de dois jovens, Basset, de 19 anos, e Ossama, 24, envolvidos na guerra civil no país.

Aldeia de Alao, de Li Youjie (China, 75 min., 2013). Ao fazer 30 anos, o diretor resolve voltar à sua aldeia natal, que ele abandonou aos 17 anos para cursar a universidade, rompendo a tradição de uma longa linhagem de camponeses.

A Mentira de Armstrong, de Alex Gibney (EUA, 124 min., 2013). Em 2009, Alex Gibney dedica-se a um filme sobre o ciclista Lance Armstrong, sete vezes vencedor do Tour de France. Com as filmagens praticamente encerradas, Armstrong é banido das competições pela comprovação de uso de doping. Um novo documentário se inicia.

Sobre a Violência, de Goran Hugo Olsson (Suécia, EUA, Dinamarca e Finlândia, 85 min., 2014). A partir de arquivos da TV sueca, o documentarista Göran Hugo Olsson volta-se às lutas de independência de diversos países da África, que se desencadearam após a II Guerra Mundial.

Alegria do Homem que Deseja, de Denis Côté (Canadá, 70 min., 2014). Imagens de ambientes de trabalho em que funcionários fazem trabalhos manuais, levando uma rotina massacrante, da qual aliviam a tensão em conversas no vestiário e no refeitório.

A Viagem de Majub, de Eva Knopf (Alemanha, 49 min., 2013). Ex-soldado colonial na I Guerra Mundial, Mohamed Husen trabalhou em papéis secundários no cinema. Hoje, tudo o que se conhece sobre ele é o que restou nos arquivos da era nazista.

À Singapura, Com Amor, de Tan Pin Pin (Singapura, 70 min., 2013).  Um singular retrato de Cingapura emerge dos relatos de antigos ativistas, líderes estudantis e comunistas que vivem exilados do país há várias décadas, alguns há 50 anos.

COMPETIÇÃO BRASILEIRA DE CURTAS-METRAGENS

Borscht, uma Receita Russa, de Marina Quintanilha (SP, 18 min., 2013). Fugindo da Revolução Russa e da II Guerra Mundial, dois casais imigram para o Brasil, dividindo a mesma casa em São Paulo.

A Geografia é Algum Lugar Entre o Coração e Aquilo que Já Foi, de Letícia Simões e Ricardo Marques (SP, 10 min., 2013). O filme é uma experiência de montagem, uma colagem de impressões em busca de um discurso, que investiga a criação de memórias a partir de registros de viagem.

Com uma Câmera na Mão e uma Máscara de Gás na Cara, de Ravi Aymara (RJ, 27 min., 2013). Uma discussão sobre profissionais, amadores e militantes que registraram imagens das manifestações de junho 2013 no Rio de Janeiro.

A Sandália de Lampião, de Adriana Yañez (SP, 26 min., 2013). Através da história do mestre Espedito Seleiro, de família voltada ao manejo do couro, acompanha-se as transformações desta atividade.

Espinhela Caída, de Ana Sofia Paiva, Felipe Chimicatti, Pedro Carvalho e Rafael Bottaro (BH, 24 min., 2013). Quatro moradores do interior de Minas Gerais compartilham suas experiências com o desconforto da doença conhecida como “espinhela caída”.

E o Amor foi se Tornando Cada Dia Mais Distante, de Alexander de Moraes (RJ, 9 min., 2014). A história de Mônica, que se tornou cega aos 21 anos, e como ela percebeu que estava perdendo a visão.

E, de Alexandre Wahrhaftig, Helena Ungaretti e Miguel Ramos (SP, 17 min., 2013). E, de “estacionamento”. Do latim, “statio”. Ficar de pé, ficar parado.  

A Ooeira de Suas Fotos, de Mauricio Osaki (Brasil e Vietnã, 17 min., 2014). Moradora de Hanoi, no Vietnã, Tien está prestes a completar 20 anos. Nessa passagem à vida adulta, procura fazer um balanço do que a une e a separa de seu pai.

Sem Titulo #1: Dance of Leitfossil, de Carlos Adriano (SP, 6 min., 2014). Da série “Para uma AutoCineBiografia (em Regresso)”. Ruínas, ruminações e reminiscências. O improvável duo de um fado para um saudoso convidado.

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE CURTAS-METRAGENS

Somente para Orelhas de Abano, de Ronja Hijmans (Holanda, 20 min., 2013). Lulu tem oito anos e perdeu sua mãe há nove meses. Seu melhor amigo e confidente é seu coelho de pelúcia, testemunha de sua perseverança no duro caminho para crescer.

O Domador de Peixes, de Roger Gómez e Dani Resines (Espanha, 23 min., 2013). No laguinho do jardim de Franciscu, nadam seis peixes coloridos. Mas um deles quase nunca vem à tona, preferindo ficar quase o tempo todo no fundo.

O Atraso, de Daniel Paz Mireles (Venezuela e Espanha, 16 min., 2013). Uma enchente no lago Valencia, na Venezuela, levou à retirada de diversas famílias que moravam em suas imediações, abrigadas em motéis utilizados para encontros amorosos.

A Imaculada, de Ronny Trocker (França e Itália, 13 min., 2013). Reconstituindo a partir de fotografias e em animação 3D, o diretor reconta a história de uma garota de 16 anos, moradora de um subúrbio numa cidade do norte da Itália.

Histórias de Kijima, de Mikles Laetitia (França, 30 min., 2013). “O sr. Kijima não é mais um yakuza. Ele escolheu um novo caminho”, diz a manchete de um jornal. Um desenhista atravessa Sapporo, em busca de testemunhas que possam atestar a veracidade da notícia.

Mãe é Deus, de Maria Bäck (Dinamarca, 30 min., 2013). Recorrendo ao Skype, a diretora Maria Bäck conversa com sua mãe sueca – cujo rosto não se vê -, construindo um relato que captura indícios de vários sentimentos mutáveis.

Vegas, de Lukasz Konopa (Reino Unido, 24 min., 2013). Mesmo no auge da crise econômica, três moradores de Las Vegas não desistem de perseguir sua versão pessoal do Sonho Americano.

Uma Visita, de Matej Bobrik (Polônia, 11 min., 2013). Num lar de idosos localizado no meio de um bosque, aos domingos eles se preparam desde cedo para a visita dos parentes. À medida que as horas passam, sua esperança declina.

O Altar Partido, de Mike Rollo (Canadá, 20 min., 2013). Percorrendo a trilha de drive-ins desativados, o filme retrata o que restou desses cinemas.

PROGRAMAS ESPECIAIS

Batalha pelo Rio, de Gonzalo Arijón (Finlândia, França e EUA, 90 min., 2014). O uruguaio Gonzalo Arijón percorre diversas comunidades cariocas, procurando fazer um balanço da atuação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), implantadas desde 2008.

Bardot, A Incompreendida, de David Teboul (França, 115 min., 2013). Em 2011, a atriz francesa Brigitte Bardot autoriza um projeto de documentário sobre sua vida. Ela concede livre acesso ao diretor David Teboul aos seus arquivos familiares, mas se recusa a ser entrevistada.

A Arte de Observar a Vida, de Marina Goldovskaya (EUA, 70 min., 2013). Marina Goldovskaya entrevista pioneiros do documentário norte-americano e internacional, como Richard Leacock, Robert e Anne Drew, Albert Maysles, D.A. Pennebaker, Jonas Mekas e outros.

Los Hermanos – Esse é Só Começo do Fim da Nossa Vida, de Maria Ribeiro (RJ, 85 min., 2013). Depois de dez anos de carreira e do lançamento de quatro discos, a banda Los Hermanos resolve dar uma pausa. Cinco anos depois, eles se reúnem para uma nova turnê pelo Brasil.

Ruptura, de Pamela Yates (EUA, 84 min., 2014).  Um grupo de economistas une-se a mulheres pobres da Colômbia, Brasil e Peru, visando colocar em funcionamento projetos concretos para a erradicação da pobreza e da desigualdade.

Sobreviventes de Galileia, de  Eduardo Coutinho (RJ, 27 min., 2014). Um ano antes de se completarem 30 anos do lançamento de “Cabra Marcado para Morrer”, Eduardo Coutinho retorna a Galileia, cenário das primeiras filmagens do premiado documentário.

 A Família de Elizabeth Teixeira, de Eduardo Coutinho (RJ e PB, 64 min., 2014). Eduardo Coutinho volta à figura central de seu documentário “Cabra Marcado para Morrer”, Elizabeth Teixeira, de 88 anos, sobrevivente da repressão às lutas camponesas na ditadura militar.

Posfácio - Imagens do inconsciente, de Leon Hirszman (RJ, 79 min., 1986-2014).  Complementando a trilogia de documentários “Imagens do Inconsciente”, Hirszman entrevista a psiquiatra Nise da Silveira, aluna de Carl Jung e fundadora do Museu de Imagens do Inconsciente. Não editado em vida pelo cineasta, o material bruto torna-se filme agora em montagem de Eduardo Escorel.

O Homem que é Alto é Feliz?, de Michel Gondry (França, 88 min., 2013). O francês Michel Gondry manteve uma série de entrevistas com o celebrado linguista, filósofo e ativista norte-americano Noam Chomsky e transformou esta filmagem em animação manual.

CURTA-METRAGEM: SESSÃO ESPECIAL

Haruo Ohara, de Rodrigo Grota (PR, 16 min., 2010). Mesclando elementos documentais e ficcionais, o curta reconstitui a figura do imigrante japonês, agricultor e fotógrafo autodidata Haruo Ohara.

RETROSPECTIVA BRASILEIRA: HELENA SOLBERG

A Entrevista, de Helena Solberg (RJ, 20 min., 1966). As entrevistas gravadas em 1964, com 70 mulheres entre 19 e 27 anos, giraram em torno das aspirações com relação ao casamento, profissão, virgindade e submissão ao marido.

Meio Dia, de Helena Solberg (SP, 9 min., 1970). Inspirado em “Zero de Conduta", do cineasta francês Jean Vigo, o filme mostra uma rebelião de crianças em sala de aula, que matam seu professor. Primeira ficção de Helena Solberg.

A Nova Mulher, de Helena Solberg (EUA, 40 min., 1974). Primeiro filme que Helena Solberg dirigiu nos EUA, “A Nova Mulher” percorre 170 anos de história do movimento feminista no país e na Inglaterra (de 1800 até 1974).

Das Cinzas...Nicarágua Hoje, de Helena Solberg (EUA, 60 min., 1982). Através do olhar de uma família nicaraguense, o filme percorre as raízes do Movimento Nacional de Libertação da Nicarágua, que derrotou a ditadura de Anastásio Somoza Debayle.

Carmen Miranda: Banana is my Business, de Helena Solberg (RJ, 92 min., 1995). O filme conta a extraordinária história da estrela brasileira que conquistou a imaginação e o coração do mundo.

A Alma da Gente, de Helena Solberd e David Meyer (RJ, 80 min. 2013). Dez anos depois, os diretores David Meyer e Helena Solberg partem em busca de alguns moradores da Favela da Maré, que participaram de um espetáculo de dança do coreógrafo Ivaldo Bertazzo.

A Conexão Brasileira, A Luta pela Democracia, de Helena Solberg e David Meyer (EUA, 60 min., 1982). Em 1982, o não pagamento da dívida externa brasileira estimada em 90 bilhões de dólares e o caos econômico que resultaria com a moratória são analisados neste documentário.

Vida de Menina, de Helena Solberg (RJ, 101 min., 2004). Tendo como pano de fundo um Brasil que acaba de abolir a escravatura e proclamar a República, acompanha-se dois anos na vida da adolescente Helena.

As Aventuras de Helena - Para o É Tudo Verdade, de Betse de Paula (RJ, 27 min., 2009). Corte especial do programa sobre Helena Solberg, dirigido por Betse de Paula, para exibição no Festival É Tudo Verdade de 2014.

RETROSPECTIVA INTERNACIONAL: SHONEI IMAMURA

Em Busca dos Soldados Foragidos na Malásia, de Shohei Imamura (Japão, 50 min., 1971). O diretor revela histórias de soldados japoneses, que vivem na Malásia e não retornaram para sua pátria depois do final da II Guerra.

Em Busca dos Soldados Foragidos na Tailândia, de Shohei Imamura (Japão, 50 min., 1971). Shohei Imamura encontra três ex-soldados japoneses que não voltaram ao seu país e se estabeleceram na Tailândia, entrevistando-os sobre as razões de seu auto-exílio.

Karahuki-San – A Fabricação de uma Prostituta, de Shohei Imamura (Japão, 70 min., 1975). No começo do século XX, havia cerca de 2000 prostitutas japonesas no sul da Ásia. A partir da entrevista com uma sobrevivente, Kikuyo, de 73 anos, desvenda-se o itinerário desta exploração.

Um Homem Desaparece, de Shohei Imamura (Japão, 130 min., 1967). Seguindo o caso de um homem desaparecido e procurado por sua noiva, revelando segredos sobre a própria noiva e o passado de sua família.

O Brutamontes Regressa à Pátria, de Shohei Imamura (Japão, 47 min., 1973). Três anos após a realização de entrevistas com um grupo de ex-soldados japoneses que permaneceram na Tailândia, o cineasta acompanha Matsu Fujita, em seu retorno ao Japão.

Os Piratas de Bubuan, de Shohei Imamura (Japão, 46 min., 1972). Viajando às Filipinas, o cineasta percorre pequenas comunidades de pescadores que estão submetidas ao domínio de piratas armados.

O ESTADO DAS COISAS

Nelson Mandela: O Mito e Eu, de Khalo Matabane (Alemanha, África do Sul e Reino Unido, 84 min., 2013). O legado de Mandela é o centro deste trabalho do diretor Khalo Matabane, que durante dois anos, entrevistou personalidades como Henry Kissinger, Dalai Lama e Ariel Dorfman.

Os Cavalos de Fukushima, de Matsubayashi Yoju (Japão, 74 min., 2013). Vinte e três cavalos, que sobreviveram ao acidente nuclear da usina de Fukushima e ao tsunami de 2011, constituem alguns dos principais paradoxos da sobrevivência à tragédia.

De Gravata e Unha Vermelha, de Miriam Chnaiderman (SP, 86 min., 2014). Diversos personagens transsexuais, transgenders e crossdressings dão conta de sua maneira pessoal de construir a própria identidade a partir da escolha de gênero.

Um Sonho Intenso, de José Mariani (RJ, 102 min., 2013). Economistas como Carlos Lessa, Maria Conceição Tavares, Francisco de Oliveira e outros discorrem sobre o crescimento, a industrialização e as mudanças políticas do Brasil.

20 Centavos, de Tiago Tambelli (SP, 53 min., 2014). Observando as manifestações de rua, em junho de 2013, em São Paulo, registram-se diversas pulsões do movimento que começou com a revolta pelo aumento das passagens de ônibus.

Gasoduto, de Vitaly Mansky (Rússia, Repúplica Tcheca e Alemanha, 121 min., 2013). Inaugurado em 1983, o gasoduto Trans-Siberiano trouxe altos lucros ao governo russo, mas não transformou a vida dos que habitam sua imensa extensão, de Urengoi a Colônia.

Sonhos de DNA, de Bregt Je Van Der Haak (Holanda, 54 min., 2013). O Instituto de Genômica de Pequim (BGI) ambiciona sequenciar o material genético de todos os seres vivos do mundo.

 A Corrida da Arte, de Marianne Lamour (França, 86 min., 2013). Conduzido por uma pequena rede de marchands profissionais, o mercado mundial da arte teve suas regras drasticamente alteradas pela entrada de novos colecionadores bilionários.

FOCO LATINO-AMERICANO

Lugares: À Procura de Rusty James, de Alberto Fuguet (Chile, 90 min., 2013). Trinta anos depois do lançamento de “O Selvagem da Motocicleta”, compõe-se um retrato polifônico das influências exercidas pelo filme de Francis Ford Coppola, no Chile de Pinochet.

Furando a Onda, de Annie Canavaggio (Panamá, 70 min., 2013). Oli, Cholito e Deivis são três humildes surfistas de Santa Catalina, uma pequena colônia de pescadores do Pacífico Panamenho, hoje sede grandes campeonatos e rota da elite do surfe.

Rosario, de Shula Erenberg (México, 70 min., 2013). Perfil de Rosario Ybarra de Piedra, mãe de um jovem desaparecido em 1975 na cidade de Monterrey (México), uma das muitas vítimas da guerra mexicana entre os anos 1960-1980.

Continuo Sendo, de Javier Corcuera (Peru e Espanha, 120 min., 2013). Violinistas, harpistas e outros músicos, ao lado de dançarinos diversos, viajam a diversas regiões do Peru, desvendando uma extraordinária variedade de expressões artísticas.

SERVIÇO

Fonte: VEJA SÃO PAULO