Teatro

Doze boas peças reestreiam até o fim da semana

"O Beijo no Asfalto" e "Doze Homens e Uma Sentença" são dois dos destaques que retomam temporada nos palcos

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

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Renato Borghi e Hudson Senna em 'Beijo no Asfalto': polêmica viva (Foto: Lenise Pinheiro)

Terminado o recesso de fim de ano, boas peças começam a voltar aos teatros de São Paulo. Até o próximo domingo (15), doze espetáculos bem avaliados reestreiam na cidade.

+ As atrações imperdíveis em 2012: musicais

Entre os destaques, "Doze Homens e Uma Sentença" volta com temporada no Tucarena, após encabeçar a listas das dez melhores peças em cartaz na cidade durante quase todo o ano de 2011.

"O Beijo no Asfalto", de Nelson Rodrigues, também retorna, com apresentações no Teatro de Arena Eugênio Kusnet.

Confira a lista completa abaixo.

  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Tom Murphy. Em tom de parábola, a comédia dramática enfoca uma comunidade onde os habitantes perderam o tato ao se comunicar e foram impedidos, inclusive, de rir. Essa história é recuperada através de uma velha (interpretada com extremo vigor por Denise Weinberg) que relembra para as netas fragmentos de fatos como a realização de um concurso de risadas e a influência disso em sua vida familiar. Comandada pelo diretor Domingos Nunez, a encenação em dois planos (o do presente e o do passado, ou o do sonho) traz uma grandiosidade envolvente e trabalha com elementos musicais e cênicos muito bem explorados pelo numeroso elenco. Estreou em 15/10/2011. De 13/01/2012 a 19/02/2012.
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  • Expert na obra de Nelson Rodrigues, o diretor Marco Antonio Braz errou a mão na nova versão para a tragédia. Principalmente por não ter um elenco à altura, que reviva a intensidade da obra e realce a simplicidade da encenação. Na trama, o protagonista (papel de Cal Titanero) ajoelha-se diante de um atropelado e lhe beija a boca. Sua atitude vira manchete de jornal e desencadeia segredos que envolvem seu sogro, sua mulher e sua cunhada. Em performance provocativa, Marcos Breda, na pele do repórter Amado Ribeiro, é o único que se salva no elenco. Com Pedro Paulo Eva, Alvaro Gomes, Danielle Scavone e outros. Estreou em 5/9/2015. Até 27/9/2015.
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  • Adaptação de Miguel Falabella para espetáculo de Joe Masteroff, John Kander e Fred Ebb. Claudia Raia protagoniza o musical lançado em 1966 e levado às telas pelo diretor Bob Fosse em 1972. Ambientada em uma casa noturna de Berlim na década de 30, a peça aborda o relacionamento da prostituta Sally Bowles (interpretada por Claudia) com o escritor americano Cliff Brad Shaw (papel de Guilherme Magon). Em uma trama paralela, surge o caso de amor entre uma alemã (Liane Maya) e um judeu (Marcos Tumura). Belas coreografias, alguns números emocionantes e o carisma de Claudia Raia, que cria uma Sally mais irônica que depressiva e brilha de fato apenas na cena final, enchem os olhos do público. O grande destaque do elenco, no entanto, é o ator Jarbas Homem de Mello, ótimo como o Mestre de Cerimônias. Sob a direção cênica de José Possi Neto e musical de Marconi Araújo, a montagem traz 21 atores e catorze músicos. Estreou em 28/10/2011. Prorrogada até 24/02/2013.
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  • De Edmond Rostand (1868-1918). Célebre personagem, esse poeta narigudo já foi interpretado por Antonio Fagundes, Steve Martin e Gérard Depardieu. Bruce Gomlevsky imprime sua marca também no protagonista da comédia romântica escrita em 1897. Com uma capacidade de transformação ímpar, o ator carioca acumula mais um acerto na encenação dirigida por João Fonseca. Ao lado de um elenco de treze integrantes, ele vive o feioso apaixonado pela prima Roxane (a atriz Carolina Chalita) e, por se considerar horrendo, não se julga merecedor de seu amor. Cyrano torna-se então porta-voz de um belo e inculto cadete (Sérgio Guizé), interessado na garota. Estreou em 02/12/2011. De 13/01/2012 a 05/02/2012.
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  • O drama ganhou projeção graças ao filme de Sidney Lumet, em 1957. A história de uma dúzia de sujeitos encarregados de chegar a um veredicto é montada sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo. O réu foi acusado de assassinar o pai, e a decisão precisa ser unânime para executá-lo ou absolvê-lo. O conflito começa quando um dos doze jurados (o ator Norival Rizzo) opta pela dissonância e abala a convicção do grupo, decidido pela condenação. Com Fernando Medeiros, Brian Penido Ross, Ricardo Dantas, Rodolfo Freitas e outros. Estreou em 19/11/2010. Até 27/11/2016.
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  • Dirigida por Roberto Lage, a comédia é inspirada em história ocorrida nos bastidores das filmagens do clássico ...E o Vento Levou (1939). Em cena, o produtor, o roteirista, o diretor e a secretária enfrentam uma situação desesperadora: o prazo para concluir o roteiro está estourado e a produção da fita não pode atrasar. Um afiado elenco, formado por Isser Korik, Henrique Stroeter, Fábio Cadôr e Luzia Meneghini, encontra um texto surpreendente, inteligente e cheio de ironia, que oferece a todos um espaço para brilhar. Estreou em 04/10/2011. Até 28/5/2015.
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  • Adaptação de Gabriel Villela para peça de Eurípides. É a primeira incursão de Villela por uma tragédia grega. A atemporalidade dos temas — a eterna disputa de poder e o sofrimento materno — é tratada com a criatividade do diretor, mas também cercada por uma fidelidade ao gênero trágico. Desta vez, as simbologias da montagem são extraídas das minúcias, e as referências convivem em harmonia com a dramaturgia. Personificada com rigor pela atriz Walderez de Barros, a protagonista apoia-se na força da palavra e na economia dos gestos. Após a queda de Troia, conquistada e destruída pelos gregos, é exigido o sacrifício de Polixena (papel de Nábia Vilela), a filha da rainha Hécuba, pelas mãos de Odisseu (o ator Flávio Tolezani). A descoberta de que seu outro filho (o ator Luiz Araújo) também foi morto leva a mulher a vingar-se do rei Poliméstor, interpretado por Fernando Neves. Estreou em 18/11/2011. De 13/01/2012 a 12/02/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: De Lícia Manzo. Lena (Alexandra Richter) e Edu (Marcelo Valle) são casados e, conforme o tempo passa, assumem diferentes gostos e personalidades. Num gênero no qual os textos correm o risco de ser muito parecidos, a autora não escapa dos clichês, por exemplo, ao fazer graça das manias de marido e mulher. Mas lança mão de um humor leve para construir a narrativa de fácil identificação. O diretor Ernesto Piccolo também extrai emoção dos personagens, e os atores mostram-se à vontade. Estreou em 02/09/2011. Prorrogado até 01/04/2012.
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  • Resenha por Dirceu Alves Jr.: Adaptação e direção de Jô Soares para peça de Eric-Emmanuel Schmitt. Conduta moral, ética, sexo e relações de poder são os temas da divertida comédia criada pelo dramaturgo francês com base em outra faceta do filósofo Denis Diderot (1713-1784), a de um incorrigível mulherengo. Cassio Scapin interpreta o protagonista, que entra em conflito com sua mulher (Tania Castello), uma amante (Luciana Carnieli) e uma jovem (Luiza Lemmertz) amiga de sua filha. Em meio ao afinado elenco, o destaque vai para Érica Montanheiro, como a atrevida filha de Diderot. Estreou em 13/10/2011. Até 22/07/2012.
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  • De Nelson Baskerville, Verônica Gentilin e Cia. Mungunzá de Teatro. Com extrema e admirável coragem, o diretor Nelson Baskerville mexe em sua história para montar o espetáculo, que comove e inquieta o espectador em um surpreendente conjunto. Seu irmão mais velho, Luis Antonio (interpretado pelo ótimo ator Marcos Felipe) era homossexual e viveu em Santos até os 30 anos, quando se mudou para a Espanha. Durante três décadas, quase nada se soube dele, que, em Bilbao, assumiu a identidade de Gabriela, protagonizou shows em boates e acabou vitimado pela aids em 2006. Com Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Day Porto e Virginia Iglesias. Estreou em 16/03/2011. 
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  • Com adaptação de Eduardo Ruiz, o romance Pornô, de Irvine Welsh, ganhou os palcos neste drama. Seus personagens são os mesmos de Trainspotting, livro transformado em filme em 1996. Entre carreiras de cocaína, Sick Boy (interpretado por Sergio Guizé) cuida de um boteco. Spud (papel de Fábio Ock) se vê impotente diante do mundo. Franco (Guilherme Lopes) sai da prisão e procura um rumo. Renton (Carlos Carcarah) tenta se dar bem. Outras figuras se interligam ao quarteto na produção de um filme de sexo explícito. Com Abhiyana, Ana Nero, Fernando Fecchio e Joana Dória. Estreou em 9/2/2010. Até 17/7/2014.
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  • Sucesso há 30 anos, a comédia de Marcos Caruso é baseada na suspeita de adultérios múltiplos. Uma empregada (papel de Anastácia Custódio) envolve seus patrões e dois casais em confusões. Com Ivan de Almeida, Carla Pagani, Tânia Casttello, Miguel Bretas e outros. Estreou em 24/8/1989. Até 11/12/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO