Top 10

Conheça as peças mais bem avaliadas

A escolha de VEJA SÃO PAULO dos dez melhores espetáculos

Por: Dirceu Alves Jr. - Atualizado em

Doze homens e uma sentença
'Doze Homens e uma Sentença': drama conta a história de um julgamento (Foto: Divulgação)

Confira as melhores peças em cartaz nesta semana:

  • O drama ganhou projeção graças ao filme de Sidney Lumet, em 1957. A história de uma dúzia de sujeitos encarregados de chegar a um veredicto é montada sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo. O réu foi acusado de assassinar o pai, e a decisão precisa ser unânime para executá-lo ou absolvê-lo. O conflito começa quando um dos doze jurados (o ator Norival Rizzo) opta pela dissonância e abala a convicção do grupo, decidido pela condenação. Com Fernando Medeiros, Brian Penido Ross, Ricardo Dantas, Rodolfo Freitas e outros. Estreou em 19/11/2010. Até 27/11/2016.
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  • De Alan Ayckbourn. Um exemplo de que o bom teatro resulta da comunhão de um texto de qualidade levado à cena por um diretor seguro e um elenco afinado. Escrita em 1985, a tragicomédia é centrada em uma mulher (Denise Weinberg) que enfrenta uma crise. Enquanto imagina a família ideal, com um marido carinhoso, um irmão protetor e uma filha atenciosa, o que vê são pessoas incapazes de lidar com a realidade. Entre a loucura e a lucidez, ela mascara a frustração. Acomodada no palco que reproduz um jardim, a plateia compartilha da intimidade desses conflitos e, principalmente, do irretocável desempenho de Denise. Com Maristela Chelala, Clarissa Rockenbach, Eduardo Muniz, Francisco Brêtas, Flávio Faustinoni, Mário Borges e Mário César Camargo. Estreou em 24/02/2012. Até 28/10/2012.
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  • Escrito por Franz Keppler, o drama traz à tona o relacionamento entre o escultor Auguste Rodin (1840-1917) e sua discípula Camille Claudel (1864-1943). Recém-chegada a Paris, Camille (Melissa Vettore) torna-se amante de Rodin (Leopoldo Pacheco). A intuição dela e o apuro técnico dele criam um embate marcado pela competitividade e pelas diferentes visões de geração e do amor. Entre os acertos de Keppler e do diretor Elias Andreato está a humanização dos personagens. Estreou em 22/06/2012. De 3 a 13/11/2016.
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  • O autor Alexandre Dal Farra criou o drama do grupo Tablado de Arruar e faturou o Prêmio Shell. Em cena, um oportuno debate relativo a questões como culpa, alienação e fé. Vitor Vieira personifica o pastor Otávio, envolvido em tudo o que prega, a ponto de passar a questionar o valor daquelas ideias e as supostas verdades transmitidas aos fiéis. Em meio a uma crise, ele enfrenta turbulências com a sua mulher (a atriz Ligia Oliveira) e perde o controle dos atos. Com Alexandra Tavares, Alexandre Quintas, Amanda Lyra e outros. Estreou em 01/06/2012. Até 06/06/2013.
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  • De Franz Keppler. Otávio Martins protagoniza o monólogo dramático que discute os limites entre a razão e a emoção. Em cena, um homem tem a vida transformada com o sumiço de sua mulher. Depois de prestar queixa em uma delegacia, ele vai se envolvendo em uma teia de contradições que o aponta como suspeito do desaparecimento. Diretor ávido por soluções longe do lugar-comum, Nelson Baskerville criou uma encenação de personalidade tão forte e marcante quanto a presença no palco de Otávio Martins. Projetada em vídeo, parte complementar da história atravessa a montagem, simultaneamente às falas do ator. Em um esforço louvável, Martins alia a técnica a uma carga orgânica fundamental na tentativa de alcançar a sobreposição em cima dos excessivos efeitos cênicos. Estreou em 14/09/2012. Até 09/12/2012.
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  • De Nelson Rodrigues. Em caracterização inspirada, o ator Marco Ricca dá vida ao bicheiro, privilegiando mais seu lado cafajeste e menos a vilania. Nascido na pia de uma gafieira, Boca compensa o complexo de inferioridade trocando a dentadura natural por uma feita de ouro. Sua vida é contada em três versões por uma de suas amantes, Guigui (a atriz Lara Córdulla), depois do assassinato do protagonista. O diretor Marco Antônio Braz acertou em cheio ao optar por uma atualização velada da trama criada em 1959. Com Rodrigo Fregnan, Gésio Amadeu, Luciana Caruso, Jacqueline Obrigon e outros. Estreou em 29/06/2012. Até 25/11/2012.
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  • De Rafael Gomes. Dividido em dez cenas, o drama mostra o universo de três personagens em torno dos 20 anos, mas é capaz de comover espectadores de faixa etária mais ampla. Sensível e sem pieguice, três atores — Marisol Ribeiro, Fábio Lucindo e Victor Mendes — discorrem, em monólogos, sobre paixão, desejo, separação, perda e impasses típicos da juventude, que atualmente parecem comuns ao cotidiano de muita gente de 30 ou 40. Estreou em 07/10/2010. Até 11/04/2013.
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  • Adaptação de Claudio Botelho para espetáculo de Marshall Brickman, Rick Elice e Andrew Lippa. Inspirado nos quadrinhos do cartunista Charles Addams, o musical estreou na Broadway em 2010 e ganha a primeira montagem internacional. Trata-se de uma diversão certa, com uma história cativante, que reúne temas como amor, fidelidade e adaptação às diferenças. A produção traz Marisa Orth e Daniel Boaventura à frente de 27 atores e doze instrumentistas. Na trama, o clã liderado por Morticia (papel de Marisa) e Gomez (Boaventura, impagável) passa por um momento de crise. Vandinha (Laura Lobo) arrumou um namorado “normal” e quer marcar um jantar para apresentá-lo aos pais um tanto esquisitos. Com Nicholas Torres, Iná de Carvalho, Claudio Galvan, Rogério Guedes, Paula Capovilla e outros. Em nove meses de apresentações, o musical vendeu mais de 300 mil ingressos e em janeiro/2013 estreia no Rio de Janeiro. Estreou em 02/03/2012. Prorrogado até 16/12/2012.
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  • Encenado em 25 países, o drama do escocês David Harrower ganha a primeira montagem brasileira. Eloisa Elena interpreta uma camponesa oprimida cuja rotina se modifica diante de um incidente. Impossibilitado de sair para o trabalho no moinho, o marido (Cláudio Queiroz) a manda em seu lugar a fim de evitar o prejuízo. Lá, ela conhece um moleiro (Thiago Andreuccetti) e vê despertar inquietações adormecidas. As soluções criadas pelo diretor Francisco Medeiros, como a chuva de farinha, em meio à simplicidade da produção, chamam atenção pelo talento em fazer bom teatro com poucos recursos e poesia de sobra. Estreou em 01/06/2012. Até 28/04/2013.
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  • De Nelson Rodrigues (1912-1980). Escrita em 1965, a tragédia ganha montagem dirigida por Antunes Filho. Herculano (interpretado por Leonardo Ventura) é um casto viúvo que se apaixona pela prostituta Geni (papel de Ondina Clais Castilho). A vida dele se transforma completamente, sobretudo diante da oposição do filho, Serginho (Lucas Rodrigues). Poucas inserções da mão autoral do encenador — sempre tão forte — podem ser percebidas em meio ao original. Uma das mais interessantes é apresentar Geni como um fantasma que assombra Herculano durante a ação. Percebendo ter em mãos intérpretes irregulares, Antunes concentrou a atenção na regência desse grupo e fez um espetáculo de qualidade, mas econômico em surpresas. Com Mariana Leme, Felipe Hofstatter, Naiene Sanchez e outros. Estreou em 05/10/2012. Até 27/3/2014.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO