Diversidade

Confira quatro exposições na Pinacoteca

A Pinacoteca do Estado reflete a união do clássico e o moderno de seu prédio com mostras que exibem pinturas, gravuras e fotografias

Por: Redação VEJINHA.COM - Atualizado em

Mestre Júlio Santos
Retrato presente na seleção: Mestre Júlio Santos tratou o original desgastado e chegou a um resultado estilizado (Foto: Divulgação)

Conheça abaixo as quatro exposições que você pode ver na Pinacoteca:

  • Gênero dos mais disseminados na história da arte, o retrato se viu assombrado, no início do século passado, pela invenção da fotografia, e ganhou um expediente novo, a fotopintura. E, como até os estilos mais populares souberam se reciclar, esse método ganha uma visão peculiar na mostra dedicada à produção do cearense Mestre Júlio Santos, composta de 120 obras. Dono do Áureo Studio, de Fortaleza, ele utiliza técnicas digitais, sobretudo o Photoshop, para retocar e mesmo recriar registros, alguns muito afetados pela passagem do tempo. Imagens de 5 por 7 centímetros de uma moça e de um rapaz viram, por exemplo, uma bela foto de casamento. Por trás da qualidade dos trabalhos reside uma ideia ainda mais sofisticada. Ao fazer com que os personagens se tornem outros, completamente diferentes — digamos, ao transformar um casal de classe média em cangaceiros ou árabes —, o fotopintor discute a noção de identidade de cada um. Ou seja, por meio da arte, podemos ser quem quisermos. Numa das paredes da montagem, há uma homenagem a expoentes das câmeras no Brasil, que tiveram seus retratos manipulados pelo artista. Entre eles, Thomaz Farkas, German Lorca, Maureen Bisilliat, Cristiano Mascaro e Claudia Andujar. Até 21/10/2012.
    Saiba mais
  • Nome importante da abstração latino-americana, o artista venezuelano Alejandro Otero (1921-1990) tem exibidos na mostra quarenta dos chamados Coloritmos — pinturas com linhas em preto e branco e pequenas zonas coloridas. Posicionado na história da arte em algum ponto entre o construtivismo e a arte cinética, Otero, muito influenciado por Mondrian, consegue impor um ritmo quase musical às faixas de cores. Não deixe de observar os pequenos desenhos e colagens que serviram de estudo para a série, eles são ainda melhores. De 04/09/2012 a 06/01/2013.
    Saiba mais
  • Pintor fluminense do início do século XX, Parreiras (1867-1937) tem vinte trabalhos exibidos, feitos entre 1904 e 1929. Além de pinturas, há cinco desenhos raros. O artista revela apuro técnico, sobretudo na realização de paisagens e em Estudo para a Morte de Virgínia, que revela grande influência da obra-prima O Homem Morto, de Édouard Manet. Ainda assim, incomoda o anacronismo estético da seleção: há telas da década de 10 ou de 20 ainda calcadas em certo naturalismo do século XIX, algo impensável depois de Picasso ter pintado As Senhoritas de Avignon. Também em cartaz na Pinacoteca: ✪✪ Gênese e Celebração (máscaras e esculturas africanas) ✪✪ O Mais Parecido Possível — O Retrato (fotografias). De 06/10/2012 a 03/03/2013. Prorrogada até 17/03/2013.
    Saiba mais
  • Resenha por Jonas Lopes: Realizadas entre 1827 e 1835, as 25 obras compiladas abordam paisagens do Brasil assinadas por artistas europeus, como o alemão Johann Moritz Rugendas e o francês Jean Julien Deltil. De 18/08/2012 a 27/01/2013.
    Saiba mais

Fonte: VEJA SÃO PAULO