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Coleção de Domingos Giobbi é exibida na Estação Pinacoteca

Obras de Ismael Nery, Lasar Segall, Antonio Gomide, Victor Brecheret e Di Cavalcanti fazem parte do acervo pessoal do engenheiro

Por: Jonas Lopes - Atualizado em

Coleção Domingos Giobbi 2179
Aquarela de Antonio Gomide tem ênfase no modernismo e Madona, de Volpi: colecionador e pintor eram amigos (Foto: Divulgação)

Desde 2004, o 2º andar da Estação Pinacoteca hospedava o maravilhoso acervo amealhado pelo casal José e Paulina Nemirovsky. Como o conjunto deixou o museu para circular durante alguns meses pelo estado, o espaço foi ocupado por outra mostra de qualidade, a Coleção Domingos Giobbi — Arte, uma Relação Afetiva. As 115 obras da coletiva, selecionadas e organizadas pela curadora Maria Alice Milliet, pertencem ao engenheiro paulistano Domingos Giobbi, de 85 anos. Além de colecionar telas, esculturas e desenhos, ele se dedicou a adquirir mobiliário do século XVIII, assim como peças sacras datadas do século XVII ao XIX — estatuetas de terracota e um precioso grupo de santos de madeira.

Os pintores modernistas concentram as atenções. Há trabalhos de Ismael Nery, Lasar Segall, Antonio Gomide, Victor Brecheret e Di Cavalcanti (inclusive o óleo Gasômetro, de 1929, a primeira tela comprada pelo colecionador). Dos nomes posteriores, destaca-se o naïf José Antonio da Silva, autor de belas cenas bíblicas. A estrela, contudo, é Alfredo Volpi, de quem Giobbi se tornou amigo em 1972. Constam na seleção 21 pinturas do artista, de bucólicas paisagens do início da carreira à famosa fase das bandeirinhas, passando por uma Madona realizada na década de 50.

Fonte: VEJA SÃO PAULO