Cinema

Novos filmes de Almodóvar e Meryl Streep estão entre as sete estreias

Julieta e Florence - Quem É Essa Mulher? são boas opções 

Por: Miguel Barbieri Jr.

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Há opções melhores em cartaz. Meryl Streep e Hugh Grant fazem uma dupla sensacional na comédia dramática, inspirada em personagem real, Florence - Quem É Essa Mulher? Para novas e velhas gerações, o documentário Janis - Little Blue Girl, sobre a cantora Janis Joplin, é igualmente imperdível. E há a volta (quase à boa forma) do diretor espanhol Pedro Almodóvar no drama Julieta.

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Quer mais? Entre as surpresas, encontram-se o documentário nacional Menino 23, e o romance de amor homossexual Um Belo Verão. Ou seja: há bons longas-metragens estreando hoje (7).   

  • É muito delicado, comovente e verdadeiro o jeito com que a diretora Catherine Corsini trata o despertar homossexual de duas mulheres. No interior da França, em 1971, a jovem Delphine (Izïa Higelin) está cansada de trabalhar ao lado do pai em sua fazenda. Escapa, então, do ambiente familiar e se manda para Paris. Lá, faz amizade com uma turma de feministas ativistas e, assim, aproxima-se de Carole (Cécile De France, indicada ao César de melhor atriz). Delphine sente-se atraída pela nova (e mais velha) amiga, que é heterossexual e muito bem casada com Manuel (Benjamin Bellecour). Mas um beijo na boca, porta de entrada de um provável romance, tende a mudar o rumo da vida delas. Estreou em 7/7/2016.
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  • O veterano diretor Ermanno Olmi (A Árvore dos Tamancos) centra seu drama de guerra em 1917, na fronteira da Itália com a Áustria. Com os campos forrados de neve em um inverno rigoroso, soldados italianos refugiam-se em trincheiras e, a qualquer momento, podem ser chamados para avançar sobre os inimigos. Com esplêndida fotografia, ora em preto e branco, ora em tons de sépia, o realizador faz um enxuto (porém confuso) registro da I Guerra. Embora com cenas fortes e chocantes, o filme, friamente, toca mais a razão do que o coração. Estreou em 7/7/2016.
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  • Embora com raras exceções (como Capitão América), 2016 não está sendo um bom ano para as sequências. Depois da continuação vergonhosa de As Tartarugas Ninja e de Independence Day, eis que aparece mais um filme dispensável. No fiapo de roteiro da animação, o esquilo Scrat está, literalmente, no espaço quando desencadeia uma ameaça cósmica. Ou seja: um meteoro está vindo em direção à Terra e os velhos personagens (o mamute Manny, a preguiça Sid e o tigre dente-de-sabre Diego) vão tentar impedir a catástrofe. Estreou em 7/7/2016.
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  • História inspirada em Florence Foster Jenkins, o francês Marguerite ainda está em cartaz. Praticamente o mesmo enredo será encontrado em Florence — Quem É Essa Mulher?. Ambos os filmes são obrigatórios para entender a figura dessa cantora lírica. Herdeira milionária, ela fazia recitais mesmo tendo uma voz esganiçada de fazer doer os ouvidos. Há, contudo, diferenças entre os roteiros. Nesta trama, mais assumida como biografia e dirigida pelo experiente inglês Stephen Frears (A Rainha), Florence (interpretada pela magnífica Meryl Streep) mora na Nova York da década de 40 e tem um casamento de fachada com o inglês Clair Bayfeld (Hugh Grant, excelente!). Escondendo da esposa a amante, o marido é, ao menos, fiel e servil às vontades profissionais de Florence. Força, por exemplo, um pianista (Simon Helberg) a acompanhá-la nos ensaios e apresentações. Os dois registros sobre Florence passam pelo humor para atingir o drama da mulher madura que, iludida por amigos e puxa-sacos, pensava ter talento para a música. Seria cômico, se não fosse patético. Estreou em 7/7/2016.
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  • As novas gerações talvez desconheçam a importância de Janis Joplin, um ícone do blues e do rock, que morreu em 1970, aos 27 anos. Para fãs, jovens e maduros, o documentário Janis — Little Girl Blue vem suprir uma lacuna na história da música. Sustentado em depoimentos de velhos parceiros e em entrevistas reveladoras da cantora, entre muitas fotos e imagens inéditas, o filme cumpre o prometido. Narrado de forma cronológica, mostra desde sua conturbada infância numa pequena cidade do Texas (onde sofreu bullying por ser considerada fora dos padrões estéticos femininos) até a morte, por overdose. Janis e Amy Winehouse (1983-2011) tiveram trajetória semelhante, envolvidas com drogas, álcool e amores errantes, além da partida precoce. Assim como Amy, Janis marcou época. Tinha uma voz de potência inigualável e o talento de se expor sem fazer concessões. Mas, como aponta o subtítulo, lá no fundo, ela era apenas uma garotinha triste. Estreou em 7/7/2016.
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  • Há três anos, parecia que a carreira de Pedro Almodóvar havia chegado ao fim com o lançamento da desastrosa comédia Os Amantes Passageiros. Que nada! Exibido em competição no último Festival de Cannes, Julieta, seu vigésimo longa-metragem, não tem o brilho nem o status de obra-prima de filmes como A Lei do Desejo, Tudo sobre Minha Mãe e Fale com Ela. Mas, voltando às origens do drama feminino, Almodóvar traz à tona uma história intrigante e contada de forma envolvente. Nos tempos atuais, Julieta (Emma Suárez), uma mulher de meia-idade, vai trocar Madri por Portugal, acompanhando seu namorado (Darío Grandinetti). Ao reencontrar uma amiga de infância de sua filha, Antia, Julieta decide permanecer na cidade. Existe um motivo para mudança tão radical. Para exorcizar seu passado, a protagonista vai escrever uma longa carta focando fatos de sua juventude. Foi numa viagem de trem, por exemplo, que Julieta (agora interpretada por Adriana Ugarte) conheceu o pai de Antia, um pescador casado chamado Xoan (Daniel Grao). Na narrativa labiríntica de Almodóvar (uma de suas marcas registradas), longos flashbacks misturam-se ao presente. Os temas habituais retornam: crise existencial, culpas, traumas, amores arrebatadores e, sobretudo, os conturbados relacionamentos familiares. Estreou em 7/7/2016.
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  • Há um tema extremamente importante, tratado com minúcia e apoiado em casos no mínimo surpreendentes, descobertos em investigação do historiador Sidney Aguilar. Em 1933, cinquenta meninos negros foram tirados de um orfanato e levados para uma fazenda. A princípio, a educação seria primordial, mas, pouco tempo depois, os garotos foram tratados como escravos em trabalhos forçados. Dois sobreviventes contam suas (distintas) trajetórias. Além de um abrangente painel político e social da época, o documentário mostra como eram os conchavos de poderosos empresários com o então presidente Getúlio Vargas e a influência do partido nazista no Brasil. Estreou em 7/7/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO