Cinema

Filmes de suspense e aventura dominam as estreias

Rua Cloverfield, 10, e Invasão a Londres são os destaques 

Por: Miguel Barbieri Jr. - Atualizado em

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São onze estreias nesta quinta (11), algumas delas garantindo um bom programa nos cinemas. A começar por Rua Cloverfield, 10, um misto de suspense e ficção científica, que pode deixar o espectador tenso por uma hora e meia.

Quem busca um programa mais leve, mas não menos eletrizante, pode se dirigir às salas que exibem Invasão a Londres, espécie de sequência de Invasão à Casa Branca, com os mesmos atores, Gerard Butler e Aaron Eckhart.

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Numa linha mais dramática e realista, há o angustiante Decisão de Risco, sobre um ataque de militares britânicos a uma casa no Quênia onde se encontram terroristas islâmicos. 

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O cinema nacional também marca presença e em formas distintas. Para uma plateia maior, que está à procura de uma comédia romântica madura, a pedida é De Onde Eu Te Vejo, com Denise Fraga e Domingos Montagner. A Bruta Flor do Querer, restrito ao circuito de arte, é um competente retrato de jovens à deriva após cursarem cinema na faculdade.

E tem Maggie Smith, a formidável atriz de 81 anos, dando um show em A Senhora da Van. Opções, como se nota, não faltam.   

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  • Depois de quatro filmes com atores, os personagens criados por René Goscinny e Albert Uderzo ganham uma animação em longa-metragem. O espírito anárquico da HQ volta numa história espirituosa, que pode cair melhor no gosto dos adultos. Na trama, o imperador romano Júlio César decide combater uma aldeia na Gália (onde moram Asterix e Obelix) construindo um condomínio de luxo nas terras dos inimigos. O empreendimento Domínio dos Deuses atrai uma leva de romanos endinheirados e aguça a vontade de lucrar dos comerciantes gauleses. Mas, claro, os protagonistas vão bolar um plano para expulsar os novos moradores de lá. Estreou em 7/4/2016.
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  • Na animação, Barbie e suas melhores amigas viram agentes secretas e são convocadas para investigar um roubo de pedras preciosas. Estreou em 7/4/2016.
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  • De tempos em tempos, surge no horizonte algum diretor capaz de fazer barulho com algo desconcertante. Dida Andrade e Andradina Azevedo são os rapazes da hora. Formados em cinema pela Faap em 2009, tiveram curtas premiados e estreiam no longa-metragem com A Bruta Flor do Querer. Os amigos tiveram a ideia de levar às telas uma história muito parecida (ou igual) à trajetória deles. Escreveram o roteiro, dirigiram e estrelaram uma trama simples sobre Diego (Dida), um cineasta recém-formado que trabalha, a contragosto, gravando cerimônias de casamento. O amor platônico por Diana (Bia Vilela) o atormenta diariamente. Andradina, assim como na vida real, faz o parceiro de farras e desabafos. Sim, é uma viagem egocêntrica da dupla, com direito a filmagens cruas, nudez frontal, sexo, diálogos misóginos, cigarro como companhia e muita maconha na cabeça. Talvez seja a forma de os realizadores jogarem (ou cuspirem) na cara do espectador o universo da juventude perdida ao qual eles também pertencem. São sinceros, ousados e verdadeiros. E possuem olhos apurados para gravar cenas sensíveis e ouvidos antenados para a boa música — incluir na trilha sonora Elis Regina e 20 Anos Blues, de Vitor Martins e Sueli Costa, é uma prova disso. Estreou em 7/4/2016.
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  • Comédia romântica

    De Onde Eu Te Vejo
    VejaSP
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    Depois de Por Trás do Pano (1999) e Cristina Quer Casar (2003), o diretor Luiz Villaça retoma a parceria no cinema com sua mulher, a atriz Denise Fraga. De Onde Eu Te Vejo é, de longe, o trabalho mais maduro e bem-acabado do casal. A idade fez bem à dupla, que, aqui, enfoca a crise entre Fábio (Domingos Montagner) e Ana Lúcia (Denise), após vinte anos de casamento. Eles decidiram se separar. O marido, porém, vai morar no apartamento ao lado e, da janela, consegue ver e até se comunicar com a ex e com Manu (Manoela Aliperti), a filha prestes a bater asas e fazer faculdade em outra cidade. São Paulo, assim como a relação deles, está desgastada. Antigos restaurantes deram lugar a empreendimentos imobiliários, e o cinema de rua fechou as portas. A recessão econômica do país se reflete na vida profissional: Ana Lúcia, antes arquiteta, vive agora à procura de imóveis velhos para a construção de novos edifícios, e Fábio, veterano jornalista, foi demitido. Do Cine Marabá às ruas de Higienópolis, do bar Estadão ao Terminal Rodoviário Tietê, a capital paulista também é personagem de uma história de amor. Sem deixarem de lado o humor que marcou a carreira de ambos, Villaça e Denise propõem à plateia uma comédia romântica de fundo emotivo. Se a graça vem, às vezes, de forma estereotipada (na festinha com os amigos da ioga, por exemplo), o drama conjugal, surpresa!, impõe-se de forma bem mais realista. Como a cereja do bolo, Juca de Oliveira, Fúlvio Stefanini e Laura Cardoso fazem participações especiais. Estreou em 7/4/2016.
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  • Algo corriqueiro entre as notícias internacionais virou tema deste angustiante drama ficcional. Líder do elenco, a inglesa Helen Mirren interpreta a coronel Katherine Powell. Por seis anos, ela procurou uma cidadã britânica que virou mulher de um terrorista muçulmano. O dia da caça, finalmente, parece ter chegado. Numa residência no Quênia, o casal e um grupo preparam um homem-bomba para outro ataque. Mas há complicações envolvendo a iminente explosão. Embora um general inglês (papel de Alan Rickman, em sua despedida do cinema) tenha o aval de ministros, o piloto americano (Aaron Paul) que vai acionar o míssil e uma defensora dos direitos humanos põem empecilhos para a arriscada investida. A trama envolve outros personagens, como uma família de quenianos contrária às regras rígidas da milícia radical e um aliado local, interpretado pelo somali Barkhad Abdi, indicado ao Oscar 2014 de ator coadjuvante por Capitão Phillips. O diretor sul-africano Gavin Hood põe na berlinda um impasse que movimenta civis e militares, Inglaterra e Estados Unidos, trazendo à tona uma reflexão oportuna sobre decisões complexas em um mundo em constante conflito. Estreou em 7/4/2016.
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  • Por usar as palavras de Cristo em suas aulas, Grace Wesley (Melissa Joan Hart) terá de encarar uma batalha judicial. Descontentes com o método de ensino, os pais de uma aluna decidem processar a professora. O drama cristão é baseado no livro homônimo, escrito por Rice Broocks e lançado pela Editora Thomas Nelson Brasil. Estreou em 7/4/2016.
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  • Gerard Butler e Aaron Eckhart retomam os papéis de Invasão à Casa Branca, lançado exatamente dois anos atrás. Desta vez, em Invasão a Londres, Mike Banning (Butler) vive um dilema: sua mulher está prestes a dar à luz e ele pensa em desistir de ser guarda-costas do presidente americano, Benjamin Asher (Eckhart). Mas ainda fará um último trabalho: acompanhar o chefe no funeral do primeiro-ministro britânico. O local será o palco de um encontro dos maiores líderes das nações mundiais e alvo de um ataque terrorista sem precedentes na história. É preciso se distanciar do realismo para embarcar na aventura repleta de cenas de ação. O personagem de Butler, na linha de John McClane, de Duro de Matar, usa o humor como justificativa da truculência. Londres está no título e há sequências na cidade, mas as ruas da Bulgária serviram para muitas locações externas. Resultado: satisfação em um programa-pipoca sem contraindicações. Estreou em 7/4/2016.
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  • Além de ter de superar a morte da mulher, num acidente de carro, Gene Reed (Gabriel Byrne) precisa saber como lidar com seu filho adolescente (Devin Druid). O garoto é um retraído e antissocial. Num ambiente pouco amistoso, o primogênito chega para passar uns dias na casa do pai — Jonah (Jesse Eisenberg) acabou de ter um bebê e entrou em parafuso. O já desgastado tema da família disfuncional ganha no drama um registro de conflitos intensos, porém resolvidos de forma branda. A temperatura fica morna por mais que haja um fator trágico para o estado das coisas. Estreou em 7/4/2016.
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  • A pergunta que não quer calar: Rua Cloverfield, 10 tem “parentesco” com Cloverfield — Monstro, um terror apocalíptico de 2008? Sem spoilers, a resposta é sim. São, contudo, filmes independentes, e será preciso ficar antenado para sacar qual é a ligação entre os dois longas-metragens, produzidos por J.J. Abrams. Revelar muito do enredo também estraga as surpresas. Resumidamente, a história foca Michelle (Mary Elizabeth Winstead), que, após abandonar o namorado, sofre um acidente de carro na estrada. Ao acordar, a moça está acorrentada num porão, localizado dentro de um bunker. Quem a socorreu no desastre foi o militar aposentado Howard (John Goodman), que é o construtor desse espaço. Quando ocorre a chegada da garota, já há um “hóspede” por ali: o jovem Emmett (John Gallagher Jr.). Depois de um tempo, o “anfitrião” faz uma revelação assustadora a Michelle: a Terra foi invadida por alienígenas. Embora atencioso, Howard mostra-se um sujeito controlador e rígido, e, não raro, tem acessos de fúria. Com apenas três personagens em cena, tensão de endurecer o pescoço e narrativa hipnótica, o filme se abre em muitas perguntas, mas muda o rumo nos minutos fnais para combinar com uma solução capaz de dividir opiniões. Estreou em 7/4/2016.
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  • Aos 81 anos, Maggie Smith consegue ter um grande papel de protagonista e roubar a cena na comédia dramática, inspirada em uma história real da década de 70. A estrela interpreta Miss Shepherd, uma senhora de hábitos poucos higiênicos que fez de uma van sua moradia ambulante. Ninguém sabe sobre o passado da “vizinha” indesejada no bairro de Camden Town, em Londres. Até que, por caridade, o escritor e dramaturgo Alan Bennett (Alex Jennings) deixa a velhinha usar seu banheiro. A partir daí, eles desenvolvem uma relação de amor e ódio, sempre com Maggie Smith disparando pérolas de rancor e arrogância. Estreou em 7/4/2016.
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  • Autoras de Bandoleiro, O Vira e Fala, gravadas na voz de Ney Matogrosso, Luhli e Lucina formaram, com o fotógrafo Luiz Fernando Borges, um triângulo amoroso na década de 70. O documentário traz a polêmica do relacionamento à epoca, além de apresentar às novas gerações a importância das compositoras. Estreou em 7/4/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO