Cinema

'Zootopia' é a maior e melhor atração da semana

Novo desenho animado da Disney é garantia de risos para crianças e adultos 

Por: Miguel Barbieri Jr.

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A Disney sofreu um bocadinho com o fracasso de O Bom Dinossauro, mas dá a volta por cima com o lançamento de sua nova animação. Zootopia tem uma fórmula certeira para agradar à criançada sem que os adultos fiquem entediados. Muito pelo contrário: há piadas e situações que serão assimiladas até melhor pelos marmanjos. Além de muito divertido, o desenho encanta e passa uma bonita mensagem sobre a diversidade das raças.

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Dois filmes brasileiros também são garantia de bom cinema. O documentário Eu Sou Carlos Imperial faz um registro afiado do provocador produtor musical, apresentador, ator e diretor. Na linha ficcional, o diretor Marcos Jorge (de Estômago) se dá bem com a mistura de drama, suspense e humor de Mundo Cão.

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Quem busca algo religioso, pegando carona na Páscoa, tem duas opções: Ressurreição, a respeito de uma investigação do desaparecimento do corpo de Jesus Cristo, e A Linguagem do Coração, inspirado na histórial real de uma freira francesa que cuidou e ensinou uma menina surda, muda e cega a se comunicar, no fim do século XIX.

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  • Assim como em Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas (2010), o novo trabalho do tailandês Apichatpong Weerasethakul é inquietante e de narrativa lenta. Mais bem explorado no filme anterior, o tema do espiritismo ganha aqui um tratamento mais complexo. O drama ocorre num hospital improvisado que acolhe soldados em estado de coma ou de sono profundo. Ex-paciente de lá, uma senhora (papel de Jenjira Pongpas) faz amizade com Keng (Jarinpattra Rueangram), jovem cujo dom é se comunicar com os mortos. Há uma revelação surpreendente em meio a floreios visuais, ora poéticos, ora aborrecidos. Estreou em 17/3/2016.
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  • Diretores do badalado (e superestimado) Uma Noite em 67, Renato Terra e Ricardo Calil voltam-se, no novo documentário, para uma personalidade singular do mundo artístico. O título em primeira pessoa cai como uma luva para um biografado egocêntrico. Eu Sou Carlos Imperial descreve, por meio de depoimentos sintéticos e muitas imagens de arquivo, a polêmica figura do “descobridor” de Tim Maia, Wilson Simonal e Roberto Carlos (sim, há uma entrevista com o Rei). Imperial (1935-1992), conhecido rei da pilantragem, passeou pela música (é autor, por exemplo, do hit A Praça), pela TV (teve um programa de auditório), pelo cinema, como diretor e ator de pornochanchadas, e até pela política. Era um “colecionador” de mulheres, desbocado, machista e mentiroso profissional. A dupla de cineastas mostra suas várias faces (e fases) apoiada em declarações reveladoras, incluindo algumas do próprio Imperial. Assim como o bordão criado por ele para informar o resultado das notas das escolas de samba nos anos 80, o filme é de uma eficiência “10, nota 10!”. Estreou em 16/3/2016.
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  • No fim do século XIX, Marie Heurtin (Ariana Rivoire), uma garota surda, muda e cega de nascença, é deixada pelo pai numa instituição católica que acolhe moças com deficiência auditiva. O problema de Marie é mais grave porque, ao longo dos anos e privada dos sentidos, virou uma pessoa arredia, quase indomável. Quem vai tentar trazê-la de volta ao convívio social será a irmã Marguerite, interpretada por Isabelle Carré. A Linguagem do Coração, inspirado em história real, transpira verdade, sobretudo por causa da empenhada atuação da dupla de protagonistas. O tom religioso fica como pano de fundo de um enredo sobre dedicação ao próximo sem jamais resvalar no melodrama. Estreou em 17/3/2016.
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  • Drama / Suspense

    Mundo Cão
    VejaSP
    1 avaliação
    Marcos Jorge estreou no longa-metragem com o criativo Estômago (2007), mas derrapou nos dois trabalhos seguintes, Corpos Celestes (2009) e O Duelo (2015). De volta à boa forma narrativa e à originalidade de antes, o diretor traz, em Mundo Cão, uma história aparentemente simples, mas cheia de nuances em suas entrelinhas. Nela, Nenê (Lázaro Ramos) entra em atrito com Santana (Babu Santana). Motivo: dono de um rottweiler, que fugiu e foi sacrificado no Centro de Controle de Zoonoses, Nenê credita a morte de seu cachorro a Santana, responsável por capturar animais perdidos. O embate da dupla é nervoso, e não demora muito para que Nenê, um ameaçador contraventor ligado à polícia, dê o troco. Os produtores do longa-metragem pediram aos críticos que evitassem spoilers. Faz sentido. Em um redemoinho de situações aflitivas, o filme põe bandido e mocinho em lados opostos, apontando falhas e virtudes de ambos. No roteiro de Marcos Jorge, não há apenas claro e escuro, bons e maus, heróis e vilões. Trata-se, igualmente, de uma mistura de drama, suspense e, surpresa!, humor, em receita azeitada. Além dos dois protagonistas extremamente confortáveis nos papéis, Adriana Esteves é um porto seguro de confiabilidade e a bela Thainá Duarte revela-se uma competente estreante. Estreou em 17/3/2016.
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  • A pedido do governador romano Pôncio Pilatos (Peter Firth), o tribuno Clavius (Joseph Fiennes) é convocado para acompanhar o calvário na cruz de Jesus (Cliff Curtis). É interessante a premissa de Ressurreição, que, a partir de um drama bíblico, cria uma espécie de policial ambientado na Judeia. Em seu desenrolar, o roteiro também enfoca o modo como Cristo se reencontrou com seus discípulos, espalhou milagres e palavras de fé. Sumido do cinema desde Tristão & Isolda (2006), o diretor Kevin Reynolds (de Robin Hood, o Príncipe dos Ladrões) volta às telas bem menos ambicioso. Além de trazer um diferencial à velha história, o filme ganha pontos por seu registro mais naturalista do que o de outros pomposos épicos do gênero. Estreou em 17/3/2016.
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  • A coelha Judy Hopps (voz de Monica Iozzi) formou-se policial, saiu do interior e, na metrópole Zootopia, quer caçar criminosos. Seu tipo mignon, porém, a leva a ser “apenas” uma eficiente guarda de trânsito. Contudo, a serelepe personagem vai encarar, a contragosto do chefe, uma difícil missão: localizar animais selvagens que sumiram sem deixar pista. Além do visual esplêndido, a nova animação da Disney tem humor 100% garantido. A relação de amor e ódio entre Judy e o raposo Nick (dublado por Rodrigo Lombardi) rende química invejável e piadas espirituosas. Dois momentos, porém, acabam roubando a cena dos protagonistas: a impagável sátira a O Poderoso Chefão e o lerdo serviço burocrático comandado por preguiças (!). Estreou em 17/3/2016.
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Fonte: VEJA SÃO PAULO